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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Ninguém Deseja a Noite (Nadie querie la Noche/Nobody Wants the Night)
Espanha, Bulgária, França, 2015. 104min. Direção de Isabel Coixet. Com Gabriel Byrne, Juliette Binoche, Rinko Kichuki, Matt Salinger. Roteiro de Miguel Barros.
Uma produção internacional cara contando fatos reais. Foi basicamente rodado em estúdio com apenas dez dias de locações geladas na Noruega. E se sustenta basicamente por causa da estrela francesa Binoche, nascida em 1964 (vencedora do Oscar), que narra a historia e ainda mantém um charme e beleza. O curioso é que depois de ser exibido no Festival de Berlim cortaram vinte minutos de projeção e acrescentaram justamente esse “voice over” de Binoche. Mas estranhamente tem um ar e provoca a sensação de “já visto”.
A diretora catalã Coixet é atualmente uma das raras mulheres diretoras espanholas a fazer carreira regular. Minha Vida sem Mim, A Vida Secreta das Palavras, Fatal são alguns deles tendo 30 créditos em sua carreira entre curtas, longas e documentários. Ganha o Gaudi de maquiagem mas impressionou mais no premio Goya, o maior da Espanha, levando os de trilha musical, figurino, maquiagem, direção de produção e Binoche foi apenas candidata finalista ao Prêmio. Foi, sem dúvida, um esforço de interpretação, deixando-se aparecer sem maquiagem, nem sempre. Pena que o filme nunca deslanche e lhe falte um final mais empolgante. Ainda assim, o público feminino pode se identificar com ele.
A história se passa inicialmente em 1908, na região gelada do Canadá, quando Josephine parte junto com uma expedição em busca do marido que havia partido numa outra excursão que pretendia chegar ao Polo Norte. Na verdade, o filme resultou decepcionante, mesmo com o personagem forte para Binoche, capaz de enfrentar os homens, lutando para ajudar uma mulher “inuit” que esta grávida, mais por outro lado puritana mandando as mulheres de cobrirem sua nudez. Tudo isso com frio, avalanche, gelo que se rompe... mas sem nunca se tornar o épico que pretendia. Não chegou a ser exibido nos EUA, se tornando um fracasso de bilheteria.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
A Lição (Urok)
Bulgária,
Grécia, 2014. 105 min. Direção e roteiro de Kristina Grozeva e Petar
Valchanov,Urok. Com Margita Gosheva, Ivan Barnev, Ivan Savov, Stefan
Denolyubov, Ivan Bratoeva.
Este é daqueles filmes europeus bem
premiados: atriz em Angers, estreante em Goteborg, revelação de diretor
em San Sebastian, melhor filme, filme internacional em Sofia, roteiro e
premio especial em Thessalonik, prêmio Especial do Júri em Tóquio,
direção , atriz em Transilvânia, filme em Varsóvia.
Mas nem por isso muito especial. Segue o padrão atual do cinema europeu, com câmera na mão seguindo os atores (em geral convincentes) se intrometendo na ação. Não há maior preocupação com fotografia, enquadramentos ou criatividade. Limita-se a contar uma história bastante interessante e universal, a que alguns críticos chamaram de moralista. De qualquer forma é sobre Nade (Margita), uma professora de inglês, que leva a sério a denúncia de uma das aluninhas que diz que sua carteira foi roubada. Não pense que essa será a trama principal, ao contrário depois da lição mal dada, ela parece esquecida quando a professora descobre que tem um problema maior. O banco está avisando ela em sua própria casa, que por não terem sido pagas certas dividas, a casa será colocada em leilão dali a dois dias. E a culpa é do marido dela, um bêbado diz que gastou o dinheiro com equipamento para seu carro e não pagou a dívida.
Assim a coitada da heroína vai ter que sair procurando alguém que lhe empreste dinheiro, até um filme também de pouco impacto. Outros comparam aos filmes dos Irmãos Dardenne e louvam a atriz protagonista. Não me emociona nem convence embora a dupla de diretores seja famosa por seus muitos curta-metragens.
Mas nem por isso muito especial. Segue o padrão atual do cinema europeu, com câmera na mão seguindo os atores (em geral convincentes) se intrometendo na ação. Não há maior preocupação com fotografia, enquadramentos ou criatividade. Limita-se a contar uma história bastante interessante e universal, a que alguns críticos chamaram de moralista. De qualquer forma é sobre Nade (Margita), uma professora de inglês, que leva a sério a denúncia de uma das aluninhas que diz que sua carteira foi roubada. Não pense que essa será a trama principal, ao contrário depois da lição mal dada, ela parece esquecida quando a professora descobre que tem um problema maior. O banco está avisando ela em sua própria casa, que por não terem sido pagas certas dividas, a casa será colocada em leilão dali a dois dias. E a culpa é do marido dela, um bêbado diz que gastou o dinheiro com equipamento para seu carro e não pagou a dívida.
Assim a coitada da heroína vai ter que sair procurando alguém que lhe empreste dinheiro, até um filme também de pouco impacto. Outros comparam aos filmes dos Irmãos Dardenne e louvam a atriz protagonista. Não me emociona nem convence embora a dupla de diretores seja famosa por seus muitos curta-metragens.
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