quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Extraordinário (Wonder)


Extraordinário (Wonder)
EUA, 2017. 1h53min. Direção de Stephen Chbosky . Baseado em livro de (mulher) R.J.Palacio com roteiro de Chbosky, Steven Conrad, Jack Thorne. Com Julia Roberts, Owen Wilson, o menino Jacob Tremblay, Sonia Braga, Izabela Vidovic, Mandy Patinkin, o garoto Noah Jurpe (de Suburbicon), trilha musical do brasileiro Marcelo Zarvos (paulistano, autor de Fences Um Limite Entre Nós, e mais 70 créditos nos EUA entre trilhas de filmes e séries de TV).

Nesse mundo caótico e trágico em que vivemos, nós e o resto dos outros países, até que é uma boa ideia finalmente fazerem um filme positivo de boas intenções e lições, que vem de um “Best-seller” norte-americano de muito sucesso que virou um filme de êxito também de bilheteria (atualmente 88 milhões de dólares) e que Julia Roberts insistiu em estrelar. É uma coisa muito rara hoje em dia discutir e apresentar situações humanas verdadeiras, procurar soluções para a educação nas escolas não apenas no hoje indefectível “Bulling”, mas principalmente para as crianças que por acaso são frutos de alguma doença que as deixou limitadas e sem possibilidade de serem ditas normais (neste caso porque teve seu rosto deformado), bastante assustador de tal forma que ela usa no rosto uma máscara de astronauta.

É curioso que o diretor deste filme Stephen Chobsky fez sucesso antes como escritor e dirigiu um filme autobiográfico muito talentoso chamado As Vantagens de Ser Invisível (que revelou o Ezra Miller, atualmente o Flash de Liga da Justiça). Mas Stephen também foi roteirista do musical Rent, do filme da Disney A Bela e a Fera, e do próximo, Prince Charming! Entre as grandes sacadas neste filme foi ter escolhida a nossa querida Sonia Braga, para uma pequena cena de poucas palavras como a avó da irmã do menino. Ela tem credito nos letreiros e até posters, e se sai muito bem, fazendo com ternura um pequeno momento.

Foi uma das razões porque gostei tanto do filme (que ao contrário de certos brasileiros realizam filmes sobre escolas e crises de educação mostrando tudo de forma grosseira e suicida). Achei interessante também aqui resistirem mostrar a figura do menino protagonista, chamado de Auggie sem facilitar o rosto que ele tem deformado (quem faz o papel é o menino de bela aparência na vida real, Jacob Tremblay talentoso e que ficou famoso no filme O Quarto de Jacob, 15). Desta vez tem uma aparência estranha que esconde uma inteligência muito grande. Quem procura trazer algum humor é Owen Wilson, no papel do pai enquanto Julia Roberts procura inclusive envelhecer com maquiagem para não cair em exageros como a mãe Isabel. Há também outra figura interessante que é a irmã mais velha dele e que por isso sofre mais na parte social na escola (não conhecia a encantadora Izabela Vidovic, apesar de já ter carreira longa em séries).

A história basicamente é uma lição de vida de como sobreviver numa escola (e quem tem uma participação segura é o Mandy Patinkin, de Yentl). Mas é positivo, cheio de amor e esperança. Não é possível que não haja pessoas ocupados demais com as compras de Natal para prestigiá-lo.

4 comentários:

  1. "...Julia Roberts insistiu em estrelar...."
    A pessoa realmente acha que participando de uma filme sobre bullying como a mãe protetora,vai redimir todas as crueldades que ela fez com a irmã na vida real.
    Não importa se a pessoa é rica e famosa,se ela é um lixo de ser humano.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. O filme que revelou o talentoso Jacob Tremblay chama O quarto de Jack não de Jacob conforme publicado na resenha. Espero que o ator mirim consiga fazer a difícil transição para a fase adulta com maturidade!!! A principio achei o filme extraordinário com o perdão do trocadilho!!!

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  4. Achei um roteiro fraco, abusando das ceninhas lacrimosas e não criando um personagem forte ou tão empático. Ele ganha um amigo pq passa cola pra ele (moralmente pobre, ele poderia ter ajudado o rapaz a estudar e depois ele iria bem), e depois disso todo mundo vai ficando amigo dele sem que ele faça nada de marcante pra isso, só pq o roteiro pedia. E óbvio que ele, sem tb fazer muito esforço, conquista a todos e os dois prêmios a que tinha direito (nessa abusaram, bastava um). Muito forçado, com cenas padrão novelão mexicano.

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