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quinta-feira, 8 de março de 2018

Medo Profundo (47 Metres Down)


Medo Profundo (47 Metres Down)
EUA, 17. 1h29min. Direção de Johannes Roberts. Com Mandy Moore, Matthew Modine, Claire Holt, Chris Johnson, Santiago Segura, Yani Gellman.Playarte.

Ano passado fez inesperado sucesso um filme curioso e bem feito sobre tubarões Águas Rasas, The Shallows, que foi bem recebido pela critica e público, por duas razões. O diretor era competente, o espanhol Jaume Collet Serra. E conseguiu manter um clima de terror e suspense que funcionou muito bem. Também por que a heroína que aparecia praticamente sozinha, Blake Lively também dava conta do recado. Logicamente alguém viria a fazer uma história semelhante e foi assim que surgiu este suspense semelhante e inferior. A direção é de um certo Johannes Roberts, britânico, do qual passou aqui apenas Do Outro lado da Porta, 16, onde mãe tenta ressuscitar um filho morto com um ritual. Elenco praticamente desconhecido e renda muito baixa. Desta vez foi um pouco mais feliz (44 milhões de bilheteria) também porque Tubarão é uma mania norte americana total desde o famoso filme Tubarão de Spielberg, sem dúvida uma obra-prima.

Aqui eles chamaram ao menos uma simpática cantora e atriz sucesso agora também na série de TV de êxito total This is Us. Falo de Mandy Moore, também cantora de longa carreira e que aqui tem a coragem de se meter debaixo d´água. São duas irmãs passando férias no México que ficam presas dentro de uma gaiola de ferro (daquelas usadas por câmeras men que aproveitam para filmar os bichos com menos perigo e aparelhos de respiração). Tem apenas uma hora de oxigênio e os grandes tubarões brancos ficam circulando e atacando os ferros. Precisam então lutar pela sobrevivência...
Fiquem já sabendo que é inferior ao outro e que os especialistas no assunto dizem que está tudo errado porque na profundidade em que elas estão no máximo sobreviviriam 15 minutos. De qualquer forma, temos que louvar a coragem das moças que mesmo com proteção passaram momentos assustadores, ao menos eu nunca as imitaria em hipótese alguma. Outra curiosidade, o filme foi feito em 2016 (primavera) e era da malfada Weinstein! Mas acabou sendo comprada por outra empresa, a Byron Allen, que mudou o titulo (se chamava In the Deep) e resolveram lançá-la no verão de 17. Outro detalhe, o ator de TV James Van Der Beek fazia papel da namorada de Mandy e filmou varias cenas com ela. Não sei por que tudo foi eliminado! Claire Holt que faz Kate apareceu em Pretty Little Liars da HBO.

De qualquer forma, o filme é repetitivo e o final não convence.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Extraordinário (Wonder)


Extraordinário (Wonder)
EUA, 2017. 1h53min. Direção de Stephen Chbosky . Baseado em livro de (mulher) R.J.Palacio com roteiro de Chbosky, Steven Conrad, Jack Thorne. Com Julia Roberts, Owen Wilson, o menino Jacob Tremblay, Sonia Braga, Izabela Vidovic, Mandy Patinkin, o garoto Noah Jurpe (de Suburbicon), trilha musical do brasileiro Marcelo Zarvos (paulistano, autor de Fences Um Limite Entre Nós, e mais 70 créditos nos EUA entre trilhas de filmes e séries de TV).

Nesse mundo caótico e trágico em que vivemos, nós e o resto dos outros países, até que é uma boa ideia finalmente fazerem um filme positivo de boas intenções e lições, que vem de um “Best-seller” norte-americano de muito sucesso que virou um filme de êxito também de bilheteria (atualmente 88 milhões de dólares) e que Julia Roberts insistiu em estrelar. É uma coisa muito rara hoje em dia discutir e apresentar situações humanas verdadeiras, procurar soluções para a educação nas escolas não apenas no hoje indefectível “Bulling”, mas principalmente para as crianças que por acaso são frutos de alguma doença que as deixou limitadas e sem possibilidade de serem ditas normais (neste caso porque teve seu rosto deformado), bastante assustador de tal forma que ela usa no rosto uma máscara de astronauta.

É curioso que o diretor deste filme Stephen Chobsky fez sucesso antes como escritor e dirigiu um filme autobiográfico muito talentoso chamado As Vantagens de Ser Invisível (que revelou o Ezra Miller, atualmente o Flash de Liga da Justiça). Mas Stephen também foi roteirista do musical Rent, do filme da Disney A Bela e a Fera, e do próximo, Prince Charming! Entre as grandes sacadas neste filme foi ter escolhida a nossa querida Sonia Braga, para uma pequena cena de poucas palavras como a avó da irmã do menino. Ela tem credito nos letreiros e até posters, e se sai muito bem, fazendo com ternura um pequeno momento.

Foi uma das razões porque gostei tanto do filme (que ao contrário de certos brasileiros realizam filmes sobre escolas e crises de educação mostrando tudo de forma grosseira e suicida). Achei interessante também aqui resistirem mostrar a figura do menino protagonista, chamado de Auggie sem facilitar o rosto que ele tem deformado (quem faz o papel é o menino de bela aparência na vida real, Jacob Tremblay talentoso e que ficou famoso no filme O Quarto de Jacob, 15). Desta vez tem uma aparência estranha que esconde uma inteligência muito grande. Quem procura trazer algum humor é Owen Wilson, no papel do pai enquanto Julia Roberts procura inclusive envelhecer com maquiagem para não cair em exageros como a mãe Isabel. Há também outra figura interessante que é a irmã mais velha dele e que por isso sofre mais na parte social na escola (não conhecia a encantadora Izabela Vidovic, apesar de já ter carreira longa em séries).

A história basicamente é uma lição de vida de como sobreviver numa escola (e quem tem uma participação segura é o Mandy Patinkin, de Yentl). Mas é positivo, cheio de amor e esperança. Não é possível que não haja pessoas ocupados demais com as compras de Natal para prestigiá-lo.