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sexta-feira, 25 de maio de 2018

A Câmera de Claire (La Caméra de Claire)


A Câmera de Claire (La Caméra de Claire)
Coréia do Sul. 17. Direção de Hong Sansoo. 1h9min. Com Isabelle Huppert, Chang Mihee, Kim Min Hee, Hong Sansoo.

Preciso confessar que não sou admirador de determinado tipo de filme, extremamente letárgico e irritante, que com frequência o Festival de Cannes insiste em coroar. Na verdade, é uma brincadeira entre amigos que parece improvisado, já que o diretor do filme faz o papel principal de, olhem só que novidade, de um diretor de cinema e que tudo indica também é um contumaz alcoólatra. Ou seja, no fundo é um retrato dele, feito as pressas, ao que parece durante um Festival de Cannes usando como o motivo mais curioso, o fato de que uma moça bonita perde seu emprego porque a chefe resolveu despedi-la achando que não é de confiança. No filme curtíssimo graças a Deus, cheio de papo furado, irá se descobrir em pouco tempo (veja a metragem dele!) qual foi a causa do desemprego. O mais triste de tudo é ver a francesa Huppert, num papel bobo e tolo, falado quase todo em inglês e seu hobby é tirar fotografias que depois servem para elucubrações ainda mais idiotas... Um desperdício de tudo que não vale nem pela chance de admirar La Huppert muito conversada e bem disposta. O espectador é que sairá irritado.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

O Dia Depois (Ge-Hu Sang-Soo Hong)


O Dia Depois (Ge-Hu Sang-Soo Hong)
Coréia do Sul, 2017. 1h32min. Diretor-e roteirista San Soo Hong. Elenco: Min Hee Kim, Hae hyo Kong, Yunhee Cho, Ki Joa bang.

Selecionado para o Festival de Cannes, foi premiado em Busan como melhor ator e o grande Premio, International Cinephile e concorreu em San Sebatian, Argentina, AFI, Asian Film Awards, Lisboa, Munich, Rotterdam.

Este é um filme difícil, daqueles que a gente chamava antigamente de “arte” em preto e branco, lento, praticamente fechado em poucos sets, e já encontrei gente que achou que ele era comédia. Faz me rir realmente. Ser curto é um remédio. Este é resumo oficial do IMDB: A história de Bongwan, que dirige uma pequena editora em Seoul e está acordando cedo, muito cedo todo dia. Por que isso acontece? Sua esposa pede uma explicação. Mas ele não da uma resposta concreta. A caminho do trabalho ele relembra a mulher que o abandonou há um mês atrás, mas no seu escritório ele encontra Areum, sua nova secretária, jovem e bonita. Sua esposa descobre um poema de amor escrito por ele. Furiosa vai na livraria, mas ataca ao confundir a pobre Areum com a antiga amante do marido.

Suponho que haja pessoas que podem gostar deste tipo de filme. O diretor coreano, formado em Chicago, já fez 21 filmes (também com tal pobreza não é de admirar). E parece que infidelidade e identidades erradas são seus temas favoritos. Cheio de papo furado num mesmo restaurante. O final tampouco ajuda muito. A parte menos aborrecida é justamente num final irônico (que não merece spoiler).