Inglaterra, 16. 110 min. Direção de Thea Sharrock. Com Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet McTeer, Vanessa Kirby, Jenna Coleman, Charles Dance, Brendan Coyle, Samantha Spiro, Matthew Lewis, Roteiro de JoJo Moyes baseado em Livro de sua autoria. Produção original New Line/MGM.
A estrela do filme Emilia Clarke naturalmente é famosa por Game of Thrones, onde faz Daenerys Targaryen, a mãe dos Dragões. E depois disso já fez mais dois filmes. Antes, esteve no mal sucedido O Exterminador do Futuro Genesis (onde não deixou maior impressão), o divertido A Recompensa com Jude Law, e o inédito aqui Spike Island, 12, sobre banda de rock.
Sam Claflin foi revelado na série Pilares da Terra, e chamado para Piratas do Caribe Navegando em Águas Perigosas (onde namorou a sereia), teve bom papel em Branca de Neve e o Caçador e a maior chance com a trilogia de Jogos Vorazes (entrou em Em Chamas, 13), esteve no fracasso O Caçador e a Rainha do Gelo e esta filmando My Cousin Rachel, com Rachel Weisz.
O elenco de apoio tem a excelente Janet McTeer (como a mãe do herói), indicada duas vezes ao Oscar (Livre para Amar, 99) e Albert Nobbs (11). Como marido dela, esta outra figura de Game of Thrones, Charles Dance (onde é Tywin Lannister). Gostei muito da jovem Jenna Coleman, que faz a irmã mais nova da heroína e pareceu encantadora. Fez muita TV (Doctor Who), mas em cinema se registra apenas Capitão America: O Primeiro Vingador, ou seja, só agora esta sendo descoberta. Também o filme deve ajudar muito a carreira do rapaz que faz o trainer, o australiano Stephen Peacocke (até agora sem destaque em tudo que fez).
Mas isso são detalhes queria enfatizar de novo que é um filme agradável de ver já que o espectador entra no filme esperando a crise. Acho que funciona muito bem a figura de Emila Clarke, que está completamente diferente do que na série de TV. Ela faz humor, sem cair exatamente na caricatura, mas perto. Ela é uma alegre e despreocupada desempregada de 27 anos, que tem que arranjar trabalho para ajudar a família em crise financeira e por isso com relutância aceita ser acompanhante do filho dos nobres locais, que sofreu um grave acidente (foi atropelado por moto e está paralisado numa cama, sofrendo muito e querendo morrer). Como a moça é alegre e efervescente (para não se dizer muito de suas roupas) aos poucos o vai conquistando, até mesmo os pais do rapaz na esperança de que ele melhore. O filme que nunca é surpreendente e segue direitinho os esquemas de outros romances do cinema, tem, porém, certo encanto (talvez porque seja um drama romântico feito em tom de comédia) e apesar dos pesares acaba funcionando. Francamente já vi coisas muito piores em dias de namorados. Chorar em cinema não faz mal a ninguém.
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