quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Revisitando De Volta Para o Futuro (Back to the Future)


Em exibição dia 28 de fevereiro, 1 e 4 de março no Cinemark. Só será exibido o primeiro filme e não as continuações.

De Volta Para o Futuro (Back to the Future)
EUA, 1985. 111 min. Diretor: Robert Zemeckis. Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Crispin Glover, Claudia Wells, Thomas F. Wilson, Billy Zane, Casey Siemaszko, George DiCenzo, Huey Lewis.

Sinopse: Marty McFly é um rapaz de 17 anos que mora numa pequena cidade do interior. Tem uma namorada bonita, um amigo cientista louco e problema com os pais. Usando um carro DeLorean, o cientista inventa uma espécie de Máquina do Tempo e Marty acaba viajando para trinta anos antes, em 1955. Acaba encontrando seus pais quando adolescentes e sua mãe se apaixona por ele. Então arma um plano para seu pai conquistá-la.

Comentários: Historicamente foi o primeiro filme já planejado para ser uma trilogia e depois não ter mais continuações. Foi também a consagração de um afilhado de Steven Spielberg que estava custando a dar certo: Robert Zemeckis, que desde então ganharia um Oscar® por Forrest Gump e se dedicaria a expandir cada vez mais os limites dos efeitos digitais. Sem esquecer também o fato de ter sido o primeiro grande filme de Hollywood a popularizar a moda do skate, que hoje é considerado o esporte mais popular e praticado dos Estados Unidos.

Finalmente, serviu para consagrar um bom e jovem ator, Michael J. Fox, uma espécie de herdeiro de Mickey Rooney. Sua historia é lendária, o filme começou a ser feito com outro ator que não estava dando certo. Eric Stoltz. Resolveram manda-lo embora e recomeçar tudo de novo com Fox, que continuava naquele momento a fazer ainda a série de TV Caras e Caretas. Foi um enorme sacrifício gravando dia e noite, mas valeu a pena. Nunca se saberá com certeza porém se esse esforço sobre humano não teria sido uma das causas da precoce doença de Parkinson que forçou a aposentadoria de Fox quando tinha apenas 40 anos. Um alto preço que teve que pagar pelo sucesso.

O roteiro foi escrito em 1982 e rejeitado por vários Estúdios. O filme é basicamente uma comédia de costumes, com elementos de fantasia e sátira. O aspecto mais fascinante do filme é a possibilidade de mudar o Futuro. Voltando ao Passado, Marty tem a chance de corrigir as falhas do pai. O humor também é provocado pelo contraste entre as épocas (como uma brincadeira com o rock “Johnny B. Good” de Chuck Berry).


Os demais filmes da trilogia são:
De Volta para o Futuro 2 (Back to the Future Part II). 1989. 108 min. Diretor: Robert Zemeckis . Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Thomas F. Wilson, Elisabeth Shue, James Tolkan, Jeffrey Weissman, Casey Siemaszko, Billy Zane, Jason Scott Lee, Elijah Wood.

Sinopse: O cientista Brown descobriu que Marty será infeliz no futuro e o convence a viajar até lá para tentar mudar as coisas.

Comentários: Continuação do sucesso de 1985, rodada simultaneamente com a parte III. Não teve o mesmo sucesso, em parte por trazer uma trama um pouco complexa demais (tanto que no meio o cientista pega um quadro-negro e tenta resumir a ideia para o público entender melhor). Mas continuava tecnicamente brilhante, usando técnicas de Roger Rabbit, de forma que foi possível fazer com que Fox fizesse vários papéis (além do herói, é também ele já velho, o filho e a filha dele), contracenando várias vezes com ele próprio (também nem se nota que Crispin Glover, que faz o pai dele, não aceitou participar da continuação). Crispin foi substituído por Jeffrey Weissman que recebeu uma maquiagem para ficar parecido com Glover, de maneira que algumas cenas do filme original puderam ser reaproveitadas. Só que o ator não havia permitido a reutilização de suas cenas, processou Spielberg e ganhou. Desde então foram criadas novas leis nos EUA sobre a reutilização de imagem.

A ideia é engenhosa: começa onde o outro terminou (só muda a atriz que faz a namorada), com eles partindo para o Futuro. É que o doutor Emmett Brown descobriu que Marty será infeliz no casamento, uma pessoa frustrada, parte de um mundo onde tudo saiu ao contrário. Depois, voltam a 1985 e descobrem que tudo está diferente e são obrigados a retornar novamente a 1955. Com tantas idas e vindas, tudo fica complicado para seguir. Mas o filme continua a ser boa diversão e superior ao terceiro (para o qual deixa a porta aberta).

Elisabeth Shue foi quem fez o papel de Jennifer no segundo filme, substituindo Claudia Wells, que viveu a personagem no primeiro. Isto porque Claudia desistiu de Hollywood em 1987 e não foi mais vista pelo mundo do cinema, já Elisabeth, virou estrela.


De Volta para o Futuro 3 (Back to the Future Part III) 1990. 118 min. Diretor: Robert Zemeckis. Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Thomas F. Wilson, Mary Steenburgen, Elisabeth Shue, Matt Clark, Richard A. Dysart, James Tolkan, Jeffrey Weissman, Marc McClure, Wendie Jo Sperber.

Sinopse: Marty McFly viaja para o passado, em 1885 para tentar salvar o Doutor Brown que está nas mãos do Clã Tannen. Mas tem problemas para retornar porque falta gasolina para fazer o carro/máquina do futuro De Lorean funcionar. Inventam então um complicado esquema envolvendo um trem.

Comentários: Fim da trilogia (este foi rodado simultaneamente com o segundo, um fato inédito na época), uma fita simpática, mas não excepcional. Um pouco menos eficiente do que os anteriores, simplesmente porque é basicamente um faroeste, que pretende ser cômico (a piada recorrente é chamar o herói de Clint Eastwood). Para os fãs, o filme tem uma cena marcante: Marty caminha pelos trilhos do trem até chegar à cidade. A câmera sobe lentamente enquanto ele começa a entrar na cidade, mostrando-o finalmente bem mais distante. A cena foi cuidadosamente “copiada” de Era uma Vez no Oeste, de 1969, como uma homenagem que  Zemeckis fez a Sergio Leone. Mas fora isso, ganha um interesse romântico (o professor se envolve com uma professora feita por Mary Steenburgen e  Elisabeth Shue está de volta no papel da namorada Jennifer Parker). Spielberg como sempre ainda assina a produção.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Simplesmente Acontece (Love, Rosie)

Inglaterra, 14. 102 min. Direção de Christian Ditter. Roteiro de Juliette Downhidi baseado em livro de Cecilia Ahern ( Where Rainbowns End de 2004). Com Lily Collins, Sam Claflin, Christian Cooke, Jamie Winstone, Suki Waterhouse, Tamsin Egerton.

Gostei muito desta comédia romântica passada na Irlanda e baseada em livro de sucesso que poderia muito bem se classificar ou melhor agradar os “Young adults”. Até fiquei chateado que o filme já tenha estreado nos EUA onde não fez qualquer sucesso. Uma pena porque é o tipo da história romântica encantadora e envolvente. E que finalmente alça a condição de estrela a bonitinha Lily Collins (que é a filha do rock star Phill Collins e quase eu a confundi com Lily James, que fará a Cinderella nova da Disney, esta vinda de Downtown Abbey!). Enfim, é o melhor momento ate agora desta Lily num filme que curiosamente foi dirigido por um alemão que desconhecia, um certo Christian Ditter (1977, nascido em Lahn). Estudou cinema em Munich, fez curtas premiados e acertou fazendo as comédias inéditas aqui (sem tradução, que fui eu quem deu), Francês para Iniciantes, seguida por Turcos para iniciantes.  E a série de TV Diário de um Doutor. Continuou com histórias juvenis com  Crocodilos I e II, (o 3 só produziu não dirigiu). Mas fez ainda outro infantil, Vickie Numa Longa Jornada. Foram esses projetos que o levaram a realizar com bastante talento e charme uma historia romântica sempre difícil   de agradar. No caso, o romance se passa em 45 anos e preferiram reduzir para 12 anos, para não deixar os personagens velhos demais!

Rosie e Alex são colegas de escolas e namoradinhos desde crianças, dos cinco anos de idade. Então tudo parecia encaminhar para continuarem juntos, mas as coisas são bem mais complicadas. Alex (Claflin, outro britânico, que está na série Jogos Vorazes!) é irrequieto e da cima de outras, e como bons adolescentes, tudo vai se complicando. O máximo do problema é quando resolvem experimentar sexo e há uma falha na camisinha e ela engravida! Sem estar preparada para ser mãe e ainda por cima ele se muda para o exterior para estudar. E não assume direito seu papel de pai.

Tudo, portanto fica abalado. Tempos depois ela vai a Nova York visitar Alex que está se achando o dono do pedaço. Mas será possível você amar seu melhor amigo? E mais não é preciso contar, já que o final é previsível, mas agradável, cheio ainda de reviravoltas. Quem gosta do gênero vai curtir muito.

Experimente.