segunda-feira, 25 de março de 2013

Qual é o nome do Bebê?




Qual é o nome do Bebê? (Le Prenom).França,12. Direção de Alexandre de La Pattelliére, Matthieu Delaporte, roteiro deles baseado em peça teatral de sua autoria.109 min Comédia. Com Patrick Bruel, Charles Berling, Valérie Benguigui, Judith El Zain, Françoise Fabian, Guillaume de Tonquedec. 

     Espero que ainda de tempo de descobrir esta comédia francesa que entrou discretamente (não me lembro de ter Sid chamado para a cabine) e que fui assistir mais pela indicação da Vejinha do que outra coisa. E gostei muito É uma excelente diversão para publico adulto e que não gosta de chanchada. É assumidamente uma adaptação de sucesso teatral e sem duvida lembra outro texto Frances, que é Carnage (Deus da Carnificina) com a diferença de que este funcionava no palco  mas a versão para o cinema foi desastrosa, estragada pela direção de Roman Polanski que tomou as decisões erradas. 

     É provável que assistindo-o os dois autores do texto que eu não conhecia Alexandre de La Pattelliére, Matthieu Delaporte ( o único filme que adaptaram e que lembro de passar aqui foi 22 balas) resolveram também passar a direção, assim ao menos tinham o controle do material. O resultado é muito feliz tanto que o filme acabou sendo indicado para 4 Césars , de roteiro, filme, ator (o já veterano Patrick Bruel que também é cantor) e ganhou dois como coadjuvantes (os ótimos Valérie Benguigui, que faz a dona da casa e esteve em Entre os Muros da Escola e 42 outros títulos, e continuava desconhecida, e outro veterano desconhecido Guillaume de Tonquedec (também 52 titulos) que faz o melhor amigo dela que guarda um segredo. Estranhamente o único não indicado foi Charles Berling, que o professor/marido mas que esta igualmente bem, se não melhor (ele é mais famoso, ao menos já o entrevistei duas vezes e é inteligente e difícil).

     Deu para sentir que no começo – já que o filme deve ter sido rodado em continuidade de tempo- os diretores se esforçaram em fazer muitos cortes, tentando dar dinamismo. Ate que perceberam que mal podíamos acompanhar os diálogos, isso atrapalhava e resolveram assumir o tempo do conflito. Felizmente o filme começa bem com uma moto atravessando o centro de Paris, passando por vários lugares  famosos ate subir as escadas ate uma casa de família onde tenta entregar uma pizza. Mas endereço errado! 
E assim começa a historia de amigos que se reúnem para um jantar de comida árabes, um coucous feito pela dona da casa, Elisabeth que também é professora primária e cuida do casal de filhos já que o marido pouco liga, envolvido em sua própria auto importância. Os outros convidados são velhos companheiros, um amigo de infância que é musico de orquestra sinfônica e Vincent, o irmão da de Elisabeth, um sujeito também egocêntrico, pretensioso, que sempre liderou o grupo e entra em conflito com o cunhado metido a filosofo. Ele se casou há pouco tempo com uma mulher bem sucedida e estão esperando o primeiro filho (ela vai chegar tarde ao almoço e só entrara no conflito mais tarde). 

     Tudo parece ir bem ate quando Vincent diz que já escolheram o nome do filho e pede para adivinharem. Daí em diante, o que é apenas meia hora de filme, eu não vou contar mais a historia porque vai estragar seu prazer. Quando descobrem o nome começa uma conflagração complicada e divertida, que vai crescendo e se tornando ainda mais interessante (há também mais um personagem ainda que aparece mais em flash backs que a mãe de Vincent e Elisabeth que é feita pela ainda bela Françoise Fabian, que já foi maiores beldades do cinema Frances e agora retorno como senhora de idade.

     Temo que o filme não tenha chance de ser descoberto o que será um pena porque é das comédias mais inteligentes dos últimos tempos (eu adoro quando os personagens começam a lavar a roupa suja e fazer revelações!). Divirtam-se.

Ref fim

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