O Primeiro Homem (First Man)
Fui assistir para tirar as dúvidas ao filme, agora em IMAX (mas não 3D) numa sala quase vazia que acabou sendo uma das experiências mais irritantes e equivocadas do cinema atual. Agora já se sabe que se tornou um enorme fracasso de bilheteria em toda parte (embora o assustador tenha sido justamente o fato de que antes de sua estreia, havia sido celebrado como um clássico e que certamente seria um dos filmes mais importantes do Oscar deste ano, até porque os realizadores do projeto foram não apenas Steven Spielberg (seu estúdio tradicional é co-produtor!), mas principalmente cometeram o erro de achar que o relativamente novato Damien Chazelle (Oscar de direção por La La Land) seria a pessoa adequada com uma narrativa ousada e confusa, de tal maneira que um amigo presente fez questão de descrever o filme “como o pior que ele já viu em toda sua vida”. Realmente é um caso trágico de equívoco metido a besta, de quem parecia estar cansado de narrar uma história mais convencional revelando também como os críticos (os norte-americanos em particular) conseguem ser cegos e tolos, adorando exagerar aquilo que não entenderam (e vai ser difícil salvar a carreira do pretensioso Chazelle, que parecia promissor!).
Mas esqueceu do básico. Para se contar uma história é preciso antes de tudo um elenco certo, e a maior parte dos atores coadjuvantes são mostrados ou em cenas curtas e mini-diálogos, de tal maneira que quase todos mal são identificados (uma boa maneira de se ter um modelo para o gênero é o divertido e político, Estrelas Além do Tempo, que tinha certa semelhança mas era muito melhor!). A má interpretação se estende também ao protagonista Ryan Gosling (curiosamente várias pessoas vieram a mim para criticá-lo, com sua aparência mal humorada, tediosa e chegando mesmo a considerá-lo incapaz de viver um herói ou galã!). E olha que ele faz um protagonista fundamental na história, o real Neil Armstrong (nada a ver com ele em aparência embora pode ser que tenha sido uma pessoa igualmente mal humorada, já que o protagonista passa o tempo todo irritado, trata mal a esposa e principalmente os coitados dos filhos demonstrando ser um dos heróis mais chatos e inconvenientes que já vi em filme comercial de ação!). A exceção ao menos é a britânica Claire Foy, que consegue ao menos na parte final passar certa sensibilidade (nem por isso deixou de ser mal fotografada, sem maquiagem, com marcas no rosto e muita sarda! Parece que o iluminador tinha raiva dela!).
Mas isso tudo é de menos já que o problema da história (e também o titulo infeliz) é que se trataria de um momento épico na vida do governo norte-americano, onde várias vidas são sacrificadas (também de maneira passageira e desrespeitosa). Neil começa chato e termina antipático enquanto a narrativa escolhida pelo autor é uma sucessão de planos fechados, mostrando explosões e closes estonteantes que são uma tortura para o espectador. Não poderiam ser mais bombásticos, mais explícitos, com personagens em super closes, exagerados e explosivos. E no final quando se espera alguma surpresa, algum momento mais original da chegada na Lua, nem assim se dão ao trabalho de respeitar a sensibilidade do espectador. É certamente o filme mais desagradável e barulhento e equivocado e confuso que já vimos em todos os tempos. Sem dúvida, se tornará um dos grandes desastres do cinema. E Sr. Spielberg, o que o senhor tem para justificar tanta baboseira?

Eu assisti O Primeiro Homem, e não senti tudo isso,de ruim. Chazelle nunca me convenceu com tanta notoriedade pelo La La Land, ate pq foi uma mescla dos Guarda Chuvas do Amor com Paris 36.Ryan Gosling não lembra o Neil Armstrong fisicamente q era um tipico americano de sua época,q nunca teve posicionamento de herói ou celebridade.Os três astronautas sempre em trio, como forma de igualdade e alguns sigilos por parte da Nasa.O filme foi um fracasso pq não tem representatividade p uma geração q cresceu e cansou das fantasias galáxias. O Primeiro Homem teria q ser feito de qualquer maneira.
ResponderExcluirPara mim foi um excelente filme, acho que você está enxergando muitos problemas onde não tem. Rubens acompanho há mais de 20 anos tuas análises e livros sobre cinema, sempre muito fã do teu trabalho, e dessa vez discordo muito da tua análise. Você parece querer ver um outro tipo de filme que não é o caso deste. Você crítica até a iluminação no rosto da atriz, ué, não pode retratar atriz como uma mulher gente da gente? O senso de realismo do filme é excelente. Assisti um documentário com um dos astronautas, que no caso foi o último a pisar na Lua na última missão Apollo 17, Eugene Cernan, falecido no ano passado, e ele fala que umas das características que os fizerem ser escolhidos era o fato deles serem pessoas frias, (uma "qualidade" devido o teor perigoso da missão e o desapego necessário da família, e ele comenta que lamenta muito por ter sido um mal pai, sempre ausente, distante, focado durante anos num projeto de uma missão que poderia nunca ter dado certo). O que o filme do Chazelle mostra bem é o lado nada "heróico" da coisa. Esse documentário se chama O Último Homem na Lua e tem disponível na Netflix, e mostra várias situações que aparecem no filme do Chazelle, quase um copie e cole. Até os áudios reais das pessoas da época gravadas via rádio foram usadas na sonoplastia do filme.
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ExcluirFazendo um complemento, podemos divergir em opinião, é natural, mas também não acredito que o filme mereça apenas uma estrela. Lendo um comentário a abaixo me veio um questionamento, Rubens foi você mesmo quem escreveu essa crítica? Não me parece que foi você.
ExcluirRubens, com todo o respeito: o senhor anda muito chato e amargo ultimamente...
ResponderExcluirÉ por críticas como essa que não dá mais levar o REF a sério. Análise amadora, quase juvenil. Lamentável.
ResponderExcluirGente, relaxa! Quem escreveu isso foi GW dele. O estilo de escrita é de outra pessoa. Vocês acham mesmo que é ele quem escreve todas as críticas? Vocês são bem ingênuos hein kkkkkk
ResponderExcluirSei não. Acompanho o REF desde os tempos dos guias da antiga revista Video News, e ele sempre teve essa mania - agora ainda mais - de falar mal de um filme por causa do seu fraco desempenho nas bilheterias (como se isso fosse um elemento intrínseco ao filme) ou criticar o desempenho de um ator pela sua estética (os olhos muito juntos do ator do "Deaddpool" e agora as sardas da Claire Foy). Sem comentários, né?
ExcluirEu sempre fui uma admiradora do REF,pq ele é um crítico nato,e dos mais antigos,e fui favorável a sua continuidade na TNT na próximo apresentação do Oscar.Porem ele já da sinais de cansaço com a maratona de assistir e escrever críticas de filmes p Imprensa.Ele ja vem pegando pesado em artistas como: Penelope Cruz;Frances McDormand,Casey Affleck,Eddie Redmayne;Alicia Vikanker; Michele Williams;Saoirse Ronan entre outros novatos.
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ExcluirRubens,
ResponderExcluirAcompanho seu trabalho a décadas... e essa crítica não foi escrita por você !!!
“ E Sr. Spielberg, o que o senhor tem para justificar tanta baboseira? “