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domingo, 24 de fevereiro de 2019

OSCAR 2019: Um Oscar Como Você Nunca Viu Antes…



Tudo muda, se transforma e o maior prêmio do cinema não podia ficar atrás. Nos últimos três anos, a veterana Academia de Artes e Ciências de Hollywood - já perto do centenário -procurou se atualizar, se tornar mais popular e enfrentar a queda de audiência (o que não é apenas dela, mas de todos os órgãos de divulgação!). E se esforçam em concluir o Museu do Cinema com que há anos viviam sonhando! Fizeram um grande esforço de abrir as portas e chamar novos membros, não apenas atores e diretores como era a tradição, mas gente do mundo inteiro e principalmente de diversas profissões (exemplo, a maquiadora, o figurinista e outros profissionais da indústria, não apenas os atores, e não apenas veteranos estão todos agora em ação. Por exemplo, os atores profissionais negros hoje têm muito maior presença e importância na estrutura e organização da Academia). O que é bom para todos.

Vejam que curioso... Descobriram que os filmes deste ano que foram os selecionados para melhor do ano, tiveram uma novidade. Uma maior diversidade. Pela primeira vez envolvido no Oscar houve 5 organizações, sete filmes diferentes. E isso nunca aconteceu. Explicando melhor, os filmes selecionados para este ano são antes de tudo (e isso é muito bom) todos os oito finalistas são de primeira qualidade e tem chance de serem os vencedores. Ou seja, é mais liberal e preparado. De uma certa maneira ficou mais difícil chegar a um vencedor, pode-se dizer que alguns são os favoritos, Green Book versus Roma, mas não há qualquer certeza. Explicando melhor, cada uma das organizações ligadas a Academia são diferentes, se dividiram (o que teoricamente tornaria tudo mais interessante agora na hora de escolher os vencedores). Quantidade de indicações já não certeza de sucesso, veja o caso de Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman), de Spike Lee, que tem a honra de ter sido o único competidor que foi indicado por todas as organizações! A mesma coisa acontece com praticamente todos. Em resumo, não se tem um grande favorito, mesmo agora nas vésperas da premiação está valendo tudo... Também a ausência de um único apresentador da festa também não me parece uma boa resolução. Faz me lembrar a história que aconteceu nos anos 50 quando houve falta de assunto e o Jerry Lewis passou vinte minutos, ou quase, dançando com as pessoas que subiram ao palco, enrolando... O risco pode ser desastroso...

O Lado Negro da Academia

Apesar de tantos esforços, não me lembro de uma crise, ou sucessão de erros, tão evidentes quanto este ano, onde a preparação para a festa anual do Oscar parecia ter sido organizada pelo próprio Presidente Bush. É verdade que nos dois últimos anos para cá se sucederam crises e denúncias, de comportamento sexual para baixo (por exemplo, dispensando logo de cara o diretor de Bohemian Rhapsody, Bryan Singer, por exageros sexuais. E ao menos no IMDB seu nome foi mantido!). Mas nem carece repetir o óbvio, vamos é celebrar a salvação enquanto ela é possível. E com todo mundo que falei, mencionar Bette Midler, é o remédio para se acordar para a alegria e os bons tempos! Bravo! É ela que vai interpretação a canção de Mary Poppins! Mas por favor, o público insiste, resta pouco tempo e não dá para fazer mais bobagem. Queremos ver a festa do Oscar quase centenário com a alegria e qualidade que a indústria merece e que principalmente o próprio espectador vai fazer jus com uma seleção de filmes dos melhores dos últimos anos! Melhor não ficar reprisando no lado patético da roupa suja, para perseguir os antigos astros hoje acusados de tudo que é crime (o que vai de Woody Allen, a menos conhecidos que surgem a cada semana!). Ainda mais com norte-americanos que são muito moralistas e dados a tiroteios... Ao menos teremos ao vivo Lady Gaga (que insistiu: “ou todos vão cantar ou eu não participo!”. Bravo para ela!). E igualmente o grupo original de Bohemian Rhapsody pelos próprios da banda Queen! Não duvidem que façam chorar...

Os Oito Indicados. Qual o Favorito?

Por estranho que possa parecer é raro apreciar uma seleção tão boa quanto a deste ano. Eu confesso que não gosto especialmente do filme mexicano que tem nome italiano, o superestimado Roma! É longo, tem meia dúzia, ou menos que isso, com cenas bonitas, mas não é isso tudo (em particular com o muito fraco elenco feminino amadorístico que insistem em promover!). Como conseguiram um feito notável (foi selecionado para filme estrangeiro e depois na lista dos 8 melhores!). Francamente, eu defendo porque gostaria de ver o presidente anti-mexicano Trump perder a luta contra o muro...
Mas todos os outros filmes são recomendados para se assistir nos cinemas. Fiquei super emocionado com os dois musicais, tudo parece indicar que o bizarro e talentoso Rami Malik (Bohemian) será o vencedor e não me conformo em terem eliminado como diretor, o bom sujeito e determinado parceiro de Lady Gaga, Bradley Cooper. E insistirem em não respeitá-la como a grande cantora e atriz conforme que já se confirmou. O público tem gostado muito, e com razão, de Christian Bale (Vice), mesmo porque o ex Batman dá um show (a parceira Amy Adams confirma outra vez o talento). Green Book é uma história acessível e sempre oportuna onde voltam a ser elogiados o possivelmente outra vez premiado Mahershala Ali e até Viggo Mortensen. Gosto muito e vibro com o Spike Lee acertando com o seu novo filme, Infiltrado na Klan (outro filme político-social que não nega um triste sorriso!). O Pantera Negra tem provocado polêmicas mesmo podendo vir a ser o primeiro vencedor da Marvel e também o maior e mais bem-sucedido filme de aventura estrelado por negros... Está faltando mencionar outro filme por quem fui me apaixonando que é o A Favorita, um filme histórico (sobre a Inglaterra) que foi feito por um diretor grego (!, coisa rara) e reuniu três atrizes ótimas: Rachel Weisz, Emma Stone e a futura estrela Olivia Colman, que vem a ser a grande concorrente da que seria a favorita do gênero, a indicada ao Oscar sete vezes, o que pelo antigo sistema da Academia já deviam ter lhe dado um prêmio especial. Falo de Glenn Close, (A Esposa) que pode provocar o maior momento da festa.

Como sempre, os brasileiros gostam de acompanhar os filmes estrangeiros (os 5 finalistas) na vaga esperança de que um dia iremos ganhar um Oscar da Academia! Não foi dessa vez, apesar do esforço de Cacá Diegues com O Grande Circo Místico, melhor do que disseram. Mas de qualquer forma, este ano a seleção dos filmes é excepcional. Esquecendo do Roma, recomendo os outros filmes que são notáveis. Cafarnaum (um emocionante - de chorar - filme do Líbano), o surpreendente polonês Guerra Fria e não vimos o alemão Nunca Deixe de Lembrar (longuíssimo com mais de 3 Horas). O japonês finalista já é mais fraco (Assunto de Família, de Koreeda).

De qualquer forma, com crises e surpresas escondidas, o Oscar deste ano parece no mínimo interessante. Vamos torcer para que consertem logo as ocasionais besteiras que os prejudicavam.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Oscar 2019: As canções do Oscar que deixaram saudade...

 

Só agora que me dei conta de checar melhor as cinco canções que foram selecionadas pela Academia. E fiquei triste. Vejam só os finalistas: All The Stars from Black Panther, de Kendrick Lamar, I’ll Fight from RBG de Diane Warren, Jennifer Hudson, The Place Where Lost Things Go de Mary Poppins Returns por Marc Shaiman, Scott Wittman, Shallow de Nasce uma Estrela de Lady Gaga, Mark Ronson, Anthony Rossomando, Andrew Wyatt e Benjamin Rice e When A Cowboy Trades His Spurs For Wings de The Ballad of Buster Scruggs de Willie Watson, Tim Blake Nelson. Parece evidente que Lady irá ganhar já que o de Mary Poppins é apenas simpática, enquanto os outros são totalmente descartáveis (o RBG é homenagem a uma veterana política do governo americano). Não é a toa que nem estavam querendo apresentá-las.

Foi quando me deu a nostalgia e fui procurar dez canções premiadas com o Oscar que me emocionaram e marcaram para sempre. Até teríamos mais, mas esta seleção marcou minha juventude: 1- Over the Rainbow, com Judy Garland, de O Mágico de Oz (a maior parte dela nem precisamos comentar!); 2 - Moon River de Bonequinha de Luxo; 3 - A minha favorita Summer Knows, do recém falecido Michel Legrand para o filme Houve Uma Vez Um Verão Summer of 42; 4 - When you Wish Upon a Star, de Pinóquio; 5 - The Way We Were, de Nosso Amor de Ontem , de Marvin Hamlisch e mais dois, de Barbara Streisand; 6 - Love is Many Splendored Thing (Suplício de uma Saudade), de Fain e Webster (não é uma maravilha mas marcou época); 7 - Raindrops keep Falling in my Head, de Burt Bacharach, Hal David em Butch Cassidy; 8 - Days of Wine and Roses (Vício Maldito), de Henry Mancini, Johnny Mercer; 9 - Beauty and the Beast, Ok, uma homenagem as animações recentes, A Bela e a Fera; 10 - Que sera, Sera - homenagem a grande Doris Day e Hitchcock, em O Homem que Sabia Demais, de Livingston e Evans. E acrescento um filme nacional, ainda que consagrado no exterior e rejeitado aqui, do Vinicius de Moraes, Luiz Bonfá e Jobim, Orfeu do Carnaval. Oscar de filme estrangeiro.

Convenci vocês ou deixei de lado muita coisa? Concordo, filme bom do Oscar não falta. Pena que são do passado.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

OSCAR 2019: É possível ter uma festa do Oscar sem um apresentador?


Embora a imprensa americana tenha tentado ser discreta e pouco agressiva, tem coisas que não podem ficar escondidas no Oscar deste ano. Houve precedentes que o IMDB não conseguiu resistir fazendo recordar a pior apresentação do Oscar em todos os tempos, o que sucedeu num infeliz show em 1989, estrelado por uma anônima Branca de Neve e o então garotão Rob Lowe (com ocasionais veteranos ao fundo como Roy Rogers e o cowboy Roy Rogers). O fato é que o catastrófico número musical destruiu a carreira do produtor Alllan Carr (de Cant´s Stop the Music) e agora 30 anos depois não há apresentador fixo e os cantores confirmados são poucos: Lady Gaga e o parceiro Bradley Cooper (já que não foi indicado como diretor, como deveria), Jennifer Hudson (I´ll Fight), Bette Midler (The Place where Lost Things Go) e o Queen! E as crises com o apresentador fujão Kevin Hart servem de ridículo (e absurdo, como sucedeu com as mulheres diretoras de filmes este ano, já que nenhuma delas foi sequer indicada aos prêmios!). E mal se sabe quais seriam os outros convidados (foram anunciados Jason Momoa, Chris Evans, Charlize Theron, Chadwick Boseman, Daniel Craig, Melissa McCarthy, Angela Bassett. Não exatamente as maiores das estrelas!). Deve haver falas de 8 pessoas que não são do ramo, falando sobre o que os filmes significam para elas (num show que dizem que vai durar 4 horas!!!), enquanto o tema geral promete ser “sobre os filmes nos conectando de forma ampla”. E olha que ainda faltam alguns dias!!! Deus nos acuda! Sempre resta a consolação que se não der certo, com certeza vai ser engraçado...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

OSCAR 2019: Com o Oscar Não Se Brinca...



Não me lembro de uma crise, ou sucessão de erros tão evidentes quanto este ano, onde a preparação para a festa anual do Oscar parecia ter sido organizada pelo próprio presidente Bush. É verdade que nos dois últimos anos para cá se sucederam crises e denúncias, de comportamento sexual para baixo (por exemplo, dispensando logo de cara o diretor de Bohemian Rhapsody, Bryan Singer, por exageros sexuais. E ao menos no IMDB seu nome foi mantido!). Mas nem carece repetir o óbvio, vamos é celebrar a salvação enquanto ela é possível. E com todo mundo que falei, mencionar Bette Midler, é o remédio para se acordar para a alegria e os bons tempos! Bravo! Mas por favor, resta pouco tempo e não dá para fazer mais bobagem. Queremos ver a festa do Oscar quase centenário com a alegria e qualidade que a indústria merece e que principalmente o próprio espectador vai fazer jus com uma seleção de filmes dos melhores dos últimos anos!

Veja o que vai mudar:

- Não tem apresentador único, tem vários. Não se sabe de detalhes
- As premiações serão todas mais rápidas e com o mínimo de agradecimentos.
- No ano passado foi um enorme fracasso de audiência na TV, querem mudar isso.
- O tamanho dos agradecimentos deve ser o mais curto possível!
- O diretor do Oscar nunca foi tão mal falado e mal querido quanto agora.
- Antigamente tinha discurso de presidentes americanos, isso não deve suceder mais.
- Números musicais serão reduzidos.
- O filme estrangeiro mais aguardado é sobre o México, o mais odiado pais da América graças ao atual presidente!
- Continuam a existir os produtores e diretores acusados de estupro e tentar seduzir tanto homens quanto mulheres.
- Sem humoristas profissionais anunciados fica difícil provocar uma festa mais divertida!

Ps.: Ilustro a postagem com uma foto que o caro amigo Elias (lissp98@gmail.com) guardou para lembrar que para o melhor e o mais divertido estarei participando do Oscar este ano em diversas formas pela TNT.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

OSCAR 2019: Roma (Idem)


Roma (Idem)
México, 2018. 2h15min. Preto e branco. Direção e roteiro do mexicano Alfonso Cuaron. Com Yalitza Aparicio (a ama da empregada), Marina de Tavira (como a dona de casa cujo marido foge), Diego Cortina Autrey, Carlos Peralta, Marco Graf,Daniela Demesa. Rodado em widescreen.

Não estou entre os exagerados que tem achado este filme uma obra-prima ameaçando-o de não apenas concorrer ao Oscar (representando o México), mas de possivelmente ganhar alguns muitos Oscars (o filme do diretor Cuaron já ganhou o Grande Prèmio do Festival Italiano Leão de Ouro e tem sido louvado pela imprensa de tal maneira que o filme provocou crise porque os direitos foram comprados pelo Netflix (ou seja, já estão disponíveis e estão em cartaz no Brasil, criando polêmica com os exibidores de cinema principalmente na Europa que prejudicou muito o festival rival de Cannes). O título poderia ser traduzido como “Amor” nome invertido da cidade de Roma, talvez como homenagem ao grande cinema italiano, isso é uma das coisas que mais me irrita, já que tem bem pouco de realmente a ver com os clássicos da Itália, que seriam os melhores filmes da História do cinema em particular os feitos em preto e branco, com atores geniais e mesmo quando foram amadores, enquanto aqui o elenco é primário, mal interpretado, esforçado sim, mas muito mal realizado. Ou seja, outro daqueles casos que alguém puxa um fato e todo mundo imita...

Na verdade, não é preciso exagerar. A foto em P&B é bastante bonita e feita em widescreen e dá para sentir que realmente o diretor tentou repetir tudo que sentiu no passado, relembrando e refazendo a vida que teve numa cidade do interior justamente chamada Roma. Há pelo menos três sequências excepcionais, que seriam: 1) A empregada da família, que está grávida, é levada por uma senhora da família para um hospital porque se machucou e pode ter perdido seu filho pequeno, por coincidência, o pai da criança que a renegou porque agora é militar, apareceu numa loja onde a empregada estava! Aqui todo o drama é limpo e forte, quando ficamos assistindo o parto da criança e suas consequências.

2) A sequência da empregada que vai ate um campo de treinamento de aspirantes a soldados e que reencontra o casual pai da criança que grosseira a rejeita. Não, aqui não fica como no cinema mexicano da época, famoso pelas lágrimas e trejeitos. Não chega a ser exagero a tragédia, é triste mesmo.

3) Há outra sequência igualmente feliz, que é sobre a heroína, que é forçada a acompanhar a patroa que agora tem certeza que o marido a deixou e os filhos foram abandonados (o fato é muito pouco explorado). Vão parar na praia em Vera Cruz onde a criança vai mergulhar e como seria de se esperar quase tudo vira tragédia de afogamento (os mexicanos sempre gostaram de “melô”, mas o diretor prefere não dar closes, mostra tudo a certa distância, até friamente.
Na primeira parte principalmente a narrativa chega a ser cansativa se fixando na mãe de família bebendo, batendo com o carro, brincando com cachorros, um tiroteio caçando animais e nada de muito importante, nem mesmo contra os policiais e bandidos... Esquisito porque o México sempre teve uma tradição violenta e dramática... Aliás, hoje em dia é dominado por traficantes e bandidos da pior espécie.

É importante de qualquer forma mencionar Cuaron (1961 ) que tem tido uma ótima carreira desde que foi apoiado por Spielberg. Para quem fez A Princesinha, 95, Grandes Esperanças, 98, o consagrado E Sua Mãe Também, 2001, episódio de Paris, Te Amo (01), Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, 04, Filhos da Esperança, 06, Gravidade (13) e ganhando dois Oscars por Gravidade (montagem e direção). E faz parte do atual grupo de cineastas mexicanos que têm sido consagrados com o Oscar apesar da rejeição do atual governo norte-americano. Ou seja, a atual situação das crianças roubadas ou enjeitadas, não é mencionado neste filme. Perderam grande chance...

Ele planejava o filme desde 2006, era a única pessoa do set que sabia o script de cor e tudo sobre a direção. A cada dia ele dava os diálogos na hora para os atores, segundo ele para tornar tudo mais real e chocante. E as vezes até mesmo gostava de certo caos. Chamou o filme do seu trabalho mais essencial de sua carreira. Detalhe: Roma era o nome de um bairro de Mexico City. É um distrito do bairro de Cuauhtémoc, perto do centro histórico. Setenta por cento dos imóveis mostrado no filme são setenta por cento da família dele. A ideia original era fazer uma espécie de Adão e Eva, mas foi aconselhado pelo diretor de Cannes a realizar algo mais acessível (de qualquer jeito noventa por cento das cenas foram tiradas de sua memória). O filme é dedicado a Libo, que era a empregada da casa. O diretor explica porque fez o filme: “Roma é uma tentativa de capturar a memória de acontecimentos que experimentei a quase 50 anos atrás. É uma exploração da hierarquia social do México, onde classe e herança social, étnica, são tratadas até hoje de maneira perversa. Mas é antes de tudo, um retrato intimo de mulheres que me criaram num reconhecimento de amor como um mistério que transcende espaço, memória e tempo”.

Há um outro detalhe, no fundo a gente torce pelo filme a partir das estrepolias e delírios do atual presidente norte-americano, Mr. Trump, que insistiu muito em construir o tal muro de divisão dos países. Nesse sentido o sucesso do filme lhe passou um merecido baile!

OSCAR 2019: Os Coadjuvantes Queridos do Oscar Deste Ano!



Fiquei todo contente quando vi Nasce uma Estrela e identifiquei no papel do pai do compositor um veterano ator muito querido nos Estados Unidos, tanto que sai celebrando que ele  seria chamado para um Oscar este ano, Sam Elliot. Dito e feito (outro dado diferente e legal para os mais velhos é que ele é casado há muitos anos com uma estrela do passado, a ainda lembrada Katharine Ross (1940-) de Butch Cassidy e A Primeira Noite de um Homem! E que hoje trabalha muito raramente. Sam (1944-) é um pouco diferente, tem cabelos e bigodes brancos, tem jeito de cowboy e  já esta no seu 99º filme! Não tem qualquer pretensão ou finge ser “estrelão”. É por natureza e simplicidade que age como se fosse um verdadeiro cowboy. Assistindo agora Nasce uma Estrela a gente sente a verdade de sua presença, sem atrevimentos ou falsidades, é norte-americana da melhor espécie!

Este ano, a escolha dos finalistas, foi difícil de errar, o ator que ganhou ano passado, Sam Rockwell (por Três anúncios para um Crime) é outro veterano de 103 créditos e este ano já teve nova indicação por Vice (aliás, muito bem). De Mahersala Ali, outro premiado nem é preciso admirar como ele se deu bem agora com Green Book - O Guia, era também muito logico ser indicado por Infltrado na Klan que ainda considero o melhor filme de Spike Lee, mas queria ainda relembrar outra figura marcante, que veio da Inglaterra, Richard E. Grant.  Nascido em 1957, no Swaziland, tem 127 créditos e ficou conhecido no Brasil por uma comédia britânica chamada Withnail and I (Os Desajustados, 87 cult até hoje). Depois vieram mais comédias como Como Fazer Carreira em Publicidade, Hudson Hawk, Como Matar Papai, Henry & June e assim por diante.  Voltou a ficar mais famoso este ano com um fato real, Poderia me Perdoar? (que lhe deu indicação como coadjuvante). Mas tem ainda previsto Star Wars Episódio IX. Que tal?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

OSCAR 2019: E com Vocês a Futura Rainha Britânica, Olivia Colman


Não é exagero mesmo considerando que a maior parte do público brasileiro e norte-americano não tem a menor ideia de quem se trata a inglesa Olivia Colman! Mas se ainda tem chance de ganhar um Oscar de protagonista como a Rainha Anne, pela qualidade de sua presença (e senso de humor!) no filme A Favorita (The Favourite) onde não fica nada a dever a duas atrizes muito mais novas, mas que revelaram um grande talento, Emma Stone e Rachel Weisz. Mas a consagração de Olivia ainda não se deve a este filme, mas há um grande prêmio que ela vai ter, fazendo o papel da Rainha Elizabeth II na continuação da série de TV The Crown, a terceira e depois quarta temporada.

Parece brincadeira, mas Olivia já é supercampeã de prêmios, já que tem 97 créditos, e outros 57 prêmios. Tantos que vou tentar identificar apenas os mais famosos (muitos regionais): a comédia Chumbo Grosso, O Lagosto, Tiranossauro, O Miseráveis (TV este ano), o thriller Them that Follow, a série de 14-18, Thomas e seus Amigos, Flowers, o recente O Assassinato no Expresso do Oriente, o sucesso O Gerente da Noite, a série Peep Show, Mr. Sloane, como Carol Tatcher no filme A Dama de Ferro, Nunca é Tarde para Amar com Michelle Pfeiffer. E muito mais como prêmios do Bafta pelas séries Broadchurch, Twenty Twelve e Accused. Nascida em 1974, em Norwich, Norfolk, Inglaterra, Sarah Caroline Olivia Colman, tem três filhos, casada com o ator Ed Sinclair. Alguém duvida que vai ser das maiores futuras estrelas?