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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Susan Lenox


Lançamento de filme antigo e raro, inédito em DVD no Brasil:  

Susan Lenox / Susan Lenox Her Fall and Rise. Audio: Ing. Leg: Port. EUA.  Standard. 76 min. Drama. PB. 1931.  Colecionando Clássicos/Originalmente MGM. 14 anos. Diretor: Robert Z. Leonard (não creditado). Elenco: Greta Garbo,  Clark Gable, Alan Hale, Jean Hersholt, John Miljan, Hale Hamilton, Hilda Vaughn,  Ian Keith.   

Sinopse: A mãe de Susan morre no parto e ela é criada pelo pai que não gosta dela (há sintomas de abuso sexual) e que deseja que se case sem amor com um homem mais velho. Ela foge mas antes se apaixona por um arquiteto. Há uma serie de desencontros se vêem de novo quando ela é amante de milionário e mais tarde esta num bar africano onde ele esta trabalhando. 

Comentário: O único filme que fizeram juntos a lendária Garbo (1905-90) e o futuro Rei de Hollywood Clark Gable (1901-60).Era o terceiro filme falado dela (sua voz profunda e o sotaque sueco não lhe atrapalharam em nada). Ela era já super estrela e ele iniciante. Mesmo assim não se gostaram, ela o achou vulgar, ele a considerou distante e remota. Mas ambos foram superstars e esta é a primeira geração que não cultua Garbo e a considera a maior de todas as lendas do cinema. Quase todo grande mito do cinema clássico tem um pouco de androgenia. São rostos plasticamente perfeitos, corpos sedutores mas também uma personalidade forte, dominadora, capaz de levar os homens a desgraça ou até mesmo à morte. São femme-fatales, mulheres fatais, como o Anjo Azul (Marlene Dietrich), com um lado masculino muito forte. Ninguém pisou tão forte quanto Greta Garbo, a Divina, estrela máxima do Cinema de Hollywood, famosa tanto por suas interpretações dúbias na tela (como em Rainha Christina, onde era confundida com um rapaz) como na vida real (onde era assumidamente lésbica, chegando a ter tido um caso com sua maior rival, Dietrich). Neste filme não está bem fotografada, prejudicada por penteados esquisitos e franze o cenho o tempo todo. Realmente não há química com o galã mas o filme é bem do começo do falado (assim não tem muita trilha musical, a não ser por algumas musicas clássicas (abertura de Romeu e Julieta de Prokofiev, None but the Lonely Heart e Patética de Tchaicoswsky)    que mais atrapalham que ajudam, a narrativa não tem muito sentido e o final é abrupto e ruim).O romance foi escrito por David Graham  Phillips  que foi assassinato por um leitor psicopata enquanto passeava no Parque Grammercy em Nova York em 1911. O livro só foi publicado postumamente seis anos depois quando a Metro decidiu comprar os direitos para a Garbo. Apesar do tema ser ousado, hoje não convence nada. Leonard assina apenas como produtor mas há no começo uma sequencia excelente (quando mostra o crescimento da heroína através de sombras na parede). Traz folheto com detalhes sobre a dupla central.