quarta-feira, 26 de março de 2014

The Invisible Woman

The Invisible Woman. Inglaterra, 13. Direção de Ralph Fiennes. 111min. Roteiro de Abi Morgan baseado em Livro de Claire Tornalin. Com Ralph Fiennes, Kristin Scott Thomas, Felicity Jones, Joanna Scarlan, Tom Hollander,John Kavanagh, Tom Burke, Perdita Weeks, Jonathan Harden.

     Só recentemente estreou nos EUA e na Inglaterra (e fracassou) este drama que tinha palidas esperanças de ser lembrado para o Oscar e no final das contas foi realmente indicado para o de figurino (para Michael O´Connor, de A Duquesa, Harry Potter e a Camara secreta). Um trabalho competente que não chama a atenção para si mesmo mas esta discrição pode atrapalhar (que não tem como comparar-se com exercícios delirantes como O Grande Gatsby, críticos como a Trapaça , sóbrios como 12 anos de Escravidão e espetaculares como o chinês O Grande Mestre). 

     Este já é o segundo trabalho como diretor do excelente ator Fiennes (o primeiro foi uma competente atualização de Coriolanus de Shakespeare) na realização (sendo que duas irmãs deles estão no mesmo metier, Martha e Sophie.  Alias ele é primo em  oitavo grau do príncipe Charles!).

     Os ingleses adoram historias de infidelidades dos famosos mesmo que seja reveladas muito tarde. Como é o caso de um  romance que sucedeu com um dos mais romancistas do Mundo, o genial Charles Dickens (11812-70), criador de clássicos como David Copperfield, Oliver Twist, Grandes Esperanças e inúmeros peças de teatro que ele adorava dirigir em casa com a família.

     Aqui se revela que Charles que apesar de casado e com um monte de filhos (9), foi infiel durante anos com uma admiradora muito mais jovem chamada Nelly Terman (que escreveu o livro em que se baseia o roteiro). Esta queria ser atriz mas seu talento era duvidoso mas não seu charme juvenil. Conheceu-o aos 18 anos e apesar da diferença de 27 anos de idade, a época em que viviam era o auge da hipocrisia (era Vitoriana) e havia regras diferentes para homens e mulheres.  A única saída para ela continua a ser aceita era continuar a ser invisível para proteger a reputação não apenas dela mas também dele! Li vários críticos que reclamam que a historia parece incompleta, com uma narrativa frouxa e sem emoção. Ele mesmo não brilha especialmente com Dickens (ou será medo de mostrar um lado negativo de uma Lenda?).Resulta enigmático e não apaixonante. Outros disseram Vago e esotérico. O mesmo se pode dizer de Felicity no papel da amante (fez muita coisa como Histeria, Loucamente Apaixonados, Tempestade mas ainda não conseguiu deixar maior impressão). Por outro lado, charmosa e cativante como sempre a parceira de Ralphe em O Paciente Inglês, esta a adorável Kristin Scott Thomas.   

Ref fim 

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