Rodado praticamente nos mesmos lugares (o hotel é o Pearl Palace Heritage Guesthouse, Jaipur, Índia), com rápida passagem pela Almeria, Espanha, o filme continua explorando os anos dourados de duas grandes figuras das artes britânicas, que por sorte são também amigas, Maggie Smith (que continua em Downtown Abbey) e Judi Dench (e curiosamente nasceram há 19 dias de diferença entre si, em 1934). São duas divas, que sabem dizer uma frase sardônica como ninguém e que ajudam a manter vivo e alegre, um filme que obviamente não precisava ser feito. Mas que também não incomoda. Apesar de nem se darem ao trabalho de explicar quem é aquela gente, de onde vieram, supõe que todo espectador já viu o filme anterior... Que há um grupo de aposentados britânicos, que resolve se mudar para Jaipur, na Índia, onde se fixam num hotel decadente, que ajudam a recuperar. Enquanto isso a vida deles ganha novo frescor e perspectivas, apesar de encontros e desencontros profissionais e amorosos.
O trailer muito exibido ao menos explica o básico. O Dev Patel, que faz gerente ambicioso, resolve abrir uma filial do Marigold, com a ajuda de Maggie e atrair novamente a presença dos velhos amigos (e inimigos) trazendo ainda o reforço do grisalho mas ainda popular Richard Gere, que se apresenta como um escritor. Que irá se interessar romanticamente pela mãe do rapaz (Lilette). Teve crítico que chegou a brincar dizendo que o filme lembrava muito Cocoon, que algo de energético deve existir na água. Outros que reclamaram dos vários finais. Mas eu gostei da grande sequencia musical no melhor estilo de Bollywood, que também aparece no trailer. Mas deve ser parte da estratégia de venda, o público já se sente confortável como aqueles personagens e situações e ficará feliz em passar mais duas horas junto deles.