domingo, 15 de janeiro de 2017

La La Land – Cantando Estações (La La Land)


EUA, 2016. 128 min. Direção: Damien Chazelle. Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, Amiée Conn, Terry Walters, J. K. Simmons   

Parece que não há a menor dúvida de que o grande favorito para o Oscar deste ano  é mesmo o musical romântico La La Land (e que no Brasil ganhou como sempre um sub titulo horrível algo como Cantando Estações, não de trem ou ônibus mas suponho eu que se refira as estações do ano). Acabou de ganhar sete prêmios no Globo de Ouro, que é sempre uma boa indicação, embora seja musical tem outro favorito, o triste e bonito e político Moonlight.

Embora eu tenha alguns problemas com o filme a verdade é que até fiquei emocionado com a cena inicial do filme que foi recriada diante do hotel onde ocorreu o Globo do Ouro com a participação do apresentador Jimmy Fallon com astros famosos e novatos todos cantando e dançando como no filme, só que nele tudo sucede num congestionamento que  é típico da cidade de Los Angeles, onde há sempre esse problema com engarrafamento. Só que aqui eles começam a dançar na rua, em cima dos carros, alegres e felizes no que  é basicamente uma homenagem a cidade de onde tudo e possível ... Dai o nome ou apelido de La La La, algo como a terra do faz de conta onde tudo é uma fantasia.

O filme é um sonho do diretor chamado Damien Chazelle, um rapaz ainda muito novo que sonhava há anos fazer um filme assim, musical e romântico, diz ele que inspirado inclusive não só nos musicais de Hollywood como o lendário Cantando na Chuva, mas também naqueles franceses de Jacques Demy, em particular Os Guarda Chuvas de Cherbourg, e também outros onde a canção  é mais dita que cantada. O resultado é encantador e valorizado por uma direção de arte, incrível.
Não gosto tanto assim do fato da dupla de astros sejam cantores tão discretos, cantam baixo e para dentro. Mia  é uma pretendente a atriz que ainda não deu certo, a atriz  é Emma Stone, que veio de várias parcerias com Woody Allen e não é propriamente bonita, mas tem um ar alegre, agradável, dança com certa graça e interpreta com sinceridade. O seu romance  é com um musico de jazz não muito feliz com a carreira é vivido por Sebastian, que  é Ryan Gosling, que na verdade começou a carreira como ator juvenil e musical de televisão e hoje faz sucesso como figura misteriosa e sempre interessante. Os dois se conhecem, se sentem atraídos e dançam de forma adorável a música a Lovely Night numa noite numa rua de Los Angeles.

Mas todo o filme na verdade  é uma homenagem a Los Angeles em diversas formas, por exemplo a James Dean, porque o casal vai até ao Griffith Observatory e Samuel Oschin chegando mesmo a dançar com as estrelas. Depois Los Angeles, que é famosa por suas piscinas, faz jus a isso numa festa em Encino, lembrando as piscinas famosas do pintor David Hockney. Passeia de carro e também Mia testa uma peça de teatro num antigo cinema chamado Rialto, que existe até hoje em South Pasadena (ainda que fechado só para eventos privados). O Lighthouse Cafe que fica no Hermosa Pier, o Van Beek Studios, o clube de jazz favorito do protagonista que serviria tapas e samba nunca existiu. Em vez disso havia lá um estúdio de gravação aonde Barbra Streisand gravou seus discos mais famosos. Nem é preciso dizer que o filme será uma nova atração turística da cidade... E temos ainda algumas imagens de Ingrid Bergman, estrela de Casablanca, À Meia Luz, Anastasia, Assassinato no Orient Express mas as referencias diretas tiveram que ser cortadas e só devem aparecer no futuro DVD/Blu-ray. Nem  é preciso dizer que Ingrid continua linda...

Reclamo de mais coisas como o final já longo, que se estica sem necessidade e poderia ter maior impacto. Não é um musical perfeito, mas é para se assistir com o coração, a saudade, sorrisos e uma pontinha de lágrima.

20 comentários:

  1. Embora não tenha assistido o La La Land, concordo com vc sobre a Emma Stone, confirmei q ela não e bonita, embora tenha um ar jovial e uma semelhança com a Dorothy Malone, q tinha uns olhos enormes , embora esta parece q vem como força, detonando Hollywood como um lugar machista.A uma carência de atrizes realmente bonitas nos mercados cinematográficos como os anos 40 e 50, onde celetivas beldades representavam o sonho americano.Hoje assisto atrizes opacas emergentes como:Alicia Vikanker, Michelle Williams, Jessica Chainstan, Naomi Watts, Reese Whisterperson, Kristen Stewart entre outras, ocupando a vácuo os lugares das deusas ou atrizes meteóricas das nossas saudosas e inigualaveis representantes .








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    1. Correção seletivas beldades.

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    2. ... fiquei encantada com La La Land: não achei que a dupla se sairia tão bem na telona em CinemaScope. Chazelle homenageou p cinema com seus planos-sequencia interessantíssimos, com cenografia e figurino atemporais ( era LA em que década?)...

      Vi o filme tantas filmes que percebi ateh alguns erros de continuidade...

      Acho que Lá Lá Land joga um pouco de luz sobre o Oscar num momento tão delicado para o mundo, em que sonhar e tentar realizar isto eh encontrar desordem, ainda que colorida e cantante.

      #LA Los Angeles Land meu favorito!!

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  7. Em minha opinião é um filme super valorizado. Melhor isso, melhor aquilo, é mais um filme de Hollywood falando de Hollywood, não tem como não agradar a critica americana e a academia em geral. Eu já vi isso acontecer e está na hora do Oscar e demais premiações repensarem como as coisas, hoje não dá mais para colocar no mesmo balaio um filme de ficção, musical, drama, suspense no mesmo balaio e dizer "The Oscar goes to...." São produções, conceitos e técnicas de filmagem tão distintos que fica muito difícil em dizer qual é o melhor. Até os anos 80 as produções em geral tinha uma linearidade em como se fazer hoje não dá para dizer isso... Para encerrar o comentário, ultimamente acho mais interessante as premiações dos sindicatos que dividem os filmes em diferentes categorias que o generalizado Oscar.

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    1. "hoje não dá mais para colocar no mesmo balaio um filme de ficção, musical, drama, suspense no mesmo balaio e dizer "The Oscar goes to...." São produções, conceitos e técnicas de filmagem tão distintos que fica muito difícil em dizer qual é o melhor." Concordo plenamente com sua observação!

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  8. Depois daquela polêmica do ano passado com o "Oscar so white" aposto que este ano a academia vai fazer alguma compensação,nao vi ainda Moonlight mais pelo que li sobre ele imagino que possa dividir as atenções com Cantando Estações,que achei simpático mas nada de mais .

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  9. Um filme apenas simpatico um pouco longo e sem nehuma canção que impressione.Uma certa decepção com o diretor do super vibrante Whiplash.

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  10. Me identifico muito com suas publicações e Estou sentindo falta de críticas de mais filmes. Tenho percebido que diminuiram muito. Espero que volte como antes! Um abraço!

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  11. Como eu gosto de músicais e gosto muito da Emma Stone, sei que vou gostar deste filme.

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  12. Caro Rubens, críticas sempre tem uma opinião pessoal, senão seriam sinopses simplesmente, e apesar de admirar muito e a muitos anos seus comentários, obviamente não concordo com muitos deles. Porém dessa vez concordo quase que inteiramente. O filme é sim uma grande homenagem a Los Angeles e a Hollywood e particularmente, não vejo nada de errado nisso. A Hollywood homenageada é a da época dos Grandes Estúdios e quem já viu muitos filmes dessa época vai, aos poucos, sendo cativado pelas inúmeras referências do filme. Mas concordo com quem, principalmente os mais jovens e que estão acostumados com outra forma de filme, achou chato e sem graça. Musicais, de um modo geral você não gosta simplesmente. Ou adora ou detesta. Não sei se é um filme para tantos Globos de Ouro, até porque não vi os demais concorrentes, mas tem muitas qualidades e que acabam superando os defeitos. Apenas para discordar de você, achei o final do filme simplesmente lindo.

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    1. realmente, o final de "La La Land" é encantador. Assisti ao filme três vezes e chorei em todas as três. Cena final belíssima!

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  13. Meu caro Edwaldo Filho.

    Você é um dos melhores críticos de cinema. Aprecio todas as suas críticas, pois também faço crítica de cinema. Tenho bagagem, já assisti mais de 3.000 filmes (tenho 84 anos de vida e outros tantos como cinéfilo!). LA LA LAND - é um filme maravilhoso, empatando sem dúvida com DANÇANDO NA CHUVA, com Geny Kelly sapateando na chuva (e ele estava febril nas filmagens!), Debbie Reynolds e o também fantástco Donald O'Cooner, todos falecidos. Ora pois, pois, meu Amigo, o filme LA LA LAND não tem defeito. É simplesmemte fantástico. Agora sãos atores dançando nas nuves, tocando as estrelas. Se não emplacar o Oscar será a maior das injustiças! Emma Stone está linda no papel e Ryan Gosling me surpreendeu, é um ator notável, sua performance é incrível. Nem sabia eu que ele dançava e tocava piano (Sebastian, referência a Bach?). Incrível, é um filme para ficar guardado em nossos corações!!! Sobretudo nos tempos desastrosos em que vivemos. QUOD AD DEMONSTRANDUM - é o que tenho a dizer!
    Murilo Moreira Veras
    cdletras@gmail.com
    blog: caminhodasletras.com .br

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    1. Concordo com cada palavra do seu comentário, sobretudo o que é dito no final: "Incrível, é um filme para ficar guardado em nossos corações!!! Sobretudo nos tempos desastrosos em que vivemos". Perder o prêmio de melhor filme para o sombrio "Moonlight" foi uma das maiores injustiças da história do Oscar.

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