sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Os Melhores do ano 2013

Os Melhores do ano 2013

por Rubens Ewald Filho

       Todos os anos que fico com a impressão de que os filmes estão piorando, cada vez mais infantis,  mais superficiais. Aí vem a temporada do Oscar e dá uma melhorada. Para logo depois baixar o mau humor. Por isso é bom fazer a lista dos melhores do ano, mesmo tendo que deixar para a ultima hora (ainda há filmes que não pude ver e que podem merecer estar aqui como o japonês Pais e Filhos). De qualquer forma teve muitas decepções mas também alguns filmes que me deram alegria e prazer.

     Vamos aos melhores do ano, como sempre por ordem de estrangeiros e nacionais. E outra para os piores.  

Melhores

1- Amor (Amour de Michael Haneke)- Franco-alemão. Barra pesada. Enquanto a população do mundo vai envelhecendo parece lógico que se produzam filmes que no ensinem a encarar  a morte de frente, como inevitável. E a eutanásia como gesto de amor. Este foi feito com toda dignidade, nenhum sentimentalismo fazendo ressurgir dois grandes atores Jean-Louis Trintignant (que foi injustiçado) e Emmanuelle Riva.

2-  Gravidade (Gravity) de Alfonso Cuáron. Faz anos, praticamente desde sua estréia, que estamos esperando o grande filme que este diretor mexicano apadrinhado por Spielberg prometia fazer. É besteira dizer que é melhor que 2001, de Kubrick, sem o qual este nem existiria. Mas é um pequeno e brilhante exercício em tecnologia, envolvente, forte, tudo na medida certa. Por enquanto me parece o filme mais forte para enfrentar o favorito  12 anos como escravo.

3- A Grande Beleza de Paulo Sorrentino. O melhor filme italiano que assisti  nos últimos anos. Uma homenagem a La Dolce Vita de Fellini como se o herói fosse o jornalista de Marcello Mastroianni, só que agora velho e decadente, desfilando pela sociedade romana dos tempos de Silvio Berlusconi. Excelente fotografia, direção de arte, tudo realizado como se fosse o próprio Fellini.  Mas nem todo mundo embarca nele.

4- Anna Karenina de Joe Wright. O diretor era já meu preferido desde que vi Atonement, /Desejo e Reparação, 2007. Com a mesma atriz Keira Knightley, ela recria a historia de Leon Tolstoi, situando tudo dentro de um antigo teatro (mas o resultado não é nada teatral, ao contrario de enorme beleza). Mas me contam os amigos de locadoras que tem sido rejeitado pelo publico feminino a quem é endereçado.

5- Django Livre (Djando Unchained)-Tarantino apronta e acerta em cheio, fazendo um faroeste (há anos fora de moda) homenageando o spaghetti western mas ao mesmo tempo denunciando os abusos da escravidão. Prevendo que o tema entraria em moda agora.

6-  Blue Jasmine de Woody Allen como velho fã do hoje já  velho diretor  que nos surpreende por estar tão em forma e conseguir seu primeiro sucesso de publico e critica com um drama. Vagamente sugerido por Um Bonde chamado Desejo, tem a melhor atriz do ano Cate Blanchett. Numa esplendida e perfeita interpretação.

7- A Vida Secreta de Walter Mitty (The Secret Life of Walter Mitty) de Ben Stiller. Bela e talentosa refilmagem de um antigo êxito de Danny Kaye, O Homem de 8 Vidas, dos anos 40 a quem surpreendentemente Stiller deu classe, belíssimo visual e um delicado tom de romance e humor. A surpresa do ano.  

8- A Caça (The Hunt/Jagten) Dinamarca, 12).Direção de Thomas Vinterberg. . Com Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen. Revelado em 1998, durante o lançamento do Dogma dinamarquês, Thomas Vinterberg ficou famoso por causa de Festa em Família, possivelmente o melhor filme dele e de todo o movimento. Valeu a espera porque Thomas acerta agora quando se reúne justamente com o astro mais famoso de sua terra  (Cassino Royale). Modesto mas bem calibrado thriller policial que deu a Madds  premio de melhor ator em  Cannes . Inspirado em fatos reais. O professor do jardim da  infância, Lucas  tem problemas quando uma de suas alunas bem pequenas  Klara  tem uma paixonite por ele. O final que parece inesperado e ajuda a dar respeito ao bom filme.Esta entre os finalistas do Oscar de filme estrangeiro deste ano.

9- Indomável Sonhadora/Beasts of the Southern Wild). EUA, 12. Direção de Behn Zeitlin. Premiado em Sundance, feito na região de New Orleans ,é um poema com uma incrível menina revelação .Foi indicado a 4 Oscars mas não ganhou nenhum. Parece que o diretor é filho de judeus brasileiros.

10 – O Lado bom da Vida ( Silver Lining Playbooks ,12 ). Este ano Russell concorre ao Oscar por Trapaceiros, basicamente com o mesmo elenco e senso de humor. Mas foi um prazer encontrar aqui Jennifer Lawrence  (Oscar de atriz) cheia de vitalidade, num filme diferente e criativo.

11- Critica de O Azul é a Cor mais Quente (La Vie d´ Adéle ) Direção de Abdellatif Kechiche.Com Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos.  Apesar do júri deste ano do Festival de Cannes ter tido Steven Spielberg como presidente, o filme vencedor da Palma de Ouro do Festival foi esta produção franco-belga-espanhola, que se tornou  famosa por causa de suas cenas de sexo lésbico, quase explicito (são longas, duram de 6 a nove minutos). Por causa das três horas de projeção parece difícil  de assistir. Mas acaba nos envolvendo . O diretor tunisiano Abdellatif Kechiche tem um estilo particular,  mas descobriu uma moça talentosa chamada Adele 

12- Pedalando com Moliére (Alceste à Byciclette). Direção e roteiro de Philippe LeGuay. 104 min. Com Lambert Wilson, Fabrice Luchini, Maya Sansa. Certamente como quase todo filme francês, este não é para todo o publico. Mas quem com eu, que admiro a cultura francesa, adoro Molière, sou encantado com historias sobre grandes atores e suas idiossincrasias, curto historias passadas em lugares tranqüilos e exóticos (no caso, Ile de Ré, Charmante Maritime) vai curtir este grande trabalho de  Fabrice Luchini). Um Requinte

13- Um Castelo na Itália (Um Château in Italie) França, 13. Direção de Valeria Bruno Tedeschi. Com Valeria, Louis Garrel, Filippo Timi,  Marisa Bruno Tedeschi , Xavier Beauvois,  Silvio Orlando. Comédia francesa autobiográfica feita pela irmã da ex primeira dama da França, -Carla Bruni.  Escrito por três mulheres, o filme tem um humor especial, meio negro, totalmente original, muito criativo. Ao menos foge do lugar comum, com romance inusitados, situações de constrangimento e resoluções inesperadas. E achei uma idéia especial Valeria escalar como a sua mãe na historia, sua mãe verdadeira (ainda que escondida por outro sobrenome, extremamente convincente, com jeito de gente de verdade, não atriz). Outra diversão sofisticada.

14- Frozen, uma Aventura Congelante – Não foi um grande ano em termos de animação (embora o publico continua prestigiando continuações como Aviões,  Universidade Monstros,  Meu Malvado Favorito 2,    o decepcionante Smurfs 2, o bem  interessante Tá Chovendo Hamburger 2). Diante de tudo isso, não é difícil classificar como melhor do ano no gênero, esta produção Disney  que vem na tradição do estúdio de princesas. E desta vez não apenas uma mas duas princesas Congelantes . Construído como  um musical tem humor ,é envolvente e bem realizado.

15 – Rush- no Limite – É um bom e eficiente filme baseado em fatos reais, dirigido pelo competente Ron Howard. Mas foi muito mal de bilheteria aqui e como era esperado nos EUA (onde não se da bola a Formula I). Fiquei chocado porque demonstra que cada vez menos as pessoas tem memória. Um fato acontecido nos anos 70 hoje não interessa mais. Que mesmo com os elogios totais da critica, muito raro num filme comercial, não funcionou . Agora o alemão Daniel Brul tem sido indicado como ator para o SAG e Globo de Ouro alias merecidamente por sua performance como Nikki Lauda. E mais uma menção

16- Os Suspeitos (Prisioners) EUA/Canadá, 13 . Direção de Denis Villeneuve. Com Hugh Jackman, Viola Davis, Jake Gyllenhaal, Maria Bello, Terrence Howard, Melissa Leo, Paul Dano. Impliquei com o final meio obscuro e  a longa metragem mas admirei muito a direção de um canadense que havia se revelado com  Incêndios (2010)  que virou Cult quando foi indicado ao Oscar de produção estrangeira. Seu trabalho é exemplar e original.

17- Antes da Meia Noite ( (Before Midnight ). EUA, 13.Direção de Richard Linklater.Com  Julie Delpy, Ethan Hawke. Sempre gostei da trilogia mas também fiquei impressionado com  o êxito de critica e de certo tipo de publico que aprecia  os personagens e a maneira singular que é narrado seu romance. Ficaram famosos graças ao Home Video e tevês por assinatura que lhe agraciaram um novo publico, principalmente o feminino que se identificou com a historia de um casal em três tempos. O primeiro foi Antes do Amanhecer (Before Sunrise, 1995), depois Antes do Por do Sol (Before Sunset, 2004). E como nos filmes anteriores, nada é improvisado na hora.  Do jeito que estão evoluindo, a sensação é que outros capítulos serão bem vindos.

18- Hannah Arendt (Idem). Mesmo o cinema europeu já não sabe estabelecer polemicas como antigamente. Por isso fez sucesso este drama alemão da veterana Margarethe Von Trotta, que se reuniu novamente com a reconhecida Barbara Sukowa como a filosofa Hannah,  que escreveu artigo sobre o nazista Eichman que desagradou os judeus. Talvez um pouco árido mas de vez em quando é bom ter filmes de idéias.

Melhores Nacionais

Foram mais de 110 estréias brasileiras este ano e nada que nos deixe especialmente orgulhoso. (pior filme do ano será excepcionalmente um nacional, vejam depois).

       Tenho achado que o melhor cinema do momento vem hoje de Recife, já que Pernambuco tem uma ótima política de financiamento de produção cinematográfica e um grupo de realizadores muito ativos e bem humorados. Eles fazem filmes difíceis, junto com outros sociais, ou inovadores. Que passam do O Som ao nosso Redor, que foi o nosso indicado ao Oscar de estrangeiro (não foi classificado), mas é um filme original e muito interessante, sobre a nova vida urbana da cidade. Foi realizado por um critico (ex- segundo ele diz, mas duvido que alguém deixe de ser!) chamado Kleber Mendonça Filho. Outro filme pernambucano legal é Tatuagem, estréia na direção de Hilton Lacerda, roteirista habitual dos filmes locais. 

       Sem nos preocuparmos com classificação, também destacaria Hoje de Tatá Amaral, prosseguindo no seu estilo de rodar em ambientes fechados (no caso um antigo apartamento)  e grandes interpretações (a ótima Denise Fraga, melhor do ano). Ainda destacaria Flores Raras, o melhor filme de Bruno Barreto em muitos anos, uma historia de amor lésbico com duas grandes atrizes (Gloria Pires e a australiana Miranda Otto) feito com delicadeza e sensibilidade. O melhor e mais bem sucedido documentário foi O Dia que durou  21 anos, de Camilo Tavares, dando comprovação as especulações que falavam da participação nos EUA no golpe de 64. Gostei também de Serra Pelada, de Heitor Dahlia, uma super produção muito bem feita mas que deveria ter ido muito melhor de publico (alias também deveria ter tido maior repercussão internacional). Será que só querem mesmo comédias?

        Esses filmes sérios acabam não tendo grande publico. Como sempre sucedeu por aqui , o brasileiro quer ir ao cinema,  mas vai assistir comédias. Foi assim na época da Chanchada da Atlantida, depois na Porno Chanchada e agora com o que foi apelidado de Globo Chanchada. Nada tenho contra, ao contrario eu gosto e defendo comédia. Como tudo na vida porém tem as horríveis (como foi o caso já comentado do Crô). As fracas (várias), as mal sucedidas, aquelas que a gente gosta mas que o publico não embarcou (Vendo ou Alugo, que era muito divertido mas não pegou) e as melhorzinhas, que neste ano foram Minha mãe é uma Peça de Andre Pellenz. Baseado em peça teatral  de Paulo Gustavo. Com Paulo Gustavo, Suely Franco, Alexandra Richter, Ingrid Guimarães, Rodrigo Pandolfo. Melhor do que a montagem teatral,  Paulo Gustavo é um homem que esta fazendo uma mulher, ou seja em travesti . Não sei qual dos  envolvidos foi o responsável mas alguém teve a habilidade muito grande de transpor o que era um monologo muito carioca numa comédia que cresce muito da metade para o fim e termina gloriosamente mostrando cenas de uma mãe de verdade. O unico risco  é que estao aproveitando e abusando demais do ator Paulo Gustavo.  Cuidado que eles usam e abusam e depois jogam fora!  O outro que eu achei legal foi  Meu Passado me Condena: O filme, feita pela muito jovem e talentosa Julia Rezende. Com Fabio Porchat, Miá Mello, Marcelo Valle. Nunca assisti a série de teve mas é divertido e bem feitinho esta comédia para o humorista Fabio Porchat, num cruzeiro de navio . O Importante é que conseguiram lhe dar estrutura e dosar o humor de forma inteligente, sem apelar demais. O Porchat é outro que sofre o risco de superexposição.

Ref fim.                  

Decepções

       Este ano houve de todos os tipos, as que fracassaram nas bilheterias (considerando que os estúdios estão produzindo cada vez menos!) e as simplesmente muito fracas. O que francamente mais me irritou foi Homem de Aço, que foi o apelido que apareceu por aqui o novo Superman. O sujeito é bonitão mas como disse coloque um estatua dele no jardim porque fora disso não serve para nada. Ele e Ben Affleck de Batman vai ser uma tristeza.

        Eu continuo gostando de Jogos Vorazes que era bom na primeira edição e ficou ainda melhor (ate cheguei a rever) no segundo capitulo Em Chamas. Jennifer é um achado, bonita, boa atriz, uma mulherona notável. Mas o que mais me espantou foi a quantidade de vezes que inventaram livros em serie que pretendiam ser novo Crepúsculo  e não emplacaram.Foi o caso do desperdício de Dezesseis Luas  ( Beautiful Creatures) , A Hospedeira (The Host, não achei tão abominável mas fiquei impressionado com a quantidade de vezes que apareceu em lista de piores), Os Instrumentos Mortais   Cidade dos Ossos. E também o Percy Jackson II, imitação de Harry Potter que não deve emplacar um Terceiro (enquanto O Jogo do Exterminador não chegará nem ao II capitulo!). Todos com produção caras e suponho que imensa pesquisa antes de rodar o filme para ver se eles agradavam ao publico alvo. Credo, porque erram tanto? 

     Porque Kick Ass 2 é tão violento, tão grosseiro e sem graça? Porque Coppola insiste em destruir sua reputação realizando fitinhas B desprezíveis como agora com Virginia! E a filha faz uma Hosana à futilidade (com Bling Ring!) O Grande Gatsby

      Precisava  O Grande Gatsby ser tão exagerado, tão artificial!? E quando vão aprender a não escalar a chatinha da Carey Mulligan? Que equivoco horroroso de Paul Thomas Anderson em fazer O Mestre um filme oco sobre o Cientologia quando acabou em denunciar coisa alguma?  Não adianta insistir:  Os Miseráveis fez a besteira do século em obrigar os atores a cantarem ao vivo, no tom errado! Coitado do Hugh Jackman! Mas tanto fizeram lobby para o Tom Hanks ser indicado ao Oscar (repararam nas cenas onde foi torturado e depois com a médica, excessivamente longas para o publico sair dizendo: Puxa, ele é bom mesmo! Indicação inevitável ao Oscar.

Blockbusters do ano.

      Não foi um ano ruim para blockbusters mas parece que eles perderam o fôlego no meio do caminho Estava certo em  celebrar Homem de Ferro 3 que estourou em toda parte graças a orientação de Robert Downey Jr (os fãs reclamaram da melhor coisa do filme justamente a interpretação de Ben Kingsley como o vilão). Também foi espetacular e delirante o Sexto Capitulo De Velozes e Furiosos, que vai perder fôlego justamente pela morte triste do bom moço  Paul Walker. E vibrei com o talvez melhor filme de toda a serie de Star Trek, Além da Escuridão.Também tive boa vontade com o  Circulo de Fogo por causa da presença do Guillermo del Toro. Acho incrível que tenham aprovado dois filmes com a mesma historia, como foi o caso de O Ataque e Invasão a Casa Branca (o primeiro a chegar e menos ruim que o outro). Wolverine foi o pior da série!Pelo amor de Deus desistam de fazer mais outro G .I. Joe! Tom Cruise tem que melhorar seus roteiros, Oblivion era bem feito mas impossível. Ele não resiste outra fase ruim como a de que esta saindo. Mas quem quebrou a cara mesmo foi seu amigo Will Smith, nem tanto pelo roteiro idiota de Depois da Terra mas por ter criado um filho mal humorado, chato e pretensioso! Nada tenho contra Oz, nem James Franco. Mais fraco era João e Maria e João o Caçador. O que nos leva aos piores do ano.

 Piores do ano

     Crô – o Filme- Costumo evitar falar mal de cinema brasileiro. Mas aqui é um caso de bom senso, de cidadania e principalmente de vergonha na cara. Esta é uma abominação que transpôs o personagem para o cinema, perdido numa trama dramática, com um elenco inferior... Tudo se pode perdoar menos sua falta de graça . Ainda que nos EUA por muito menos se boicotou o Jogo do Exterminador.  

      Amor Pleno (To the Wonder) Direção de Terrence Malick. Com  Ben Affleck, Olga Kurylenko, Rachel MacAdams, Javier Bardem.  Antigamente o diretor Malick tinha o hábito de levar longos intervalos, até de muitos anos, entre um filme e outro. Desta vez, após a Palma de Ouro em Cannes por A Árvore da Vida (11), apresentou em Veneza em 2012 este outro trabalho misterioso na mesma linha, mas com menos impacto. Resultado: fracasso de  bilheteria  Cometeu o erro que pode ser fatal, de deixar o espectador pensar que como na fabula, o rei está nu! Se você achou A Arvore entediante e difícil de seguir, espere para conhecer este filme amador e caseiro, que nem ao menos tentar fazer maior sentido.

       Se beber não Case III –Só mesmo quando se tem continuações que da para perceber como ficam ridículos certos titulos posteriormente  com numerais ! Mas aqui errou-se feio fugindo da formula e escapando da pornô chanchada que lhe garantiu o êxito.  Bem feito.

       Carrie, a estranha (Novo)- Já se perdeu a conta da insistência em se refilmar os clássicos de terror dos anos 70-80 e sempre fracassando. Ainda mais quando era uma obra prima como de De Palma.

        Gente Grande 2- É difícil imaginar uma comédia pior, mais sem graça, mais patética do que esta continuação do Gente Grande de 2010 de Adam Sandler. O primeiro não era muito ruim, tinha um elenco simpático e numeroso  E incrível, mas  o filme simplesmente não tem historia, passa-se num único dia, quando todos os amigos já de meia idade se mudaram para uma cidade do interior. Basta mencionar a cena de abertura.  Adam acorda e ao seu lado no quarto esta um alce que assustado irá urinar em seu rosto! Que cena clássica! Que horror!

       R.I.P.D. –Agentes do Além  (R.I.P.D.). Direção de Robert Schwentke.Com Jeff Bridges, Ryan Reynolds, Kevin Bacon, Mary-Louise Parker. Custou 130 milhões de dólares e tem sido constantemente considerado o pior filme da temporada,a começar pelo titulo ainda mais indecifrável para o estrangeiro (R.I.P. seria Rest in Peace, Descanse em Paz, que é normalmente usado para obituários e o D. seria de Divisão). Então o filme se trata de uma historia que se passa na  Divisão Policial que caça os bandidos mortos, no que é uma mistura de Caça Fantasmas com Homens de Preto. Só que sem graça.

        O Casamento do (The Big Wedding).Direção de Justin Zackham. Com Robert De Niro, Katherine Heigl, Diane Keaton, Susan Sarandon, Amanda Seyfried, Robin Williams. Espetacular fracasso  apesar do elenco de estrelas.  Já houve inúmeros filmes sobre casamentos, vários deles ilustres  mas poucos tão incompetentes e nada engraçados com este.  

        Conselheiro do Crime ((The Counselor). Direção de Ridley Scott. Com Michael Fassbender, Javier Bardem, Penelope Cruz, Brad Pitt, Cameron Diaz .Que triste  fim  do grande  Ridley Scott (Blade Runner, Thelma e Louise, Alien- O Oitavo Passageiro). Parte grande da culpa é do roteirista  porque Scott capricha no visual e as mulheres  estão muito bem tratadas, a mexicana Penelope Cruz e Cameron Diaz.Mas o estranho é que Ridley apesar disso perdeu a mão. As cenas não tem tensão, nem ritmo desejado, tudo é previsível  e frustrante

        Jackass apresenta Vôvô Encrenqueiro (Jackass presents Bad GrandPa) Direção de  Jeff  Tremaine. Com Johnny Knoxville, o menino Jackson Nicoll. Menos grosso do que outros da serie de pegadinhas vindas da teve é também muito pouco divertido. Zombar da velhice é um insulto, sempre pouco não sabem fazer . Uma droga.

         Eu e Você de Bertolucci ( (Io e Te) Direção de Bernardo Bertolucci. Com Jacopo Olmo Antinori, Tea Falco.Fiquei profundamente decepcionado com este filme pequeno que marcou a volta ao cinema de um dos maiores diretores do cinema europeu de sua geração, o lendário Bertolucci que  deixou sua marca com clássicos ousados como O Ultimo Tango em Paris.Passou nove anos afastado também com problemas de saúde. Sofreu uma queda que machucou suas costas e o obriga a andar de cadeira de rodas.Este projeto é interpretado por desconhecidos e praticamente todo feito num único ambiente fechado, um porão . O que teria se passado com Bertolucci para ter um filme com atores  tão mal dirigidos, uma fotografia escura e uma trama que aponta para varias direções e não pega nenhuma.

Ref fim.

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