EUA,
14. Direção e roteiro de Paul Thomas Anderson. Baseado em livro de
Thomas Pynchon. Com Joaquin Phoenix, Josh Brolin, Eric Roberts, Maya
Rudolph, Serena Scott Thomas, Jena Malone, Owen Wilson, Reese
Witherspoon, Benicio del Toro, Martin Short, Martin Donovan, 148 min.
PREVISTO PARA 26 DE MARÇO
Acho que eu sou o único crítico que nunca me convenceu até hoje, desde quando caíram todos de joelhos rezando para Magnólia,
como uma obra-prima certa. Possível pensei eu, pensando no que viria a
seguir que para minha surpresa foi uma comedia romântica Embriagado de Amor com Adam Sandler. Continuei achando irregular, para um filme impressionante como Sangue Negro (confuso, mas era forte e o ator estava excelente) temos que suportar equívocos como o recente O Mestre, frustrada tentativa de denunciar um chefe religioso (mas que no meio do caminho renegou a proposta) e o atual Vicio Inerente,
uma das comédias mais ultrajantes e sem graça já feitas pela
humanidade. Inspirada num livro e autor de que ele é admirador (Pynchon
teria aprovado o roteiro do diretor que seria bastante fiel, mas custa a
ter pé ou cabeça e imaginem que chegou a ser indicado ao Oscar® da
categoria. Num caso desse nem vale discutir, veja o filme se quiser
arriscar, azar o seu. Na sala em que vi em Hollywood houve fuga em
massa!).
Enfim, acho que Mr. Anderson (nunca me esqueço dele
chegar para uma sessão de gala em Cannes com chinelo de dedo! Coisa bem
de americano mal informado) tem ideias e possível talento, mas não sabe
para onde ir. Esta pseudo comédia lembra um pouco aquela de Johnny Depp
chamada Medo e Delírio (o astro hoje decadente, fez outra parecida chamada Diário de um Jornalista Bêbado).Ou
seja, são piadinhas para gente que curte e consome drogas e acha uma
graça enorme nas confusões e no uso excessivo e confuso delas. Os outros
não conseguem entrar na piada.
Passa-se no começo da moda do uso
de drogas em Los Angeles, em 1970, quando um detetive de Los Angeles,
Larry Doc Sportello (Phoenix voltando a ficar chapado), que recebe a
visita de uma ex-namorada hippie e promiscua (Katherine Waterston) que
lhe pede ajuda. Esta na cara que é uma furada, mas ele insiste e vai
encontrar um grupo de pessoas bizarras que lhe fazem embarcar numa série
de confusões e equívocos. Na policia, em hospital, onde todo mundo
claro está piradão (o filme custou vinte milhões e não conseguiu chegar
nem aos 10 de renda!).
O filme tem participação especial de Reese
Witherspoon (que nada faz de importante, mas foi trazida pelo amiguinho
Phoenix) e pela primeira vez o diretor trabalha com sua mulher de muitos
anos e filhos, a comediante Maya Rudolph, que é filha da cantora negra
Minnie Riperton, que morreu cedo. O papel central era por Robert Downey
Jr que o largou (deve ter sido o psiquiatra que achou perigoso novamente
lidar com drogas). Estranhamente indicado para Oscar® de roteiro,
indica que o diretor não perdeu o prestigio. Eu achei curiosa a história
de que ele pertence a geração Home Video, e que começou fazendo
filminhos rodados e editados em vídeo. O pai curiosamente apresentava na
teve de Cleveland um show de filmes de terror! Até hoje Paul continua a
rodar curtas experimentais entre os projetos maiores. Que saia logo o
grande filme tão prometido.
Interessante e bom oportuno sua crítica sobre esse novo filme de Paul Thomas Anderson. Pessoalmente sou dos fãs de "Magnólia", mas não de joelhos... Na verdade minha primeira impressão do diretor veio com "Boogie Nights: Prazer Sem Limites". Não sou admirador declarado do filme, mas admito que a narrativa surpreendia e o trabalho de direção de atores foi um dos melhores que vi nos filmes desse diretor. "Embriagado de Amor" para mim é um incógnita. Não sei das motivações de P.T. Anderson, mas o filme é de gostos duvidosos. Já "Sangue Negro" é puro Daniel Day-Lewis, que sempre preza pela perfeição e nos cede personagens inesquecíveis. "O Mestre" foi a maior decepção e uma ponta de dúvida: "Será que Paul Thomas Anderson é tudo isso?". Ainda não vi "Vício Inerente", mas, depois de "O Mestre" a vontade de ver os novos filmes do diretor é menor.
ResponderExcluirInteressante e bom oportuno sua crítica sobre esse novo filme de Paul Thomas Anderson. Pessoalmente sou dos fãs de "Magnólia", mas não de joelhos... Na verdade minha primeira impressão do diretor veio com "Boogie Nights: Prazer Sem Limites". Não sou admirador declarado do filme, mas admito que a narrativa surpreendia e o trabalho de direção de atores foi um dos melhores que vi nos filmes desse diretor. "Embriagado de Amor" para mim é um incógnita. Não sei das motivações de P.T. Anderson, mas o filme é de gostos duvidosos. Já "Sangue Negro" é puro Daniel Day-Lewis, que sempre preza pela perfeição e nos cede personagens inesquecíveis. "O Mestre" foi a maior decepção e uma ponta de dúvida: "Será que Paul Thomas Anderson é tudo isso?". Ainda não vi "Vício Inerente", mas, depois de "O Mestre" a vontade de ver os novos filmes do diretor é menor.
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