sábado, 26 de janeiro de 2019

Creed II (Idem)


Creed II (Idem)
EUA, 18. 2h10min. Direção de Steve Caple Jr. Roteiro de Coogler, Aaron Convington, baseado em personagens de Stallone. Com Sylvester Stallone, Michael B. Jordan, Tessa Thompson, Phylicia Rashad, Tony Bellew e as presenças estrelares de Dolph Lundgren (voltando a fazer o papel de Ivan Drago, muito envelhecido), Florian Munteanu (como Viktor Drago), Milo Vintimiglia (Robert Balboa, filho de Stallone na história), Robie Johns (menino como neto de Stallone), a antiga Brigitte Nielsen (na vida real ex-mulher de Stallone aqui como Ludmilla Drago).

Não conheço Caple Jr (vindo de curtas e documentários e o longa The Land. 16). Embora tenha realizado um filme sombrio, com imagens escuras (me deixou em dúvida, não tem mais o brilho do anterior embora o resultado seja bastante bom!). Resumo: Anos depois de Adonis Creed ter feito sucesso sob o controle de Rocky Balboa, ele se torna o campeão peso pesado do mundo. É quando começam os problemas com o casamento com Bianca, e principalmente na Filadélfia, a situação se complica quando Ivan Drago, o boxeador russo que matou o pai de Adonis, chega com seu filho Viktor para desafiar Adonis. Este aceita o desafio, mas vence apenas por ponto técnico e agora desmoralizado tem que recomeçar com a ajuda de Rocky!

Parece superado e parecido com o anterior. Francamente não achei. Continuo a ser admirador do Michael B.Jordan (de Pantera Negra) apoiado por um elenco curioso (afinal, não dá para defender o Dolph Lundgren, célebre e muito envelhecido, ou seja, canastrão). Mas a gente já se acostumou com Stallone, com a trilha musical empolgante de sempre, e me deixou fora de contexto apenas pelo ambiente escuro (todo o filme e em toda a parte). Mas segue bem ou até melhor o filme anterior e no gênero, continua a impressionar! Conseguiu uma bilheteria mais do que decente (115 milhões de dólares!).

O Peso do Passado (Destroyer


O Peso do Passado (Destroyer)
EUA, 2018. 2h1min. Direção de Karyn Kusama. Roteiro de Phil Hay. Matt Manfredi. Com Nicole Kidman, Toby Kebell, Tatiana Maslany, Sebastian Stan, Scotto McNairy, Bradley Whitford.

Quem conhece bem Nicole Kidman e sua incansável luta para conseguir um novo prêmio Oscar (ela ganhou um por As Horas, teve indicações por Moulin Rouge, Reencontrando a Felicidade e Lion Uma Jornada para Casa e por este filme foi indicada pelo Globo de Ouro!) irá concordar que esta deve ser sua interpretação mais dramática (trabalho pesado e até ousado de maquiagem que procura esconder sua beleza e acentuar sua idade) num filme de pouco sucesso, simplesmente por ser tão trágico e cansativo (mas esperava-se mais ainda violento). Não conheço muito a diretora de origem oriental Kusama, já que me escaparam algumas obras anteriores (Boa de Briga,2000, que lhe deu prêmio da juventude em Cannes, Aeon Flux, com bizarra presença de Charlize Theron e O Convite, 2015. E neste caso está longe de ser um filme leve e agradável, muito pelo contrário, tem um roteiro muito denso, que vai se fechando aos poucos, por vezes de maneira dolorosa. E sem dúvida o misterioso título original não lhe ajuda.

Ao menos o elenco de apoio para um projeto tão amargo e desagradável, tem boas figuras como a estrela de TV Tatiana Maslany, o habitual vilão britânico Toby Kesbell, o romeno Sebastian Stan de Guerra Civil... E Nicole faz o que pode. Ela interpreta uma Policial decadente e infeliz, desprezada pelos colegas, que agora tenta resolver um caso antigo do passado, onde envolve sua filha e outros parceiros. Não chegou nem perto de um milhão de dólares até agora! Chega a ser um pouco confusa na narrativa, de roubos no banco, grupo de drogados, ou seja, deve ser por isso que virou um “destroyer”... Ao menos ela vai ter nova versão de Big Little Lies na HBO, The Goldfinch, e mais 3 novos projetos.