sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Violência e sangueira na superviolenta e discutível novidade da Netflix: o chocante Polar!




Não é exagero meu, na verdade, cheguei a ponto de preferir ignorar este novo telefilme que acabou de estrear e que com certeza, como provavelmente a mais violento série (na verdade, por enquanto apenas um longa-metragem0. Até o IMDB tenta equilibrar as informações com cuidado na incerteza de que este tipo de filme não é para todo mundo. Este Polar (já de 2019!) foi escrito e dirigido por um certo Jonas Akerlund, 1965, sueco de Estocolmo, do qual não conheço os trabalhos (Lords of Chaos, 18, Spun - Sem Limites, 02 e Try, 2000. E que por sinal dirigiu também Madonna em Ray of Light, 98! Até porque é especializado em curtas de vídeo. Muitos, cerca de 135 do mais variante do gênero). A história é baseada numa novela gráfica do Dark Horse Polar Came From the Cold.

Ainda assim é melhor prevenir. Este deve ser o mais delirante filme em violência e sangreira, estrelado pelo esquisito Mads Mikkelsen (que Hannibal Lecter em Hannibal, o premiado A Caça, Doutor Estranho e Rogue One, além de se exibir sua nudez). Ele faz o matador Duncan Vizla, super assassino (em geral na neve) que pensa em se aposentar quando seu patrão acha que já não serve mais para aquela firma. Mas não tem jeito quando passa a ser perseguido por jovens “killers” (quem faz a mocinha da história é Vanessa Hudgens, de High School Musical e que esta semana fez ao vivo o teatral ”Rent”! O resto do elenco famoso aparece pouco como é o caso da ponta de Richard Dreyfuss, e logo no começo aparição de Johnny Knoxville (muito envelhecido). Enfim, fique preparado, porque há momentos com o matador dando uma aula ilustrada para crianças pequenas de como matar com muita violência. Na verdade, acho que há muito tempo não via filme tão sanguinolento que insiste em fazer graça e provocar humor! Ame-o ou Deixe-o!

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Não se assustem muito com o título, esta é uma nova série da Netflix que acabou sendo premiada pelo Golden Globe de melhor ator coadjuvante, o notável Alan Arkin (que já ganhou Oscar por Pequena Miss Sunshine) e seu parceiro Michael Douglas que teve a mesma sorte, só que como protagonista. E não bastou a dupla, o Globo de Ouro também votou na série como a melhor comédia do ano. O que faz o louvor de um criador na verdade ainda pouco conhecido por aqui, chamado Chuck Lorre! Mesmo eu que me acho todo bem informado, fiquei impressionado com o curriculum deste senhor que é um dos mais premiados autores de séries de TV. Uma lista impressionante que inclui: Dois Homens e Meio, Roseanne, Cybill, Dharma e Greg, Big Bang A Teoria, Mom, Young Sheldon, para não ir muito mais longe.

Embora seja repleto de humor, a série é mais humana e mesmo dramática do que a média. Raramente Douglas esteve tão à vontade quanto aqui onde faz o papel título, um veterano ator e professor (aliás, Michael surpreende pela idade e maturidade), que sobrevive como professor de jovens atores que tentam aprender a carreira. Não é chanchada, mas o retrato desse sujeito maduro, que tem uma única filha talvez gorda demais (atenção para esta Sarah Baker!), mas que ainda se sente atraído por uma mulher de meia idade (a veterana e ainda interessante Nancy Travis). Mas para dar certo, a série tem o apoio do excelente Arkin que é um empresário rico e melhor amigo de Douglas, mas que está enfrentando uma crise de família, sua amada esposa está perto da morte. Alternando drama e comédia, também com as situações dos alunos, tem uma filha drogada, e a presença de gente famosa como Danny De Vito, a veterana Ann-Margret. Experimentem que vocês vão gostar.