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sexta-feira, 23 de maio de 2014

X- Men: Dias de um Futuro Esquecido

X- Men: Dias de um Futuro Esquecido (X Men : Days of Future Past) EUA, 14. Fox. Direção de Brian Singer. 131 min. Com Patrick Stewart, Ian McKellen, Hugh Jackman, James MacAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Halle Berry, Nicholas Hault, Anna Paquin, Ellen Page, Peter Dinklage, Shawn Ashmore, Omar Sy, Michael Lerner, Fakmke Janssen, James Marsden.

      Não acredito que o atual escândalo envolvendo o diretor Brian Singer (acusado de violência sexual a um menor numa festa há alguns anos atrás) tenha maior interferência  na resultado deste novo filme da Marvel com os X – Men. Ele não é suficientemente famoso ou importante para interferir com uma franquia que já tem vida própria . E que mais uma vez dá certo. 

      A cronologia excluindo os vídeo-games, é X-Men, o Filme, 2000;  X-Men2, 03;  X-Men, o Confronto Final ( 06);  X-Men Origens: Wolverine, 09;  X-Men, Primeira Classe , 11 e Wolverine Imortal, 13). No final da projeção deste filme tem um clip pequeno do que seria o próximo X Men: Apocalypse, 16). 

     O fato é que a turma toda esta de volta porque o filme começa com uma guerra selvagem que esta acontecendo  e esta liquidando os mutantes. Eles percebem que serão destruídos a não ser que tomem uma atitude radical. Mandam Wolverine de volta ao passado, mais exatamente aos anos setenta (o governo de Richard Nixon) para tentar impedir a ação de um cientista Dr. Bolivar Trask (Peter Dinklage, de  Game of Thrones) que conseguiu uma maneira de aprisionar Raven/Mystique (Jennifer Lawrence) e extrair seu DNA para construir um exercito de robots que serão justamente os guerreiros desse atual conflito. 

       Então a maior parte da ação vai se transcorrer justamente num momento em que esta terminando a Guerra do Vietnã e acontece a conferencia de Paz em Paris, nos bastidores do governo com várias surpresa e reviravoltas,  mas onde o maior obstáculo é justamente conseguir que os professores Magneto e Charles Xavier deixem de ser inimigos para se unirem na luta contra o mal em comum.

     Assim Wolverine encontrará o jovem Xavier (o bom e jovem James MacAvoy) e terá dificuldade de convencê-lo   a ajudá-lo.  Mesmo porque Erik também tem suas idéias próprias. 

      Não gosto de ficar relatando fatos do enredo, tirando o prazer de surpresas e neste filme sucedem varias delas, sempre com senso de humor e bons efeitos especiais (a luz do dia como em Capitão America II) chegando a uma conclusão bastante satisfatória. Embarquei no filme com bastante prazer, alguma surpresa, apreciei o elenco (fui dar uma olhada na coletiva de Patrick Stewart e James MacAvoy  e nenhum deles me decepcionou. James acho dos melhores atores jovens do momento e Patrick, é um respeitável senhor shakespereano). Alias o elenco todo é bom, unindo Jennifer Lawrence com o seu ainda namorado Hoult (A Besta), mesmo que ela use um maiô escondendo a nudez coisa que a atriz anterior não fazia! Outro acerto da Marvel! 

Ref fim.
     

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Laura

Laura, documentário de Felipe Camarano Barbosa. Foto de Pedro Sotero. Musica de Patrick Lapan. Montagem de Karen Sztainberg.Roteiro de Lucas Paraíso.

       Como há poucas locadoras passou a ficar difícil assistir os filmes nacionais que perdi (não consigo dar conta de ver os brasileiros que ficam uma semana em cartaz, ainda quando há Mostras). Antigamente minha solução eram os DVDs onde podia conferir filmes curiosos como este, que não tem chance comercial mas pode interessar a uma faixa de publico. No caso de Laura (não se trata de um travesti ou transexual como se poderia deixar pensar) é um registro de uma curiosa figura de brasileira que vive em Nova York  onde freqüenta festas badaladas e círculos intelectuais. Embora não tenha credenciais para isso.

     E pronto. Tudo isso poderia ser melhor contado num curta, ou numa reportagem de teve social. Porque a gente fica esperando alguma revelação, alguma surpresa. De repente, ela é um grande talento não descoberto, ou uma cientista durante o dia, ou ao menos tenha uma língua afiada e mordaz que proporcionassem melhores cenas. Infelizmente nada disso sucede. Ela se veste para a festa, vai na festa, fica um tempo, não aparece ninguém memorável e volta para casa. O diretor deve achar isso tremendamente espetacular para dedicar tanto tempo de sua vida a essa senhora. Nem vou dizer que é celebração da futilidade. É perda de tempo mesmo. Faz um curtinha para a You Tube que terá a devida repercussão. 

Ref fim.

domingo, 15 de setembro de 2013

Satyrianas, 78 Horas em 78 minutos

Satyrianas, 78 Horas em 78 minutos.Documentário. Cotação: bom. Direção de Daniel Gaggini, Fausto Noro, Otávio Pacheco. Com Bruno Autran, Danny Oliveira, Debora Rebecchi, Grupo teatro Satyros e Convidados.

     Há algum tempo os produtores deste documentário me chamaram para ajudá-los a concluir a montagem final deste filme que registrava o que havia sido uma das grandes festas atuais que o grupo Fixado na Praça Roosevelt costumam fazer durante vários dias, com espetáculos que varam a noite adentro. Como eu estou ligado por amizade ao grupo, onde dirigi duas montagens teatrais (um Hamlet budista, O Amante de Lady Chatterley), gosto e admiro eles, concordei em dar uns depoimentos aos diretores, que ajudam a facilitar a compreensão por parte do espectador de um evento tão  cheio de acontecimentos. 

      Já vi o filme na Mostra de São Paulo ano passado e gostei muito do resultado, tanto pessoalmente (fui bem fotografado e minha aparição como eu mesmo cumpre sua função). Na verdade, gostei do registro histórico, que também é bem humorado, revelador e muito curioso. O resto vocês devem descobrir por si mesmo. Experimentem.

Ref.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Elena

Elena Brasil, 12. Direção de Petra Costa. 82 min.Documentário.

      Agradeço aos leitores que me chamaram a atenção por este “Elena”, que tem se Sobressaído no circuito de arte depois de ganhar vários prêmios no Festival de Brasília (filme júri popular, direção, montagem, direção de arte). Ele vem na trilha dos Documentários em que os realizadores recordam personagens ou situações de seu Passado, seja político, seja pessoal. Muitas vezes de forma displicente, superficial, Vazando vaidade e egocentrismo. Não é o caso desta diretora jovem que fez uma Viagem ao seu passado, em busca de sua irmã mais velha que se suicidou e que mal conheceu. Qual é a diferença dos outros? Simples, a moça é talentosa, sensível, fez tudo com delicadeza e emoção. Conseguiu antes de tudo um material importante  de arquivo, com registros familiares da irmã Elena com a própria Petra, ainda pequenina.

      O filme é quase uma historia de mistério porque é sobre uma mulher que sai em busca da irmã desaparecida quando encontra um diário dela (feito aos 17 anos, a mesma idade com que estava Petra). Depois encontrou o material gravado, realizou entrevistas com as pessoas próximas a ela e foi a Nova York atrás dos vestígios da irmã. Que era muito bela, sonhava em ser atriz, tinha envolvimento também com os movimentos de luta contra a Ditadura militar. De um determinado ponto em diante, Petra não apenas narra a busca mas também passa a registrá-la. Só que tudo é feito com um clima onírico, enfatizando amar, a água,  a passagem. Um filme muito lírico, bonito, muito especial.

Ref fim.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Olhe para mim de novo



Olhe para mim de novo . Direção de Kiko Goffman e Claudia Priscilla.
Documentário.

      Não pude acreditar no preconceito com que foi recebido este filme no Festival de 2011. Muita gente reclamou e ate xingou o trabalho, o que deixou espantado o casal de diretores que na verdade estão acostumados com filmes polêmicos (como em Filmefobia). Mas a intenção não foi essa, apenas quiseram registrar uma figura muito interessante de uma mulher homossexual assumida, que se veste de homem, usa o nome de Sylvio Luccio (não é transexual como dizem alguns resumos). Este mantém uma vida com muitas amantes,muito sexo, sendo aceito pelas cidades nordestinas, verdadeira Parahyba do famoso baião.

     Não cabe a ninguém julgar se é machista ou coisa que o valha, ele é o que ele é, o que deseja ser e as pessoas já deveriam ter aprendido a respeitar as escolhas alheias. No entanto, se comportaram no Festival como um bando de dengosas escandalizadas, em vez de críticos e freqüentadores do Festival mais importante do país. Enfim, o documentário é  um registro interessante de uma grande figura que não esta ali para ser amada ou aprovada. Mas respeitada.

Ref fim.

La Redota. Uma Historia de Artigas


La Redota. Uma Historia de Artigas.   Uruguai  11. Idem.


      Foi o grande vencedor do Festival de Gramado do ano passado dentre os filmes latinos.É o drama histórico uruguaio realizado pelo grande fotografo uruguaio radicado no Brasil, parceiro brilhante de muitos trabalhos com Fernando Meirelles e  que dirigiu antes o talentoso o Banheiro do Papa (alias o ator do filme Cesar Troncoso esta na novela das seis da Globo e na estréia Faroeste Cabloco). Artigas é o grande herói daquele país e conta uma Historia real. Em 1884, o famoso pintor Manuel Blane é convidado a fazer um retrato de José Artigas. O Problema é que só existia um retrato feito dele ja em sua velhice. Assim ele teve que ler seus escritos, aprender sua idéias  para poder imaginar como for a realmente sua aparencia.Blanes encontra as anotações de um velho espião espanhol, Anibal Larra, que havia sido contratado por oficial argentino Manuel de Sarratea para matá-lo  porque ele resistia as pressões de Buenos Aires. Originalmente foi produzida para TV Espanhola dentro da série Os Libertadores.

Ref fim.