Geórgia, 14. 100 min. Direção de George Ovashvili. Com Ilyas Salman, Mariam Buturisivili, Irakli Samushia, Tamer Levent.
Indicado
para o Oscar de filme estrangeiro do ano passado, chegou a ficar dentre
os primeiros finalistas, mas não chegou a seleção final. Em compensação
na Mostra Internacional de São Paulo levou o prêmio da critica dentre
uma serie de outras premiações: prêmio do público e crítica do Festival
de Atenas, Cinequest San Jose Melhor filme dramático, Cottbus (público),
Fribourg (público), Karlovy Vary (ecumênico e Cristal de Ouro,
Kinoshock (fotografia e grande prêmio),Luxor (prêmio especial do júri),
Minsk (fotografia), 4 prêmios em Montpellier, Palm Springs , Split
(grande prêmio), Tetouan (especial do júri), Trieste (público), Terra de
Siena (Prêmio do festival).
Na verdade, este filme me deixou com a
pulga atrás da orelha tentando lembrar que outro (ou outros)
semelhantes já tinha assistido, com a mesma ideia da ilha de aluvião e
por isso de pouca duração. Não o acho melhor do que uma das obras primas
absolutas de minha juventude que foi A Ilha Nua de Kaneto Shindo.
E de fato fiquei desapontado ao saber detalhes das filmagens. Quando
não conseguiram real para o filme (procuraram por dois anos e levaram 4
para rodar) resolveram criar uma artificial num lago de reservatório
onde eles tinham todo o controle da água. Muito pouco falado, só vai se
ouvir a primeira palavra depois de vinte minutos. Não verdade não senti
falta, tudo se explica visualmente. Também decidiram cortar a ideia de
que não ilha haveria vida animal selvagem (apenas o cerco foi usado
porque já estava moribundo).
Enfim, esta é a história de um velho
camponês que na fronteira entre a Geórgia e o Abaquistão, resolve
aproveitar que por certo tempo o rio cria ilhas de aluvião onde é
possível se fazer plantações, no caso de Milho. Com dificuldade e com a
ajuda de uma garota jovem sua filha luta para conseguir a colheita, mas
surge complicações por causa de um fugitivo da lei, a que dão abrigo e
que naturalmente (outro velho clichê do cinema) quer ter caso com a
menina. Dali em diante, tudo continua a ser previsível. Não é
especialmente comovente, a fotografia não me pareceu tão esplêndida
assim. Pode impressionar os incautos e menos informados.
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