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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O Pequeno Fugitivo (Litte Fugitive)



EUA, 53. Direção de Morris Engel. Ray Ashley e Ruth Orkin, Com  Richard Brewster, Winifred Cushing, Jay Williams, Will Lee, Charlie Moss.

Está em plena moda exibir filmes clássicos em salas atuais e cópias restauradas (parece que fez imenso sucesso em Porto Alegre Um Corpo que Cai, de Hitchcock). Mas este é um caso raro de um filme pequeno e preto e branco, quase desconhecido (na verdade independente era um conceito que ainda não). Embora afirme  ser inédito no Brasil, eu o assisti quando ainda criança na TV Excelsior, que pelas  mãos de Alvaro Moya, tinha a inteligência exibir filmes raros em horários diferentes em sua versão original, legendada.  O que era muito ousadia!

Seus autores já estão esquecidos. Engel (1918-85), era casado com Ruth Orkin (1921-85), Ray Ashley (1911-60) é que não tem outros créditos (parece que era escritor de temática juvenil). De qualquer forma, os três foram indicados ao Oscar de melhor roteiro ( e o filme também ganharia o Urso de Prata em Veneza, melhor filme estrangeiro na Itália e indicado ao Sindicato dos diretores).   Enfim Engel também era fotografo de fotografia e como realizador teria ainda outros filmes não exibidos no Brasil. De uma coisa não esqueci, foi praticamente todo rodado em Coney Island, um parque perto de Nova York, a beira mar onde  existia um inesquecível parque de diversões. Na minha primeira visita aos EUA inclusive fiz questão de ir visitá-lo ainda que já  meio rústico e antiquado.
Morris fez ao todo 9 filmes, 3 deles curtas como o primeiro The Farm They Won. Depois de Fugitivo veio Lovers and Lollipops (56) onde um viúvo tenta arranjar para sua flha. Weddings and Babies, 58. com a estrela sueca Viveca Lindfors. (Foi premiado em  Veneza!). A Little Bit Pregnant , 94, sobre garoto que tenta entender onde é a fabrica de bebes! Camelia, 98, sobre desenvolvimento de bebê. I Need a Ride to California, rodado em 68, nunca foi mexido deste 1972 (mas nunca exibido, estaria sob guarda e proteção da filha do casal Engel).    

Neste filme porém, justificadamente considerado precursor do cinema independente, se conta uma historia encantadora,    sobre um menino Lennie de 7 anos do Brooklyn que acha que matou seu irmão (que na verdade esta mentindo!). Foge para a praia/parque Coney Island conseguindo dinheiro com garrafas usadas! Porque foi feito por jornalistas e câmera men experimentados  o filme resultou   alegre,  espontâneo e envolvente. Ajudado também pela trilha musical  com gaita (harmônica), de Lester  Troob. Nunca mais revi o filme mas sua lembrança nunca me deixou. Muitos elogios se podem fazer a uma obra tão pouco conhecida e inovadora. Uma maneira tão inovadora de se fazer cinema que não envelheceu.