segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Minha Vida Dava um Filme

Minha Vida Dava um Filme (Girl Most Likely) EUA, 13. Direção de Shari Springer Bermer e Robert Pulcini. Com Kristen Wiig, Cynthia Nixon,Andrea Martin, Julia Stiles, Matt Dillon, Annette Bening, Darren Criss, Natasha Lyonne, Bob Balan, Jerry Fitzgerald.Roteiro de Michelle Morgan.

     Esta comédia foi muito criticada nos EUA por não ser tão engraçada ou criativa quanto o sucesso anterior da atriz (e que foi também roteirista) Kristen Wiig , Missão Madrinha de Casamento. Claro que não já que se trata de um projeto inteiramente diferente, nada chanchada mas uma historia reflexiva realizada por uma dupla intelectualizada do cinema independente, Shari Springer Bermer e Robert Pulcini que tiveram sucesso com um filme estranho que foi Anti Heroi  Americano (03), seguido depois pelo bom telefilme da HBO Cinema Verité ( 11), o  divertido Os Acompanhantes /The Extra Man com Kevin Kline e Paul Dano,10, e o mais convencional O Diário de uma Babá.

     Ou seja, nem é bem uma comédia, mas um “dramady” (comédia de drama e comédia) feito pelo ponto de vista feminino, já que foi roteirizado por uma mulher chamada Michelle Morgan (homônima da estrela francesa ainda viva e que como a maioria dos amigos da turma faz também um papel como as amigas da heroína no começo do filme). Já na primeira cena fica claro que a heroina será uma chata de galocha:chama-se Imogene e esta ensaiando o papel central de O Magico de Oz e brigando com a professora porque não concorda que “o melhor lugar do mundo” é o lar. E tem razão. Anos depois mora em Nova York (na verdade, ela não teria condições de morar naquele apartamento caríssimo mas são coisas de cinema) e tem o choque de descobrir que o namorado lhe deu o fora. Resolve tentar o suicídio mas isso só faz as coisas piorarem porque é mandada a viver com a louca da mãe em New Jersey (Annette Bening é a melhor coisa do filme como a mãe que mantém um caso com homem mais novo, Matt  Dillon, que usa o nome de “George Bushy”). 

     Tentando reviver os problemas de infância, tem a sorte de encontrar um inquilino mais aberto (Darren Criss de Glee) e ir em busca do pai que recém descobriu estar vivo ( Bob Balaban). Não é um filme de muitas risadas, apenas leves e discretos sorrisos, já que ao menos ate o obrigatório final ela é uma “loser” e Kristin se comporta adequadamente.Não informaram o custo da produção mas de bilheteria não passou  de um milhão e seiscentos. Não pagou nem os anúncios. 

     Mas não é tão ruim assim foi mais uma questão de expectativa.

Ref fim.

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