França,
14. 124 min. Direção e roteiro de Olivier Assayas. Com Juliette
Binoche, Kristen Stewart, Chloe Grace Moretz, Hanns Sischler, Angela
Winkler,Johnny Flynn, Lars Eidinger.
Estava fora do país quando estreou este filme que Assayas escreveu especialmente para La Binoche (Desordre, 86) antes dela virar super estrela, e L´Heure D´Eté, 2008, Horas de Verão).
Embora tenha concorrido em Cannes não ganhou nada mas foi indicado para
6 Césars e foi ganhar justamente o mais inesperado, o de atriz
coadjuvante que foi Kristen Stewart que foi assim a primeira americana a
ganhar esse premio em toda sua história! E o mais surpreendente é que
no papel da secretária dela, está no melhor momento de toda sua
carreira, parece que finalmente acordou, estudou as réplicas, teve as
reações certas, parecia até humana. Embora seu personagem seja muito
interessante porque há um paralelo muito grande entre ele e Binoche e as
duas mulheres do texto teatral, de forma ate incomoda. O fato de que o
personagem de Kristen desaparece de forma inesperada e tem gente que
chega a supor até que ela morreu, é uma das curiosas do filme e que vem a
demonstrar que não é para qualquer público.
Só posso indicar o
que agora deve estar saindo em DVD, para os que fazem ou estudam ou
acompanham teatro e a profissão de ator, ou diretor, que ficarão
fascinados como eu com as idas e vindas dos personagens, todos confusos e
complexos.
Na história Binoche aceita participar da remontagem de
um texto chamado Maloja Snake, que há duas décadas atrás foi o que a
transformou em estrela (essa Maloja é um fenômeno metrológico que
acontece nos Alpes, onde alias praticamente todo o filme foi feito,
quando Há uma formação de nuvens que fazem elas serpentearem por entre
montanhas e vales, justamente na ultima aparição de Kristen. E talvez na
morte prematura do escritor (meio Fassbinder que Binoche vem
homenagear).
O engraçado é que esta evidente por todos os que vem
contracenar com Binoche, seja diretor, seja a estrelinha maluca que irá
estrear na peça e que evidentemente trará problemas (outra boa aparição
de Chloe Grace Moretz, que aliás já devia ter se transformado em
estrela!).
É um filme muito feminino, muito ator, muito teatro,
muito falado, discutido, mas não resolvido. Por isso eu achei muito
interessante e profundo. Mas acredito que deva ter assustado grande
parte da plateia. Que certamente ia preferir algo mais romântico e
suave.
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