sexta-feira, 4 de maio de 2018

Gringo: Vivo ou Morto (Gringo)


Gringo: Vivo ou Morto (Gringo)
EUA, 18. 1h51 min. Direção de Nash Edgerton. Roteiro de Anthony Tambakis, Matthew Stone. Com Joel Edgerton, Charlize Theron, David Oyelowo, Thandie Newton, Melonie Diaz, Bashir Salahuddin, Amanda Seyfried, Theo Taplitz, Paris Jackson, Sharito Copley, Alan Ruck. Uma produção da Amazon.

A Família Edgerton, que veio da Austrália, faz boa carreira americana. O galã e ocasional diretor Joel, foi ator em O Grande Gatsby, Operação Red Sparrow, Ao Cair da Noite, mas também fez dois longas como realizador (O Presente, o ainda inédito Boy Erased).Como é bom irmão de família, para este filme chamou o irmão Nash como diretor e co roteirista, embora ele seja mais conhecido com dublê de stunts, e fez um único longa antes, O Quadrado (08). Além de ter 48 créditos como ator e ser aqui também o produtor (aliás Charlize Theron também assina como produtora enquanto faz um papel de loira brega e perigosa, capaz de tudo!).

Rodado em Lisle, Naperville, Chicago, todos em Illinois, Santa Clarita, Califórnia, Vera Cruz e Cidade do México, no México. Não foi bem de bilheteria ao não ultrapassar os cinco milhões de dólares. Na verdade, eu devia ter sido mais esperto e perceber que o filme não era um novo Em Ritmo de Fuga (Baby Driver), ou seja, uma diversão criativa, corajosa, engraçada e boa de assistir. Infelizmente este aqui apesar de Charlize e num papel muito pequeno a Amanda Seyfrid, que por algum motivo teve sua carreira truncada, é uma aventura policial de rotina, com pretensões ocasionais ao fazer comédia e zombar dos mexicanos (há uma piada recorrente boa sobre os Beatles). Tudo muito previsível (por exemplo, o herói sofre duas trombadas de carros muito parecidas), aliás a grande decepção para mim foi com o ator inglês David Oyelowo, que é super famoso e respeitado mas aqui cai numa caricatura discutível. Na verdade, ele é o herói da história, mas totalmente incompetente e burro incapaz de perceber os truques e traições do amigo chefe da empresa onde trabalha e principalmente de sua mulher infiel.

Cheguei a ler algumas criticas americanas positivas, mas estão equivocados, é um filme B que não tem “pernas” como se dizia antigamente. O que é uma pena.

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