quarta-feira, 30 de maio de 2018

Na Netflix: Cargo (Idem)


Cargo (Idem)
Austrália, 18. 1h45. Direção de Ben Howling, Yolanda Ramke (também roteirista). Com Martin Freeman, Susie Porter, Caren Pistorius, Anthony Hayes, Kris McQuade, David Gulpillil.

Esta é a primeira produção australiana da Netflix que é uma extensão de filme mais curto sobre o mesmo tema de 2013, que fez muito sucesso no You Tube local. A principal atração é o excelente ator britânico Freeman (famoso como Hobbit, o Dr. Watson da série de TV britânica Sherlock Holmes e muitos filmes como Guia dos Mochileiros da Galáxia, Pantera Negra, Capitão América Guerra Civil, Chumbo Grosso etc.). Desta vez numa interpretação muito dramática e muito auxiliado por um bebê muito pequeno e excelente intérprete, a menina Simone. Embora o filme conte a história de uma misteriosa pandemia que espalha por toda a Austrália, no fundo não tem muito a ver com zumbis. O herói foge com a família numa barcaça, mas aos poucos passa a ser perseguida pela ameaça da doença, encontrando outras vítimas quase todas bem intencionadas, embora a maior intenção dos autores seja ressaltar a participação dos nativos australianos, incluindo participação do mais famoso ator dessa comunidade chamado David Gulpillil. Ou seja, é mais um thriller de suspense do que uma história de terror. Mostrando que os chamados “virals” são simbólicos da poluição do mundo dito civilizado do Oeste e tentou lutar pelo respeito pela Terra. Rodado em cinco semanas em locações, o filme enfrentou tempestades, blackout, enchentes e até um mini ciclone. A trilha musical foi composta por Daniel Rankine e Dr. G.Yunipingy (mas este faleceu durante a produção e o resultado foi dedicado a ele). Não exagera em paisagens bonitas demais ou excesso de violência. É quase uma fábula moralista e denunciadora dos excessos da sociedade atual. Mais drama que aventura, só vai envolver que já aceitar essa proposta.

Future World


Future World
EUA. 90 min. Direção de James Franco e Bruce Thierry Cheung. Com James Franco, Suki Waterhouse, Mila Jovovich, Lucy Liu, Jeffrey Wahlberg, Method Man,Wilmer Calderon, Snoop Dogg, Scott Haze. Cotação: zero.

Difícil entender a carreira e os delírios do ator James Franco, que adora se alternar como roteirista (inclusive de obras clássicas da literatura americana), apresentador do Oscar (o pior de todos os tempos), humorista (ganhou o Globo de Ouro de ator por seu trabalho divertido em Artista do Desastre), dar pinta de pansexual e já fez tanta coisa que tem 148 créditos dos mais variados trabalhos. Não há duvida que se diverte com esse delírio todo que infelizmente, porém, aponta para uma carreira caótica e que finalmente irá se esgotar. O exemplo mais simples é este filme aqui em que esbarrei por acaso e que está em cartaz nos cinemas americanos Classe B (obviamente) e que se revela uma descarada imitação pobre do célebre Mad Max, para o qual ele conseguiu a participação especial e pequena de amigos, como Lucy Liu (mal aparece morrendo numa cama), vários astros negros, e Mila Jovovich (alguns minutos em cena demonstrando boa vontade). Evidentemente mais pobre e mais óbvio. E que obviamente os críticos americanos, os poucos que já o viram, o chamaram de abominável. Na verdade seria se fosse levado a sério.

Na verdade deveria ser processado por roubo e absurdos semelhantes. O herói aqui é um certo Prince (Jeffrey Whalberg), que deseja conseguir um remédio para curar a mãe (Liu). Isso o leva a um lugar chamado Love Town, onde quem manda é Love Lord (Snoop Dogg). Só que tudo é tão superficial e incoerente e incompreensível além de “dejá vu”, com um elenco de quinta categoria e um desperdício absoluto de tudo. Será que Mr. Franco esta debochando de tudo, até da academia que já o criticou por suas façanhas sexuais? É provável que esteja se divertindo muito no caminho para a ruína.