A Rota Selvagem (Lean on Pete)
EUA, 2017. 121min. Direção de Andrew Haigh. Roteiro de Haigh baseado em livro de Willy Vlautin Com Charlie Plummer, Travis Fimmel, Amy Selmetz, Steve Buscemi, Chloe Sevigny, Dennis Fitzpatrick, Steve Zahn.
Francamente esta continua a ser uma temporada infeliz para se ir as salas de cinema o que na verdade é uma velha tradição, quando se esperam os filmes do Oscar do Natal em diante, e parece descarregar com produções medíocres e de origem duvidosa. Mas aqui está um caso mais raro, e que vem abençoado por boa repercussão. No caso, o diretor Haigh é britânico e embora desconhecido por aqui têm alguns bons créditos (como o humano “45 anos” com Charlotte Rampling, que foi indicado ao Oscar, dirigiu o telefilme gay chamado Looking (o filme), e fez outro também do gênero que não passou aqui (Weekend) e Greek Peek (também sobre o mesmo tema). E este filme teve uma honra de passar nos Festivais de Toronto e também Veneza onde o premio foi para o jovem ator Charlie Plummer (ele pode ser conhecido porque fez o papel do garoto sequestrado de Todo o Dinheiro do Mundo onde fez o papel Paul Getty, e tem já uma carreira bem longa (esteve entre os que passaram aqui O Jantar, a série Boardwalk Empire, Música e Rebeldia).
O filme também traz no elenco nomes mais famosos como o australiano Travis Fimmel (mais famoso por séries de TV como Os Vikings e Warcraft alem do Tarzan da TV). E dois atores de prestígio como Steve Buscemi e Chloe Sevigny. O filme apresenta a paisagem rural de estados fotogênicos (Oregon, Idaho, Wyoming) e, o mais curioso de tudo, fez carreira em praticamente toda parte, com respeito da critica. Ou seja, é uma história respeitável sobre um drama eqüino e uma aventura de um jovem. Charley, tem 15 anos e nas férias vai para Portland com seu complicado pai (Travis), mas encontra um veterano criador (Buscemi) que lhe oferece trabalho no estábulo. Vai aprendendo a cuidar de cavalos, do lado triste do negócio (os cavalos que não podem mais correr, são vendidos como comida no México!). O que provoca uma reação e deverá tocar os espectadores. Apesar dos elogios da crítica no exterior, o filme acabou fracassando em bilheteria, mal ultrapassando um milhão de dólares de bilheteria. O que acaba sendo uma pena...
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