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segunda-feira, 16 de junho de 2014

LOVE STORY

LOVE STORY NO CINEMA – 
Por ADILSON DE CARVALHO SANTOS   

      Apaixonados separados pela tragédia, pelo acaso ou pela mera incompatibilidade. Um acidente, por exemplo, separa um casal apaixonado como Cary Grant & Deborah Kerr em “Tarde Demais para Esquecer” (An Affair to Remember) de 1957 ou em tempos mais recentes Rachel McAddams & Channing Tatum em “Para Sempre” (The Vow) de 2011. Melodramas têm seu público fiel, embora considerado essencialmente feminino dado seu caráter sentimental acentuado em enredos chamados pejorativamente de “água com açúcar”. Com a estreia de “A Culpa é das Estrelas” (The Fault in Our Stars) e – em breve – a refilmagem de “Amor sem Fim” (Endless Love) próximo ao dia dos namorados, as telas podem transbordar de lágrimas, bem apropriado para a data e para que lembremos que há muito mais no cinema que apenas blockbusters. Filmes menos pretensiosos, voltados para as relações humanas sempre tiveram espaço, maior ou menor, nas telas. Relembremos alguns deles:


      Se uma canção marcante é essencial para o alcance de um romance, então “Nosso Amor de Ontem” (The Way We Were) de 1973 merece figurar primeiro em nossa lista. A música de Marvin Hamlich, que dá título ao filme,  foi escolhida como 8ª entre as 100 melhores canções do cinema pelo AFI (American Film Institute), e Oscar de melhor canção na voz de Barbra Streisand , intérprete de Katie Morosky, ativista no período do pós guerra que encontra Hubbel Gardner (Redford), um antigo amor dos tempos de universidade e aspirante a escritor que tenta achar seu lugar ao sol como roteirista em Hollywood. Um dos primeiros filmes a retratar a caçada McCarthista, o filme fala da dificuldade de conciliar ideologias opostas que fazem amantes trocarem os sorrisos pelas lágrimas, tornando-os nada além de lembranças do que uma vez foram. Excelente filme graças à presença do casal Redford-Streisand dirigidos pelo hábil Sidney Pollack.

       Sabe aquela trilha sonora que uma vez ouvida não sai mais da cabeça. Assim é a composição de Francis Lai para “Love Story- História de amor” de 1970, dirigido por Arthur Hiller com roteiro de Erich Segal. Este escreveu a história como roteiro de cinema, mas antes do lançamento do filme, publicou sua versão adaptada que se tornou um Best-seller. A história trazia Ryan O’Neal (então com 29 anos) e Ali MacCraw (então com 31 anos) como um jovem casal que enfrenta a diferença de classes sociais opostas. Apesar da pressão do pai de Oliver (O’Neal) vivido pelo veterano Ray Milland, o calvário vivido pelo casal é quando Jenny (MacGraw) descobre estar com leucemia. A popularidade do filme fez história e lhe deu o status de “filme de mulher” com sentimentalismo exacerbado e final lacrimoso que para muitos o torna por demais “piegas”. O sucesso de bilheteria gerou a sequência “A Historia de Oliver” (Oliver’s Story) em 1978, que claro traz a citada trilha que, apesar de ter seus admiradores e detratores, embalou muitos namoros na década de 70.