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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Na Netflix: O Anjo do Mossad (The Angel)


O Anjo do Mossad (The Angel)
Israel, EUA, 2018. 1h54. Direção de Ariel Vromen. Com Toby Kebell, Hanna Ware, Maysa Elhad, Marwan Kenzari (que esteve em Ben Hur), Sapir Azulay, Waleed Zuaiter, Slimane Dazi, Tsahi Halevi.

Um interessante drama de fatos reais bem contado e discreto, mas procurando deixar claro os feitos e problemas, com situações que raramente são mostradas para o grande púbico. Esta é a história real de Ashraf Marwan, que era cunhado do Presidente Nasser do Egito, se tornou espião para o Mossad  e continuou a ser conselheiro e confidente do seu sucesso Anwar Sadat (mortes trágicas que mereciam outros filmes mais em detalhe). Começa com narrador lembrando como foi a Guerra dos Seis Dias  que mudou completamente o espaço social e de ação entre os povos árabes e judeus. Embora seja uma história de espionagem mais do que ação, é inspirado num livro de sucesso que se chamou The Angel: The Egyptian Spy Who Saved Israel, escrito por Uri Bar-Joseph. O único ator mais ou menos conhecido é Toby Kebbell (britânico que fez Rock´Rolla, Quarteto Fantástico, O Planeta dos Macacos, Kong a Ilha da Caveira, No Olho do Furacão). Rodado no Marrocos, Londres e Bulgária. Todos concordam que é uma história fascinante, mas cuidado porque não é uma aventura de James Bond.   

quinta-feira, 7 de julho de 2016

De Amor e Trevas (A Tale of Love and Darkness)


EUA, Israel, 15. 98 minutos. Direção de Natalie Portman. Com Natalie Portman, Gilad Kahana, Amir Tessler, Shira Haas, Makram Khoury, Neta Riskin, Amy Tessier, Mor Cohen.

Estava curioso de assistir este primeiro longa-metragem dirigido pela bela e talentosa (e vencedora do Oscar) Natalie Portman que nunca rejeitou sua origem de Jerusalém, de família judia, falando com naturalidade o hebraico (ele fez na Broadway O Diário de Anne Frank e fez em Israel Free Zone de Amos Gitai (05). Também dirigiu antes dois curtas (sendo um deles, episódio de Nova York Eu Te Amo (08) e o outro curta Eve (08) com Lauren Bacall, e Ben Gazzara).

Este filme foi apresentado em Cannes e foi baseado no livro homônimo de Amos Oz (04) que se tornou o romance mais vendido em toda a história de Israel. Quem narra a história é um velho (vivido por Tessier) que relembra sua família e em particular sua bela e romântica mãe Fania Oz, que vive com o marido e filho num apartamento pequeno e lotado de livros em Jerusalém. Basicamente é esse garoto que vamos acompanhar com seus momentos desastrosos com árabes, brigas na escola, os vizinhos que vem ocupar parte do apartamento durante a crise quando a ONU esta votando a autonomia de Israel (não se faz menção ao Brasil que teve importante voto nesse caso). Mas é no mundo de fantasia e histórias que a mãe conta que ele vai tentando entender o mundo. Até quando sucede a tragédia anunciada e uma sequência num kibbutz.

Natalie parece ainda não ter experiência para fazer um script mais equilibrado e harmonioso por vezes confuso e sem o devido impacto. Também não brilha como atriz (possivelmente por acumular tantas obrigações). O filme poderia ser mais, ficando num meio termo.