quinta-feira, 19 de maio de 2016

X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse)


EUA, 16. 144 min. Direção de Bryan Singer. Roteiro de Simon Kinberg, Singer, Dan Harris, Michael Dougherty. Com Michael Fassbender, James McAvoy, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult, Oscar Isaac (como En Sabah Nur), Rose Byrne, Evan Peters (Quicksilver), John Hellman, Sophie Turner (como Jean Grey), Ty Sheridan, Lucas Till, Kodi Smit McPhee, Alexandra Shipp (como Storm), Ben Hardy, Olivia Munn (como Psylocke), Ally Sheedy (professora de Scott), Stan e Joannie Lee.

Tenho uma especial simpatia pelos personagens de X-Men, que sempre considerei mais profundos e inteligentes que outros companheiros seus da mesma Marvel. Mas deve ser mero gosto, porque pela quarta vez sob a direção de Bryan Singer numa franquia que já existe há 16 anos desde 2000. Na verdade embora não tenho qualquer sentimento especial sobre seu trabalho, ele aparenta estar mais maduro e sabe melhor resolver as cenas de ação e efeitos especiais (que aqui por sinal existem em profusão!). Até porque não se contentam em colocar amigos apenas em lados opostos de conflitos, mas lidam com assuntos mais sérios e importantes, que vão desde o Holocausto de judeus, a infiltração de políticos e militares que insistem em interferir com os mutantes, ou aqueles que são diferentes, permitindo assim abrir um mundo de interpretações. Qualquer um de nós que fugir das regras cardeais, somos de certa forma próximo deles. Ou seja, o status social só admite aquele que for igual a maioria! Vai ver que é por isso que eu aprecio mais este heróis que tem ambições e propostas maiores e mais profundas do que o super herói de rotina.

 E desta vez vão ligar logo com o temido e tão falado Apocalipse, começando com imagens alucinantes daquele que é o grande vilão do filme e quadrinhos, que é aquele chamado de Em Sabar Nur (mas podem chamá-lo de Apocalipse!). Embora realmente pareça um pouco um remanescente do Blue Man Group e tenha ficado hibernando 5.600 anos. É interpretado por um convincente mas irreconhecível Oscar Isaac, ator guatemalteco, hoje famoso depois de Inside Lwelyn Davis, do Irmão Coen, 13, Star Wars o Despertar da Força, 15, Ex-Machina, 15, O Ano Mais Violento, 14, e a série de TV Show Me a Hero, 15. O fato de estar quase irreconhecível não diminui sua presença, apesar de Michael Fassbender se reabilitar da bobagem que foi Steve Jobs e assume ser Magneto, complexo e contraditório. E também James MacAvoy tem o papel estelar na criação de um Professor Charles Xavier, já de cadeira de rodas, e com a maior responsabilidade na trama. Estamos tão acostumados ao estrelato e personalidade de Jennifer Lawrence, que ao retornar como Raven/Mystique deixa um pouco a desejar. Queria-se mais, ela merecia melhor. O que é compensado por um bando de novos mutantes, dentre os quais eu aprecio mais a Jean Grey jovem que foi importada de Game of Thrones onde ela é Sansa Stark. Ou então o ligeiríssimo Quicksilver ou Peter Maximoff (feito por Evan Peters revelado em Dias de um Futuro Esquecido), o sempre simpático Nicholas Hoult (Beast agora famoso depois do último Mad Max) e sem esquecer um famoso personagem que acaba não sendo creditado (mas teria a ver com a pequena sequência do final, que desta vez só vai aparecer bastante tarde, depois de todos os letreiros!). Mesmo assim não saiam logo do cinema, espere a intricada cena.

Curiosamente as reclamações dos críticos são semelhantes com as do atual Capitão América, ou seja, uma superprodução com esplêndidos mas exagerados efeitos visuais e trilha musical extravagante, mas que parece exagerar no excesso de personagens, gente demais, situações demais, parecendo reunir o máximo de mutantes possível. E quando Apocalipse quer se exibir se dá ao luxo de reunir todo o estoque de mísseis nucleares do mundo enviando-os para o espaço. Francamente não consigo compartilhar esse ponto de vista de que o filme é “too much” e peca pelo exagero. Assisti com interesse, envolvido com os personagens e sem um piscar de olhos. Será que acabei apenas um fã? Espero que não seja tão simples e banal, e que o X-Men tenha mesmo mais textura e mais algo a dizer do que outros do gênero.

7 comentários:

  1. Adorei, acabei de chegar da sessão e não entendi alguns críticos que falaram mal do filme, este filme sim é X-men, e é ponte para uma nova grandiosa história.

    ResponderExcluir
  2. Exatamente Rubens, fiquei com a mesma impressão.
    Já tinha lido sua crítica antes de assistí-lo ontem, e confesso que saí do cinema quase sem fôlego, principalmente motivado pela cena final (pós-créditos), que... Claro que não vou contar!
    Enfim, pra mim tá no TopFive dos filmes da Marvel.
    Será que virei fã também? Claro! Mas ainda com senso crítico o suficiente pra dizer que X Men sempre consegue me surpreender.

    ResponderExcluir
  3. Ótimo review. Foi como me senti também.

    ResponderExcluir
  4. Eu, como fã, gostei do filme, mas consigo entender as críticas negativas. Gostei muito da agilidade narrativa em alguns momentos, como nas cenas de ação, mas senti a falta de aprofundar o desenvolvimento de algumas questões apresentadas. Um exemplo é o Ciclope, que acaba de perder o irmão e simplesmente deixa de ser um bad boy, esquecendo a dor da perda em segundos... ou Magneto, tão amargurado pelo que acontece na primeira metade do filme e no final de tudo não consegue continuar a trazer essa carga dramática. São falhas do roteiro que o diretor simplesmente não conseguiu lidar. Entendo que o excesso de personagens prejudica aprofundar a história de todos (Fera, Psylocke, Anjo e suas trajetórias são meramente esqueciveis), então pq não trabalhar com uma equipe de atores mais enxuta? Enfim, o filme é lindo, enche os olhos dos fãs, mas te faz sair do cinema tão vazio que dez minutos depois você esquece a história do filme. Infelizmente, o mais fraco dessa nova trilogia. Dá pra se divertir bem vendo o filme, mas a qualidade de história esta à altura de X-Men 3

    ResponderExcluir
  5. Mais uma vez Rubens prova ser o melhor crítico de cinema desse país. Crítica inteligente e imparcial. Sou fanático por X-Men e seu fã também.

    ResponderExcluir