EUA,
2015. Direção: Gregory Jacobs . Elenco: Channing Tatum, Matt Bomer, Joe
Manganiello, Kevin Nash, Adam Rodriguez e Gabriel Iglesias.
Este
é o Magic Mike XXL, continuação óbvia do primeiro Magic Mike que como
todo mundo sabe foi criado pelo ator Channing Tatum (em cima de suas
experiências como stripper de clube para mulheres) e foi um inesperado
sucesso porque atraiu gays e principalmente mulheres, que formavam
grupinhos para irem assistir juntas o festival de homens pelados. Quase
todos aceitaram retornar a continuação menos Matthew McConaughey (porque
quando ganhou o Oscar de ator seu salário subiu e a Warner não quis
pagá-lo) e o Alex Pettyfer (que fazia Adam), que era criador de casos e
não se deu bem com Channing, que além de tudo era coprodutor. O primeiro
filme tinha um modesto orçamento de sete milhões de dólares e rendeu
nos EUA 113 milhões e no exterior mais 53 milhões. Esta continuação
dobrou o orçamento (para 14) o que ainda assim é barato mas foi uma
decepção de bilheteria, não passando dos 63 milhões nos EUA (e no
exterior por enquanto 38 milhões).
Gregory Jacobs é um veterano
diretor assistente (com 48 créditos e obviamente o filme anterior) que
esta tentando subir na vida e já tinha dirigido dois filmes (o eficiente
Estrada Maldita, com Emily Blunt, 07 e 171, que é a mal sucedida versão americana do argentino Nove Rainhas). O diretor do primeiro Magic Mike
foi o premiado e conceituado Steven Soderbegh que andava ameaçando se
aposentar, mas continua aqui neste filme como produtor e as funções de
montador e diretor de fotografia (primeira vez que faz isso num filme
que não dirigiu). Ele também produz atualmente a boa série de TV The Knick e agora outra série, The Girlfriend Experience, que é baseada em filme dele, Confissões de uma Garota de Programa.
Difícil
explicar a rejeição já que a lógica mais simples é que as espectadoras
ficaram com a certeza de já terem visto a mesma história antes e a
experiência de que continuações sempre são mais fracas. Eu sempre tive
problemas com o filme porque ele endeusa ou ao menos tira os lados
negativos da experiência de se despir em público, no que é basicamente
um trabalho de gigolô, ou pior, uma forma de prostituição. Mas o filme
de certa maneira faz propaganda de um trabalho que fica a beira do fora
da lei e que tem um lado negativo muito grande. Não é a farra que eles
mostram.
De qualquer forma, quando o filme começa, Mike 3 anos
depois tem um trabalho próprio lidando com a entrega de móveis, quando
recebe a notícia de que um dos amigos faleceu. Vai vestido para o
velório mas é uma cilada (e o jogam na piscina já com um coleguinha de
traseiro de fora). Foi a forma de chamá-lo de volta para uma
apresentação nova do grupo (antes de aceitar ele tem um mini solo de
dança!) numa convenção de Strippers em Myrtle Beach, S.C. com passagem
por Tampa. Eles viajam num ônibus-trailer numa Road Trip e que ninguém
espere nudez frontal ou grandes ousadias. Mais do que anterior há uma
ênfase em romance, Channing com uma nova loira (a bela Amber Head atual
mulher de Johnny Depp) e outro se liga numa mulher mais velha,
certamente para satisfazer as balzaqueanas (Andie MacDowell). Há uma
maior camaradagem entre os rapazes, mas alguma coisa ficou faltando, de
forma que até o talentoso Matt Bomer, vencedor de Globo e People´s
Choice, parece constrangido e sem brilho, mesmo cantando! Na verdade, há
cenas criadas especialmente para o elenco se espalhar, mas parecem
falsas e pseudomachistas. Também vale mencionar que desta vez há mais
negros e um deles tem um número com uma gorda que é de gosto duvidoso.
Há também a participação importante de Jada Pinket Smith, mulher de
Will.
Acho que aí está a chave, tudo é questão de gosto, se o
filme foi menos bem é simples, foi porque desagradou. Ou agradou menos.
Achei que tudo é menos e pior, faltou conflito, ação, dança, nudez, como
se eles tivessem ficado sérios demais para simplesmente venderem o que o
público feminino queria ver. Nem os números de Channing chegam a
convencer.