quinta-feira, 25 de abril de 2019

Escape Room (Idem)


Escape Room (Idem)
EUA, 2019. 1h39. Direção de Adam Robitel. Com Taylor Russell, Deborah Ann Woll, Logan Miller, Jay Ellis, Tyler Labine, Deborah Ann Wolff, Nik Dodani.

É espantoso constatar que esta fita B de desconhecidos, custo de 9 nove milhões de dólares, conseguiu uma bilheteria de mais de 60 milhões de dólares, enquanto foi um desastre a atual versão de terror de uma série famosa chamada Hellboy, assinada por Mike Mignola e que é baseada no personagem da série Comic Bob Hellboy, sendo que as anteriores foram bem curiosas em particular e dirigida por Neil Marshall (britânico que assinou Cães de Caça, Abismo do Medo, Juízo Final, The Recokning), enquanto Milla Jovovich acaba com os críticos dizendo que futuramente perceberão que foi um Cult Classic. Isso se não incluirmos o remake de Stephen King para Cemitério Maldito (Pet Sematary), renda inicial de 31 milhões de dólares.

De qualquer forma, este modesto terror onde mal existe uma narrativa (que foi substituída por explosões e delírios) foi dirigido por Adam Robitel, que ainda é pouco conhecido nas tramas do gênero, tendo feito vários vídeos curtas, o primeiro longa foi A Possessão de Deborah Logan (14), seguido por Sobrenatural A Última Chave (18), seguido por outros curtas (documentários). O Escape mal parece ter uma trama dada a seu ritmo e complicada narrativa, do jeito que parece que os teens atuais gostam de curtir. Mais ou menos quebra-cabeças, de pouca lógica, mas que tecnicamente é bem impressionante lembrando a série Saw. São seis estranhos que se encontram num labirinto, de quartos misteriosos, e precisam usar a inteligência para sobreviverem. Eles recebem seis caixas pretas, com ingressos para entrar nesse quarto e ganhar milhares de dólares. Tudo é muito complicado e sob as piores convicções (particularmente não curti o filme, mas achei visualmente muito bem elaborado). Uma curiosidade: houve um grupo de 5 adolescentes poloneses que morreram num acidente semelhante, por isso em vários países a estreia chegou a ser adiada. Os participantes são o ultra tímido e bom estudante Zoey (Taylor Russell), o pretensioso empregado de supermercado Ben (Logan Miller), a ex-militar Amanda (Deborah Ann Woll), o motorista de caminhão Mike (Tyler Labine), o vendedor Jason (Jay Ellis), e o veterano careta Danny (Nik Dodani). Divirtam-se os que puderem.

Na Netflix: Estrada Sem Lei (The Highway Men)


Estrada Sem Lei (The Highway Men)
EUA, 2019. 2h12 min. Direção de John Lee Hancock. Com Kevin Costner, Woody Harrelson, Kathy Bates, Dean Denton, Thomas Mann, William Sadler, Kim Dickens, John Carroll Lind.

O cinema já contou algumas versões da lendária dupla chamada Bonnie e Clyde, vividos no cinema por Faye Dunaway e Warren Beatty, num filme clássico, muito colorido, premiado e dirigido pelo hoje esquecido Arthur Penn. Esta produção é justamente o oposto das aventuras anteriores, contando a história pelo ponto de vista realista, com a dupla reduzida a apenas um casal de figurantes assaltantes de bancos (sua participação é tão pequena e relativa que nem se guarda direito quem foram eles! Embora tenham sido muito violentos, grosseiros e brutais, apesar disso tudo, são celebrados pelo povo (há cenas curiosas ao final dos lugares que morreram e onde cometeram outras barbaridades.

O diretor Hancock tem certa carreira (dirigiu filmes médios como Um Sonho Possível, Walt nos Bastidores de Mary Poppins, O Alamo, Um Sonho possível, Desafio do Destino) e o roteirista John Fusco também escreveu aventuras como Os Jovens Pistoleiros, Mar de Fogo, o desenho Spirit, O Reino Proibido. Ou seja, nenhum deles fez nada de notável. Mas aqui se reúne uma dupla curiosa, que poderiam ter sido mais marcantes. Um deles é Kevin Costner, que faz o veterano Texas Ranger que deixa a aposentadoria (o ator que sempre foi discreto desta vez conseguiu uma barriga enorme que ainda o envelhece ainda mais !) e um outro parceiro, do onipresente Woody Harrelson (que costuma sair-se bem mas vai entender porque tem uma presença boba e fraca). Além disso há uma aparição da sempre extraordinária Kathy Bates, que faz o papel de uma governadora durona.
O filme não traz grandes surpresas, mas ao menos deixa bem claro como foram os fatos nas cenas finais, que aproveitam imagens e figuras verdadeiras. Outro filme que promete muito, mas não brilha especialmente.

Notas sobre o Filme e a Época
Originalmente ele foi concebido entre Robert Redford e Paul Newman, mas foi cancelado com a morte de Paul. Em 2003, Woody Harrelson ia contracenar com Liam Neeson, mas este largou o projeto. Quando Bonnie sai do carro mancando é fato real, ela havia se machucado em acidente de carro. O machucado foi tão grave que ela ficou com as marcas até o final da vida. É Kathy Bates quem faz a primeira governadora do Texas (o marido dela havia sido condenado e perdeu o cargo por roubar do governo). O curioso é que ela era tão corrupta quando marido. Foi tirada do governo, mas seis anos depois voltou. 40 Texas Rangers pediram demissão para evitar trabalharem com ela (ainda assim ela despediu os rangers que faltavam). Kevin Costner manteve para ele as lembranças do arsenal de armas do conflito. O roteirista John Fusco trabalhou com o ranger Frank Hamer que o ajudou a dar veracidade a historia. Costner foi convidado a fazer este mesmo papel dez anos antes, mas achou-se jovem demais. O foco mais importante do filme é a perseguição ao casal bandido e por isso nunca se vê direito a dupla Bonnie e Clyde. O diretor Hancock fez questão de recriar a cena de morte da dupla em todos seus detalhes ao final do filme, como ocorreu em 23 de maio de 34, em Sailes, Louisiana.