quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Uma Nova Chance (Second Act)
Uma Nova Chance (Second Act)
EUA, 2018. 1h43 min. Direção de Peter Segal. Roteiro de Justin Zackham, Elaine Goldsmith Thomas. Com Jennifer Lopez, Vanessa Hudgens, Leah Remini, Treat Williams, Milo Ventimiglia, Annaleigh Ashford, Charlyne Yi, Alan Aisenberg, Dave Foley, Larry Miller.
Não me parece o momento apropriado para lançar no Brasil esta modesta comédia romântica, aliás, como várias outras que ela Jennifer (1969-) estrelou quando mais jovem, justamente agora neste momento em que as salas de cinema tem tido um bom público interessado mais nos filmes indicados para o Oscar (o que já é um bom sinal). Mas nesse meio tempo em que se fixou em sua carreira musical, quase toda em televisão, com ocasionais aparições com dois filmes menores, Lila e Eve, Unidas pela Vingança e o O Garoto da Casa ao Lado (ambos 2015). Para dar certo prestigio ao filme, chamaram o diretor de comédia Peter Segal que tem feito também muita TV, mas nos bons tempos esteve com Agente 86, Ajuste de Contas, Como Se Fosse a Primeira Vez (e também várias comédias!). Ela faz o papel de Maya, uma vendedora de loja que tem a oportunidade de reinventar seu estilo de vida, ao se tornar, por acidente, uma alta executiva. Em meio a novos desafios, ela vai provar que o que se aprende nas ruas vale tanto quanto um diploma universitário. Ao mesmo tempo conquista suas aliadas.
Já dá para perceber que se trata de uma comédia romântica, altamente “feminina” (homens de fora!) o que pode explicar seu êxito de bilheteria nos EUA até agora. Seu orçamento foi modesto, apenas de 16 milhões de dólares e logo já passou dos 38 milhões e mais um total de 51 no exterior, os críticos de origem machista em geral acabaram com o filme e sua proposta que era basicamente fazer rir e agradar as senhoritas (o diretor por sinal foi instruído pelos donos do projeto que cada detalhe fosse provocando riso e alegria, especialmente em todas as cenas feitas em Manhattan!). Outra coisa curiosa: Jennifer assumiu o papel depois que Julia Roberts desistiu. É até engraçado ver textos dos comentaristas machistas que resmungam e ofendem, preconceito existe em toda parte, até mesmo em mera diversão.
O Menino Que Queria Ser Rei (The Kid Who Would Be King)
O Menino Que Queria Ser Rei (The Kid Who Would Be King)
Inglaterra, 2019. 2h. Roteiro e direção de Joe Cornish. Com Louis Ahsbourne Serkis, Denise Gough, Dean Chaumoo, Rebecca Ferguson (como Morgana), Tom Taylor, Patrick Stewart como o adulto Merlin, Angus Imrie (o jovem Merlin).
É bom explicar desde já que o Sr. Joe Cornish (Londrino, de 1968) é um bem-sucedido roteirista tendo escrito O Homem Formiga (2015), As Aventuras de Tin Tin (11) e o policial Cult britânico chamado Ataque ao Prédio (11). E sempre foi fã de Time Bandits de Terry Giliam, além de especialistas em roteiros de TV, como Snow Crash que está sendo produzido, ele tem um toque todo especial para grandes aventuras de lendas da história inglesa, de a Aventura, Fantasia e Família, do estilo que enlouquece os britânicos e pode influenciar ainda os fãs de Harry Potter. Sem esquecer na mais importante feminina a belíssima sueca Rebecca Ferguson (famosa pela série de Missão Impossível!).
Embora o filme não tenha tido uma recepção muito grande nos cinemas americanos, é porque afinal das contas eles são vitimas da campanha do Oscar. Chegando a este momento numa quantia de cerca de 7 milhões de bilheteria. Mas se alguns o acharam lento demais em algumas cenas, em geral foram simpaticamente bem recebidos. E o menino central, Louis Serkis, tem a honra de ser herdeiro de famosa dupla de atores, o Andy Serkis (que foi Gollum), e Lorraine Ashbourne. Ou seja, o tipo de aventura do tempo do Rei Arthur, Excalibur e assim por diante, sendo que o título do filme seria também menção de outra aventura, O Homem que Queria Ser Rei. Enfim, três estrelas para uma aventura decente para jovens.
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