Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame)
EUA, 2019. 182 min. Diretores: Anthony Russo, Joe Russo. Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely. Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Danai Gurira, Bradley Cooper, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Benedict Wong, Tessa Thompson, Josh Brolin, Tilda Swinton, Robert Redford.
No meu caso em especial, fiquei decepcionado com outras aventuras recentes bem mais frágeis (inclusive tecnicamente, além de elenco e personagens de segundo time!). Por isso é muito curioso e interessante, até quando os fãs chegaram ao equivalente da Mitologia grega ao ponto de realizarem um filme suntuoso de 3 horas, que consegue reunir um grupo enorme de personagens recentes da Marvel, no que veio a ser a luta pela sobrevivência de todo um universo! Ainda mais sombrio de que casos anteriores que não teve medo de se tornar o complexo mais profundo (indo em busca de roteiros de Christopher Markus e Stepheen McFeely) de situações mais complexas e interessantes, por vezes sombrias, mas também aproveitando momentos cômicos de figuras como Robert Downey Jr (não esqueçam Infinity War e a renda de 2.048 bilhões de renda pelo mundo afora). Ou então Thanos dizimando a população enquanto figuras como a recente Brie Larson, a capitã Marvel, tem outras ambições. Isso já vai deixando o risco da saga, de que alguma maneira irá explodir num reencontro de veteranos como IronMan, Capitão América/Chris Evans, ou Chris Hernsworth.
O fato é que há muita ação e momentos de confronto, desta vez com maior ousadia e profundidade do que as anteriores, onde os heróis que nós nos acostumamos a gostar. Só que os próprios fãs são os primeiros que perceberam que eles se tornaram mais humanos e dimensionais, como Thor e Capitão América. E os espectadores já se manifestaram sobre o Bruce Banner de Mark Ruffalo, talvez porque o ator tem enorme e natural empatia. Ou melhor dizendo humor, acentuado não só pelos roteiristas, mas também os diretores Anthony e Joe Russo. Que souberam melhor do que costume, controlar a narrativa e a ação.
Não tenham dúvida que este é o tipo de aventura que assistir uma única vez não é suficiente. Já se pode chamar até de clássico, ao mesmo tempo em que se reconhece o talento da dupla de diretores, que sabe conduzir e conquistar o prazer do espectador. Mesmo assim tem gente prevenindo que este filme não tem a mortalidade de um Game of Thrones, de forma que for possível melhor explorar a figura dos heróis. Sim, há batalhas violentas, mas não excessivas, alguma mortes, mas também se conserva Downey/Ruffalo, Hemsworth, Brolin e Paul Rudd como o Ant Man. E como advertiram os jornalistas americanos, tem um lado de fim de certas histórias e personagens, mas também a criação de novas figuras que irão desenvolver e se multiplicar.
Vingadores – O Fim do Jogo
Por Adilson de Carvalho Santos
Quando o primeiro trailer de “Vingadores Ultimato” foi
divulgado, este tornou-se o primeiro a alcançar 1000 likes em menos de 4 horas
no You Tube. Também obteve visualização recorde, com mais de 289 milhões,
superando o filme anterior da franquia “Vingadores Guerra Infinita”. Não resta
dúvida que tais números servem de termômetro para a chegada do filme que serve
de ápice a um planejamento cuidadoso iniciado há 11 anos, e depois de 21 filmes
que prepararam o público, incluindo os que nunca leram um quadrinho, mas que
passaram a admirar o universo desses heróis.
Os heróis Marvel já vinham colecionando bons momentos nos
cinemas no início dos anos 2000 com o sucesso do “Homem Aranha” de Sam Raimi
pela Sony, e dos “X Men” pela Fox, mas criar um universo compartilhado, subdividido
em fases, ao longo de todo esse tempo, foi uma aposta audaciosa dos estúdios
Marvel. A cada cena pós-crédito o público vibrava com os desdobramentos que se
seguiram a partir de “Homem de Ferro” (Iron Man) de 2008, que inclusive reascendeu
a carreira de Robert Downey Jr, hoje figura central nas aventuras dos
Vingadores.
O primeiro filme da equipe, chamada nos quadrinhos de “os
maiores heróis do mundo”, chegou às telas em 2012 depois de filmes solos bem-sucedidos
com Thor, Capitão América e Homem de Ferro; assim como aconteceu quando Stan
Lee inovou a nona arte lançando esses personagens ao longo da década de 60, e
depois reunindo-os em uma equipe de pesos pesados para enfrentar a ameaça de
Loki, o meio-irmão de Thor. O grande vilão Thanos só viria a surgir em 1973,
criado não por Lee, mas pelo autor norte-americano Jim Starlin, que o concebeu
como um personagem menor na revista “Iron Man” #55. Starlin desenvolveu as
origens e motivações de Thanos ao longo dos anos seguintes confrontando-o com
outros heróis como “Homem Aranha”, “Quarteto Fantástico” e “Capitão Marvel” até
finalmente envolver os Vingadores. Nos quadrinhos, a derrota de Thanos veio nas
mãos de Adam Warlock, um ser artificial criado por cientistas renegados.
No cinema Thanos ficou um longo tempo como um observador
oculto nos bastidores tramando se apoderar das jóias do infinito. Joss Whedon
dirigiu o filme dos Vingadores e sua sequência “Vingadores: A Era de Ultron”, de
2015 onde os heróis enfrentam o robô Ultron, criado nos quadrinhos em 1968 por
Roy Thomas e John Buscema. O vilão foi uma experiência frankensteniana do Dr.Hank
Pym, mergulhado em complexo de Édipo. No filme, no entanto, essa essência se
perdeu, e o personagem foi resumido a uma criação mal-sucedida de Tony Stark.
Nesse meio tempo, a Marvel teve seus altos e baixos:
Aproveitou bem personagens menos conhecidos como “Guardiões da Galáxia” (2014 e
2017) e “Homem Formiga” (2015 e 2018), cada qual com características próprias
funcionando perfeitamente, vistos isolados ou como parte de um plano maior.
Mesmo com sucesso comercial nem tudo funcionou com perfeição na passagem das
hqs para as telas: o vilão Mandarim foi mal aproveitado em “Homem de Ferro 3”
(2012) , e o Hulk foi reduzido a coadjuvante da luxo nos filmes sem
protagonizar uma aventura solo à altura de décadas de excelentes histórias,
apesar de duas tentativas em 2003 e 2008.
Contrabalançando tudo os resultados foram triufantes em “Capitão
América Soldado Invernal” (2014) e “Capitão América Guerra Civil” (2016),
flertando com tramas conspiratórias e de espionagem que mostram que o gênero
podia ter um conteúdo além da simplória luta entre o bem e o mal. Os filmes da
Marvel acertaram em buscar representatividade e lançaram “Pantera Negra” (2018)
e “Capitã Marvel” (2019), explorando valores que já eram diferenciais quando
Stan Lee deu vida a todo um universo, e o fez com talentos do quilate de Jack
Kirby, John Buscema, Jim Steranko, Roy Thomas, Len Wein, Don Heck, Steve
Englehart, Steve Dikto entre outros. O produtor Kevin Fiege, o homem forte do
estúdio, conseguiu trazer o Homem Aranha para os filmes compartilhados, fez do
“Dr.Estranho” (2017) um sucesso explorando elementos místicos em um contexto em
que a linguagem da ficção cientifica trata de universos, dimensões paralelas e
alienígenas. Personagens como Nick Fury (Samuel L.Jackson), Viúva Negra
(Scarlett Johanson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e outros tornaram-se
conhecidos pelo público em geral, não apenas pelos aficionados, que se importam
com o destino dos personagens.
Com “Guerra Infinita”
ano passado, a Marvel reuniu um multi-elenco de mais de 30 personagens desfilando
pela tela em uma história apocalíptica. Resta saber como os heróis
sobreviventes reagirão ao estalar de dedos que, há um ano, vem criando uma gigantesca
expectativa, fazendo fãs evitarem spoilers com o mesmo empenho com o qual vem
acompanhando passo a passo a jornada desses heróis, uma verdadeira odisseia que
se transformou em objeto de adoração e culto na cultura pop, ícones de um
moderna mitologia que começou, na verdade, quando Stan Lee – imaginamos – disse
algo como “Tenho uma ideia!” Assim se fez a luz, com papel e nanquim e agora em
cenas digitais de um jogo que não chega exatamente a um fim, mas a um novo começo.
Filmes desses gêneros não me contagiam de verdade.Puro show pirotécnicos de mentiras.
ResponderExcluira gramática morreu aqui, palavras faltando, frases sem sentido, copiado, traduzido e colado pelo google? nada sobre o filme no fim das contas.
ResponderExcluir"ant-man"? "iron-man"? nem se deu ao trabalho de pesquisar?
esses 74 anos estão pesando...
Bem observado. O texto do Rubens tem estado horrivel. Agora há pouco lí a frase "ela faz a esposa do marido que trabalha...". Esposa do marido ?? E não é de hoje não. Faz tempo isso.
ExcluirApenas a existência de um filme desta escala, já seria um marco na história do cinema. Independente de gostar ou não do gênero, nunca houve algo parecido, uma série de mais de vinte filmes culminando em um evento tão grandioso. E discordo do amigo que falou que é "entretenimento, simplesmente." O filme inicia e termina com cenas intimistas. Foram anos nos apresentando os arcos de cada um dos personagens, nos fazendo compreendê-los, gostar e nos importar com deles. Personagens que foram mudando sua forma de ver o mundo radicalmente com o passar dos filmes (Capitão América inicia como um marionete do governo americano e termina como um lutador renegado, etc). Então, além de ser, sim, um espetacular entretenimento (e isso em si nunca foi um defeito, visto que causar emoções é algo inerente à arte), também são filmes com grande foco nos personagens e abordagens de temas atualíssimos (diversidade, liberdade x segurança, representatividade, entre outros), o que os diferencia de outros exemplares de super-herois que são apenas pretexto para pauleiras e efeitos especiais gratuitos, como um Esquadrão Suicida da vida. Então, concordo 100% com a cotação do Rúbens e talvez daqui a uns anos se perceba ainda mais o quão espetacular foi este processo desenvolvido pela Marvel Studios e que culminou neste fabuloso Vingadores: Ultimato.
ExcluirFilmaço...
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