quarta-feira, 31 de janeiro de 2018


Maze Runner: A Cura Mortal (Maze Runner: The Death Cure)
EUA, 18. 2h22min. Direção de Wes Ball. Roteiro de T.S.Nowlin baseado em livro de David Dashner. Com Dylan O´Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario, Thomas Brodie Sangster, Dexter Darden, Will Poulter, Giancarlo Esposito, Patricia Clarkson, Aidan Gillen, Barry Pepper, Rosa Salazar.

O diretor Ball era um experiente técnico em curtas documentários e direção de arte, e gráficos, que ficou conhecido justamente por esta trilogia: Maze Runner: Correr ou Morrer, 14, Maze Runner: Prova de Fogo, 15 e finalmente este aqui. Nos três filmes tem a presença da Kaya, que é filha de brasileira com britânico e que fez outros trabalhos (21 créditos, que incluem Piratas do Caribe a Vingança de Salazar, 17, os inéditos The King´s Daughter, 18, e Pierce Brosnan e minha amiga Kaya Scodelaro, Die in a Fight, em produção e outros como Na Toca do Tigre, 15, A Grande Ilusão, 13 e Agora para Sempre, 14. Aqui ela tem um papel central mas ingrato, a namorada do herói mas que está separada dele porque procura o contra vírus para enfrentar a epidemia.

Mas o verdadeiro drama do filme aconteceu na vida real, já que o plano era fazer quatro filmes como sucedeu com projetos semelhantes (como Divergente, Jogos Vorazes/The Hunger Games). Mas houve um problema com o galã do filme, que veio de série de TV de vampiro Lobo Adolescente e tem uma aparência frágil, mas fotogênica. Acontece que num acidente grave, teve alguns ossos da face quebrados após ser atingido por um carro em alta velocidade no set de filmagens no dia 17 de março, em Vancouver, no Canadá. Segundo um recente relatório da agência de segurança do trabalho WorkSafeBC, a culpa do acidente foi da equipe de produção e da 20th Century Fox. A equipe não conseguiu garantir a segurança do ator Dylan O’Brien, causando o acidente que o deixou com ferimentos graves com possíveis sequelas. Na verdade, foi um milagre escapar (ao escapar de um veículo foi atingido por outro, o machucando muito). Incluindo trauma no cérebro, como já disse no rosto e machucados genéricos. Passou mais de metade do ano para se recuperar escondido do público, miraculosamente chegou a voltar em outros filmes menores (já passou aqui, O Assassino o Primeiro Alvo, 17 e até outro onde está discreto, que foi um fracasso injusto, Horizonte Profundo - Desastre no Golfo). Um detalhe importante: embora não esteja brilhando como interprete quem vê-lo na tela não vai sequer perceber muita diferença do anteriormente...

O filme altos e baixos. Assisti em Imax (mas numa sala quase vazia em fim de semana feriado) este filme que foi bastante bem em sua simultânea estreia norte-americana 18 milhões para orçamento de 62 milhões compensado por renda de 105 milhões em todo o mundo! Na verdade, achei a direção do Sr.Baile (Ball) muito criativa e eficiente, já que não tinha grandes orçamentos a seu dispor. O filme acaba sendo longo demais, se torna repetitivo e não há nenhuma razão que justifique o exagero das cenas finais, com mortes desnecessárias. Mas o visual da cidade moderna é bastante convincente assim como a nova parte da história, que vem a ser a doença que se espalhou pelos habitantes do lugar que agora anseiam por uma cura (é quando entra em cena novamente a Teresa, Kaya e a cientista chefe que é Patricia Clarke). Mas quem realmente rouba o filme é o ator britânico o Aiden Gillen (que faz aqui Janson que já estava em Prova de Fogo e consegue ser quase tão sinistro quanto o seu Petyr Little Finger de Game of Thrones!).

Poderíamos ainda destacar outras sequências de ação também eficientes, a presença marcante do britânico Will Poulter (que muda de lado, mas tem um talento natural desde que foi descoberto em Filho de Rambow, Crônicas de Nárnia, A Família do Bagulho e o papel importante de O Regresso). O que é suficiente para confirmar que o filme é bem menos ruim (ok, melhor) do que você imagina.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker)


Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker)
EUA, 17. Direção de Alex Zamm. Roteiro de Zamm e William Robertson. Baseado em personagem criado por Walter Lantz e Bem Hardway. Com Timothy Omundson, Thaila Ayala, Graham Verchere, Eric Bauza (voz original do Pica-Pau), Scott McNeil. Cotação: zero.

Lamento não ter tido oportunidade de assistir antes este infeliz filme de animação que teve no Brasil seu país de estreia, porque eles chegaram a conclusão que somos a terra mais popular para o personagem do Pica-pau, o que não deixa de ser verdade. Até eu desde ainda garoto já acompanhava pela televisão os desenhos hoje clássicos de um dos personagens mais anárquicos e espertos já inventados. Alguns deles foram inesquecíveis e por isso é com o coração magoado que tive a infelicidade de ver esse adorado herói ser transformado numa figura patética e nada esperta (seu corpo agora parece coberto de pelúcia e ele se revela - Deus do céu! - pouco inteligente!). Certamente culpa do diretor Zamm que fez Inspetor Bugiganga 2, 03 e o ainda menos conhecido O Principe do Natal, 17. Há outra curiosidade, o desenho já passou em alguns países latinos, mas só agora vai estrear nos EUA dia 6 de fevereiro, onde certamente será massacrado!

É difícil mesmo fazer uma crítica de algo tão errado, tão sem graça e ofensivo, interpretado por atores canadenses e também uma brasileira chamada Thaila Ayala, de Presidente Prudente, que esteve em Malhação, foi casada com Paulo Vilhena. Fez ainda Mais Forte que o Mundo, Zeroville, O Matador do Marcelo Galvão, e segundo o IMDB tem vários outros filmes já rodados. Nada contra a moça a quem coube um papel ingrato de namorada antipática e irritada, que odeia nosso herói. O problema não é ela, mas todo o equivocado roteiro e desconcertado elenco.
Muito curto, se divide em duas partes, na primeira um milionário está decidido a construir uma mansão bizarra numa região de floresta e assim provoca a irritação do herói que vai lhe criando problemas (quase parecendo seus curtas, mas menos caóticos). Ah, este tem ainda um filho que não se dá nada com o pai e deveria pelo roteiro se tornar mais evidente aliado do herói. Bom na segunda parte em busca de um final feliz, tudo se modifica a Ayala vai se embora e Pica-pau tem acesso de burrice! Para não fugir do Happy End.

O pior de tudo é que não é engraçado, ou inteligente ou divertido. Das piores animações que já vi na vida. Além de ser ofensivo para uma das grandes figuras do desenho animado! Fuja!