quinta-feira, 7 de maio de 2015

O Exótico Hotel Marigold 2 (The Second Best Exotic Marigold Hotel)

Inglaterra, 15. 122 min. Direção de John Madden. Roteiro de Ol Parker. Com Judi Dench, Bill Nighy, Maggie Smith, David Strathairn, Dev Patel, Celia Imre, Ronald Pickup, Richard Gere, Diana Hardcastle, Lillette Dubey, Penelope Wilton, Tamsing Greig.

Não me perguntem por que fazem sempre continuações de sucesso. A resposta é óbvia. Veja o caso da produção britânica original, O Exótico Hotel Marigold (12) que rendeu 46 milhões de dólares nos EUA e mais 96 no resto do mundo. Foi indicado a dois globos de Ouro (comédia e atriz Judi Dench), Bafta de filme britânico, SAG de elenco e coadjuvante (Maggie). Ainda em cartaz nos cinemas americanos esta continuação já rendeu decentes 32.586 milhões, já que o orçamento foi apenas de 10 milhões, que seria igual ao do primeiro (além disso acrescente mais 49 milhões de dólares do mercado externo).

Rodado praticamente nos mesmos lugares (o hotel é o Pearl Palace Heritage Guesthouse, Jaipur, Índia), com rápida passagem pela Almeria, Espanha, o filme continua explorando os anos dourados de duas grandes figuras das artes britânicas, que por sorte são também amigas, Maggie Smith (que continua em Downtown Abbey) e Judi Dench (e curiosamente nasceram há 19 dias de diferença entre si, em 1934). São duas divas, que sabem dizer uma frase sardônica como ninguém e que ajudam a manter vivo e alegre, um filme que obviamente não precisava ser feito. Mas que também não incomoda. Apesar de nem se darem ao trabalho de explicar quem é aquela gente, de onde vieram, supõe que todo espectador já viu o filme anterior... Que há um grupo de aposentados britânicos, que resolve se mudar para Jaipur, na Índia, onde se fixam num hotel decadente, que ajudam a recuperar. Enquanto isso a vida deles ganha novo frescor e perspectivas, apesar de encontros e desencontros profissionais e amorosos.

O trailer muito exibido ao menos explica o básico. O Dev Patel, que faz gerente ambicioso, resolve abrir uma filial do Marigold, com a ajuda de Maggie e atrair novamente a presença dos velhos amigos (e inimigos) trazendo ainda o reforço do grisalho mas ainda popular Richard Gere, que se apresenta como um escritor. Que irá se interessar romanticamente pela mãe do rapaz (Lilette). Teve crítico que chegou a brincar dizendo que o filme lembrava muito Cocoon, que algo de energético deve existir na água. Outros que reclamaram dos vários finais. Mas eu gostei da grande sequencia musical no melhor estilo de Bollywood, que também aparece no trailer. Mas deve ser parte da estratégia de venda, o público já se sente confortável como aqueles personagens e situações e ficará feliz em passar mais duas horas junto deles.

Cala a Boca Philip (Listen Up, Phillip)

EUA, 14. 108 min. Direção e roteiro de Alex Ross Perry. Com Jason Schwartzman, Elisabeth Moss, Jonathan Pryce, Krysten Ritter, Dree Hemingway, Eric Bogosian (narrador).

Vencedor do festival de Locarno (Prêmio Especial do Júri) este filme traz a marca Tribecca e foi feita pelo ator Alex Perry que dirigiu antes, O Circulo Cromático (11) e Impolex (09). Mas ele comete um ousadia que pode lhe custar caro, seu protagonista é um dos personagens mais chatos, mais insuportáveis da História do cinema. Câmera na mão, exagero em Closes, são já clichês do cinema atual. O original está justamente no fato do filme ter um narrador, que vai explicando mais sobre o protagonista, ou comparsas, às vezes de forma interessante. Aborrecida e chata em outras. E principalmente irregular porque no meio a voz desaparece. E temos que conviver com o Philip, o chato (no caso, a escolha de Jason, sobrinho de Coppola, é a escolha perfeita, baixinho, pretensioso, sempre infeliz e reclamando, ele tem feito uma carreira em cima dessa chatice. Mas nunca num papel tão longo quanto aqui).

Philip mora em Nova York e vive com uma namorada (Elisabeth Moss, a muito interessante atriz de Mad Men), com quem já esta em fim de caso. O primeiro livro foi sucesso, o segundo foi ignorado e ele se acha perseguido pelo mundo. As criticas são negativas e ele não sabe lidar nem com a imprensa, muito menos com seus editores, vai ficando mal criado e grosseiro, e obviamente fechando as portas. O único amigo que surge é um veterano escritor (o sempre confiável Jonathan Pryce, de Brazil) que tem paciência de conversar com ele e lhe convida para passar uma temporada de verão na modesta casa de campo dele, onde irá surgir uma também conflita filha.

Philip não é apenas um desastre socialmente, brigando com todos e sendo agressivo. É com ele mesmo a maior dificuldade, o problema porém é que fica muito difícil suportar uma figura assim. Na vida já teríamos tido uma crise, ou pior, e ido embora. Num filme ao menos podemos agradecer de estarmos experimentando tal dissabor apenas de mentirinha. No caminho de auto destruição e auto sabotagem de Philip fica pelo menos a lição de vida.

sábado, 2 de maio de 2015

Experientes

Fiquei muito contente de ver o retorno de Joana Fomm  ontem na Globo no  “Experientes”. Mas quem roubou o show foi Selma Egrei, linda, brilhando como atriz, finalmente tendo o estrelato que sempre mereceu.