PIETÁ (Idem) em cartaz nos cinemas
Direção e roteiro de Ki-duk Kim. 104 min. Com Min-Soo Jo, Eunjin Kang, Jae-rok Kim, Jeon-Jin Lee, Ki-Hong Woo.Imovision. Coréia do Sul.

É curioso se ver um filme coreano usando com símbolo uma imagem icônica católica, ou seja, a famosa estatua da Virgem Maria com o corpo de Cristo nos braços). Ainda mais de um cineasta que justamente nos acostumou a embarcar em alegorias budistas de grande impacto como O Arco, Casa Vazia, e principalmente Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera.
Este inclusive ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza (e mais 3 prêmios lá) e Melhor filme em Dubai.
Apesar disso não chega a ter o impacto prometido. Sempre daquela maneira sucinta (câmera na mão, poucos diálogos, poucas explicações) ele conta uma historia complexa e obscura. O herói é uma espécie de capanga que vai castigar os que pediram dinheiro emprestado e agora não podem pagar. E os castiga sem piedade (exemplificado por um casal que ele persegue). Ate um dia em que aparece uma mulher, ainda atraente dizendo ser sua mãe que o abandonou e que agora quer cuidar dele. Sofre toda sorte de abuso até sexual, mas não desiste da perseguição, que irá ganhar contornos inesperados e violentos. Até um final marcante.
Tudo com grande quantidade de exteriores, que conseguem extrair ate certa poesia de regiões degradadas. Não atinge porém a força e rudeza de outros filmes dele, nem o imaginário sugerido pelo titulo. Enfim, admiro o diretor mas não me parece estar entre suas melhores obras.
Ref fim.

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