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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Homem de Ferro 3

Homem de Ferro 3 / Iron Man 3. Direção de Shane Black. EUA,13. 130 min. Fantasia / Ficção cientifica / Quadrinhos. Roteiro de Drew Pearson, Shane Black, baseado em quadrinhos de Stan Lee, Don Heck, Larry Liebler, Jack Kirby. Com Robert Downey Jr, Gwyneth Paltrow, Rebecca Hall, Guy Pearce, Ben Kingsley, Don Cheadle, voz de Paul Bettany (como Jarvis),Jon Favreau, William Sadler, James Badge Dale, Ashley Hamilton, Miguel Ferrer. Produção Marvel/Disney/Paramount.   

     Uma boa noticia: este terceiro filme é o melhor da série e possivelmente um dos melhores  filmes já feitos adaptando quadrinhos. Ao menos, fazia tempo que não tinha semelhante sensação de euforia, rindo muito, torcendo com a ação, apreciando os efeitos especiais. Antes de tudo porque preferiu adotar um tom de comédia. Certamente foi influencia do astro Downey Jr (a tal ponto que se confundem sua “persona”, ou seja seu tipo cinematográfico cínico e auto critico com a do personagem, Tony Stark. Depois deste filme termina seu contrato com a série e seria impensável substituí-lo.A identificação é total e funciona).

     Acontece que Downey resolveu convocar para o projeto Shane Black, que é famoso como roteirista do Primeiro Maquina Mortífera, depois O Ultimo Boy Scout, o cult Deu a Louca nos Monstros. Também dirigiu e escreveu outro Cult com Downey que foi Beijos e Tiros (Kiss Kiss Bang Bang, 05 ) que era um policial satírico bem inteligente. Foi um pouco esse espírito que eles tentaram trazer para o fim desta trilogia, inclusive usando um truque. Reparem como nos primeiros vinte e tantos minutos não há ação (contrariando a regra do gênero) simplesmente porque eles querem que o publico embarque no tem jocoso e cheio de piadinhas (aquelas que os americanos chamam de “One liners”. Por exemplo, ao encontrar um loirinho menino de óculos Downey diz: Você estava ótimo Uma Historia de Natal!. Poucos vão entender aqui mas o garoto é a cara do herói daquele filme Cult nos EUA).

      O importante é não se levar a sério demais. Vamos brincar e rir e nos surpreender juntos. E foi o que o filme fez comigo. Os fanáticos por quadrinhos (que são uma legião) ate gostaram da resolução com o que acontece com Pepper e aceitaram uma mudança na figura do vilão maior o famigerado Mandarim interpretado de maneira brilhante e surpreendente por Ben Kingsley (que bem merecia uma indicação ao Oscar de coadjuvante). Com frases melhores para contrabalançar a ação, todos os atores estão em grandes momentos. Guy Pearce esta sempre competente mas se supera aqui como outro vilão Aldrich Killian, assim como finalmente Don Cheadle finalmente tem alguma chance de aparecer como o amigo que usa a roupa chamada “Maquina de Guerra”. Aparece ainda a inglesa e charmosa Rebecca Hall (Vicky Christina Barcelona) como um amor de uma noite do passado.  Grande parte de ação também é em cima da tentativa de Tony Stark em aperfeiçoar sua “armadura”. Embora o filme tenha sua dose de traições e intrigas, grande parte da trama é apresentar grandes cenas de efeitos especiais (como a destruição total de sua casa na colina em Malibu, a explosão do avião presidencial, o questionamento do cientista em Stark quando luta para aperfeiçoar sua roupa). 

      Estou sendo discreto ao contar detalhes do filme, sua trama e mesmo surpresas para não estragar o prazer de ninguém. Não saia antes dos letreiros finais (como já sabem os fãs dos Avengers) ainda que demorados porque tem ainda uma ceninha reveladora. Vou assistir novamente Homem de Ferro 3 logo e com todo prazer.

Ref      


Após ter assistido o filme Homem de Ferro 3, qual seria sua avaliação?
0 Estrela
0,5 Estrela
1 Estrelas
1,5 Estrelas
2 Estrelas
2,5 Estrelas
3 Estrelas
3,5 Estrelas
4 Estrelas
4,5 Estrelas
5 Estrelas




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Alvo Duplo



     Alvo Duplo Bullet to the Head. EUA, 13. 92 min. Direção de Walter Hill. Com Sylvester Stallone, Sung Kang, Jason Momoa, Christian Slater, Adewale Akinnuye- Agbaje, Sarah Shahi, Jon Seda, Brian Van Holt.


      Apesar de ter sido um grande fracasso de bilheteria nos EUA (teve um orçamento caro de 55 milhões de dólares e não chegou nem aos 12 milhões de dólares de renda!), este policial violento e antiquado (parece ter sido feito em meados dos anos 80) não é melhor nem pior do que outros que Stallone estrelou nos seus bons tempos. Foi feito apenas numa época em que ele já beira os setenta anos e não se chama Clint Eastwood (a bem da verdade, esta em melhor forma, todo bombado, com duas enormes tatuagens techinecoloridas nos ombros). O fracasso parece ter sido porque o publico jovem não quer vê-lo e os antigos fãs podem esperar o filme em casa (e só acham que vale a pena quando ele esta reunido com outros de sua geração!). Mas também porque ha uma reação forte contra o excesso de violência no cinema atual e suas possíveis e prováveis conseqüências na sociedade atual. 

      O competente Alessandro Canon (Psicopata Americano, Obrigado por fumar) foi quem adaptou para o cinema uma “graphic novel” francesa, Du Plomb dans la Tetê (Chumbo na cabeça) de Alexis Nolent agora ambientada na sempre fotogênica New Orleans. Basicamente é aquilo que os americanos chamam de “bromance”, uma historia de amor masculina entre dois sujeitos de ambientes diferentes que passam a se respeitar e gostar, entre socos, pontapés, tiros e piadinhas. Embora o problema como bem salientou o critico recém falecido em um de seus últimos trabalhos, Roger Ebert é que não ha menor química entre os dois protagonistas, na verdade nenhuma. 

     O filme tem uma historia mais complicada para acontecer. Começou a ser feita a pré produção pelo diretor sul africano Wayne Kramer (The Coooler, Território Restrito), que chamou para o papel do policial Thomas Jane. Mas Kramer e Stallone discutiram a respeito do tom do filme e entrou o produtor Joel Silver (embora produção independente, saiu nos EUA pela Warner) que despediu Jane porque preferia um parceiro étnico (possivelmente para aumentar a bilheteria no Oriente) e chamaram o inexpressivo  Sung Kang que em nada me marcou quando participou dos Velozes e Furiosos  3, 4 e 5 (agora também no 6) , nem Ninja Assassino ou Duro de Matar 4. O charme do projeto é justamente em trazer de volta ao cinema depois de uma ausência de 10 anos, desde o esquecido O Imbatível, o veterano  Walter Hill (que nos bons tempos fez os dois 48 horas, que tem certa semelhança com este e The Warriors). 

      Stallone com sua péssima dicção é quem narra a historia. Quando um matador profissional perde seu parceiro (Jon Seda) morto por um outro bandidão , Stallone- que tem o nome ridículo de Jimmy Bobo- se aproxima de um policial oriental (que também sofreu injustiça) com quem forma uma relutante dupla (o filme começa com uma espécie de teaser apresentando cena que voltara depois que eles viraram “partners”). Em meio a lutas e explosões de praxe, eles descobrem um daqueles planos mirabolantes sobre especulação de terrenos tirando dos pobres para construir condomínios para os muito ricos. Se as cenas de ação são curtas e diretas, o filme ganha bastante com algumas opções de escalação de elenco. Primeiro o maior vilão é um negro, Robert Knomo , que anda com bengalas e interpretado com forte sotaque, pelo britânico descendentes de nigerianos, o ótimo Adewale Akinnuye- Agbaje. Também o interesse romântico aqui é com uma tatuadora que é vivida pela interessante  Sarah Shahi, que é neta de um Xá da Pérsia! Como o vilão maior eles resgatam a figura exótica de Jason Momoa, o novo Conan que tem a sorte de salvar sua carreira com uma participação forte e bem humorada. E por fim, o retorno ao cinema depois de 8 anos (tem feito series de teve e teatro)Christian Slater que te um quase monologo confessional bastante eficiente.

    Com trilha de Hard rock, alguns truques emprestados do diretor Tony Scott, menos de hora e meia de duração, Alvo Duplo (êta título infeliz! Outro que não quer dizer nada) não foi apresentado para a critica nem aqui, nem nos EUA. Besteira porque ele é perfeitamente assistível, ao menos para todos aqueles que ainda tem afeição pelo Dinossauro Stallone. 

Ref fim.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Invasão a Casa Branca



Invasão a Casa Branca, Paris Filmes. Olympus Has Fallen. EUA, 13. Direção de Antoine Fuqua. Com Gerard Butler, Aaron Eckhart, Morgan Freeman, Dylan McDermott, Angela Bassett,  Melissa Leo, Rahda Mitchell, Cole Hauser, Rick Yune, Robert Forster, Ashley Judd. 120 min.

     Se fosse sincero poderia se chamar Duro de Matar na Casa Branca, com Gerard Butler no lugar de Bruce Willis. Porque o roteiro parece uma ideia descartada daquela série (mas sem duvida do que o exemplar mais recente dela) se inscrevendo na recente mania masoquista americana de imaginar tragédias com seus monumentos nacionais, ainda por cima provocados por terroristas orientais, aparentemente Norte coreanos (no dia em que vi o filme em cabine foi justamente quando saiu a noticia de que o Norte estava se preparando para fazer guerra e invadir o Sul, o que provocou um frio na Espinha. E se outra vez a vida imitar a arte?  E se algum imbecil tiver idéia de virar copycat e imitar tudo que vemos na tela? Porque o filme no fundo é um manual de assalto bem sucedido a mansão presidencial mais famosa do mundo!).

     Esse péssimo exemplo é a base para este eficiente filme de ação  luxuoso (custou 70 milhões de dólares e rendeu ate agora 54 milhões , estando ainda em quinto lugar nas bilheterias) e ate eficaz, que finalmente traz um  sucesso para a carreira estagnada de  Gerard Butler, que ficou com o papel central (um agente secreto que protege o presidente americano, um momento muito ruim de Aaron Eckhart. Mas cai em desgraça quando não consegue salvar a primeira dama – a ainda bela Ashley Judd num mero cameo- que morre depois de acidente de carro na estrada nevada). Isso também da boa ideia do filme que conseguiu um elenco muito bom para atores competentes mesmo quando não tem muito o que fazer (como a ótima Angela Bassett, fazendo algo como secretaria da defesa, Morgan Freeman como o presidente em exercício e o coreano nascido em Washington, Corey Yune de Velozes e Furiosos (I) e 007 Um Novo dia para morrer).  O titulo original curioso,” O Olimpo caiu” se refere ao nome de guerra dada a Casa Branca).

     Quem dirige é o afro americano Antoine Fuqua (Dia de Treinamento, Lagrimas do Sol) em cima de um roteiro de Creigton Rothenberg  e a islandesa Katryn Benedikt (só confirmei que era mulher pelo Facebook!), ambos ex-executivos, casados e estreantes no cinema.  De qualquer forma, mesmo com ma vontade  o filme é bem conduzido. O herói Mike Benning esta encostado num lugar de rotina, quando descobre que a Casa Branca, perto de seu escritório esta sendo atacada num bem planejado e realizado ataque de tal forma que em alguns minutos estão todos mortos, ou prisioneiros. Os terroristas conseguem capturar o presidente e alguns secretários de estado, escondendo-se no bunker que ficaria no subsolo. Não vou dizer que eles pretendem e nem como o conseguem, basta contar que Mike Benning se infiltra na Casa em meio a mortandade e tenta liberar algumas das vitimas. 

     Sinceramente não sei imaginar como irá reagir o nosso espectador diante de uma derrota americana, nem também nos momentos obviamente patrióticos (lembrando um Independence Day  mas há uma diferença entre coreanos e Ets!). Só garanto que as cenas de ação são bem feitas, bem encenadas (a Casa Branca foi construída em Bossier City, na Louisiana, e são convincentes!) .

     O roteiro também tem algumas coisas que o tornam mais realista e mesmo curioso. Por exemplo, a critica aos militares representado aqui pelo chefe deles, feito por Robert Forster. Apesar da rejeição do plano por Mike que esta dentro da Casa, este insiste em atacar pelo telhado o que resulta num desastre (e Forster leva a maior bronca quando tenta tomar o poder!) Também o presidente americano esta longe de ser heróico, sua resistência a ver os colegas torturados (será que tem algo a ver com a atual moda de torturar prisioneiros? Só que aqui invertido...).Enfim, por essa fraqueza ele quase leva tudo a perder...Ou seja, o filme não apenas louva mas também critica. O que me pareceu nas circunstancias ate um atrevimento!

Ref fim.