EUA, 16. 115 min. Direção de Jon Favreau. Roteiro de Justin Marks baseado em livro de Rudyard Kipling. Com vozes originais de Christopher Walken, Bill Murray, Ben Kingsley, Neel Sethi (como Mogli), Idris Elba, Lupita Nyongo, Scarlett Johansson, Giancarlo Esposito.
Nada me preparava porém para esta surpreendente e espetacular refilmagem sobre as ordens do competente ator e realizador Jon Favreau (Homem de Ferro I, 2, e 3). Já começa e termina com uma admirável sequência com o herói menino correndo pelas selvas (e desta vez o 3D me pareceu mais necessário do que costume). Realmente a qualidade da tecnologia de CGI chegou a um ponto excepcional onde as paisagens (gerados por VFX) e os animais são caracterizados de forma sempre convincente. Realmente a que ponto chegamos num filme que é quase total animação (se bem que os “pupeteers”, ou seja a turma da Jim Henson Creature Shop, tenha tido também importância em sua manipulação) a não ser pelo menino Mogli (feito pelo garoto Neel, que é indiano de família mas nascido em Nova York em 2003. Simpático e espontâneo é uma escolha perfeita).
Na verdade a Disney parece ter acertado novamente conservando a estrutura do desenho original, mas também a expandindo (a mudança mais evidente é que no desenho o Rei Louie era um orangotango que não existe na Índia e agora foi transformado numa figura mítica ancestral dele, o gigantropithecus e ainda mais assustadora). Destaque para a primeira mulher fazendo a cobra Kaa (no caso Scarlett Johansson estava 8 meses grávida) e o último trabalho do humorista Garry Shandling, que morreu recentemente (como Ikki). Não há necessidade de se fazer uma sinopse de uma história tão conhecida, há trocas de alguns nomes e um final um pouco diferente mas que abre caminho mais fácil para uma continuação (que já esta em negociações no estúdio). Há também uma ceninha de árvores caindo na correnteza que lembra um pouco o filme da Pixar, O Bom Dinossauro (15). Mas o que importa é que o novo Mogli é uma grande diversão para adultos e crianças.
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