quarta-feira, 26 de março de 2014

S.O.S. Mulheres ao Mar

S.O.S. Mulheres ao Mar. Brasil, 14. Direção de Chris Amato. Com Giovanna Antonelli, Reynaldo Gianecchini, Fabíola Nascimento, Thalita Carauta, Emmanuele Araujo, Flavio Galvão, Marcello Airoldi, Thereza Amayo, Rodrigo Ferrarini, Sergio Muniz .

     O recente Meu Passado me Condena (o filme) tinha uma situação bastante semelhante situando-se quase todo em um transatlântico internacional (com direito a um final na Europa, aqui neste caso com rápidas passagens por Roma, Veneza  e Tunísia). Isso tira muito da novidade ou surpresa, ou mesmo curiosidade de uma comédia mais romântica do que pornô chanchada, ou seja, teoricamente mais indicada para o publico feminino que o masculino. A presença de Chris Amato na direção (ela é a assistente e  pessoa de confiança de Daniel Filho) não consegue resolver vários problemas de roteiro ou andamento ou mesmo ritmo narrativo (custa a engrenar, se repete, se estende novamente ao final, tem um elenco de apoio muito discutível).

     Giovanna Antonelli chegou a fazer cinema (Caixa Dois, Budapeste, um filme americano que ao que parece não passou aqui ainda chamado O Arrasa Corações) mas ainda é mais identificada como estrela dramática de telenovela, não especialmente a vontade com o humor. Ainda mais porque seu personagem é um samba de uma nota só.  Não parece muito inteligente embarcar num navio em que o marido que acabou de deixá-la esta viajando com sua namorada nova, ainda por cima uma estrela de televisão e que teria feito filme pornográfico (ou não, fica tudo meio vago ate porque o filme de vez em quando demonstra alguns preconceitos duvidosos!). Se a heroína fica se repetindo aplicando golpes que não dão certo ou tomando bebedeiras, ainda por cima se aproxima de um estilista na certeza de que ele é gay (o filme tenta fazer humor com essa situação digamos superada pelos fatos históricos atuais). E não tem o menor cabimento  dela viajar com sua irmã (apesar de Fabiula Nascimento ser fácil a melhor do elenco) e ainda por cima a empregada (que entra de clandestina). São duas  também não tem o chamado arco de evolução  de personagem dando a impressão que mulher só é tarada para pegar homem  (a empregada feita por Thalita Carauta, tem a melhor piada quando coloca “esses” em todas as palavras!). Teve uma coisa porém que me comoveu que foi a presença de Theresa Amayo, veterana estrela de cinema e de televisão, que faz uma senhora viúva com muita delicadeza e sensibilidade.       
Ref fim


Um comentário:

  1. Não dá pra aguentar uma coisa dessas, não é, Rubens? Você estoura champanhes na cabine. Faz qualquer coisa. Menos o filme. Acredito que pra 2014, você irá dizer novamente que a safra está ruim, como em 2012, quando você disse isso e alguns dias depois pegou uma pereba braba que parece que jogaram em ti por ter falado mal daquela safra. Ridículo...pq crítico com toda essa sua bagagem cultual, vivência e histórias pra contar jamais haverá novamente!

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