segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

NA NETFLIX: O Rei da Polka (The Polka King)


O Rei da Polka (The Polka King)
EUA, 2017. 95 min. Direção de Maya Forbes, Wallace Wolodarsky. Coprodução de Ben Stiller. Com Jack Black, Jenny Slate, Vanessa Bayer, Jason Schwartznan (sobrinho de Francis Coppola), Jacki Weaver (atriz australiana), J.B. Smoove.

A Netflix ainda não divulgou direito esta comédia que saiu simultaneamente nos EUA e que é uma simpática e agradável comédia musical, baseada em fatos reais e dirigida por uma dupla Maya (produtora do Larry Sanders Show, roteiro de Monstros e Alienígenas, e foi diretora de Sentimentos Que Curam). O parceiro dela é Wallace (que fez Pecado Consentido, 04, Curvas Perigosas, 02, A Sangue Frio, 95). Ou seja, nenhum dos créditos é especialmente conhecido ou memorável.

Não importa, porque o resultado é muito divertido e um veículo adequado para o gordinho e simpático Jack Black (que está também no atual Jumanji) que interpreta um personagem verdadeiro, Jan Lewan, um músico que emigrou para a América querendo realizar seu sonho de virar um maestro famoso se apresentando com uma orquestra de polka (melodias alemãs de grande repercussão entre pessoas mais velhas que moram no interior dos EUA). Na verdade, é preciso lembrar que o filme passou no Festival de Sundance no ano passado, onde foi bem recebido e o verdadeiro Lewan estava presente e no final cantou junto com Black (ele havia o ensinado a conservar o sotaque e o tom de voz).

Um detalhe curioso é que o filme feito em Rhode Island não tem vergonha em mostrar as qualidades e defeitos do verdadeiro Lewan (na verdade, ele só aparece na tela nos letreiros finais!) quando se mostra as dificuldades dele em conviver com a esposa (que a custo quer ser Miss) e principalmente a sogra (a australiana indicada ao Oscar 2 vezes Jackie Weaver de Reino Animal, 10 e O Lado Bom da Vida, 12) que o detesta e só complica a vida dele e do seu único filho. Por outro lado, ele acaba aceitando dinheiro dos velhos fãs no que constituirá um crime e o levará até a prisão...

Mas como diziam antigamente “o que vale é a polka”, num filme despretensioso e simpático. Bom para ver em casa.

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