EUA,
15. 106 min.Direção e roteiro de Dan Fogelman. Com Al Pacino , Annette
Bening, Jennifer Garner, Christopher Plummer, Josh Peck, Melissa
Benoist, Bobby Cannavale.
Esta é a melhor performance recente de
Al Pacino e seu filme mais divertido e simpático. Nada de exageros,
overacting, ou tentativas de interpretar Shakespeare. O filme escrito e
dirigido por Dan Fogelman (estreando como diretor, é roteirista dos bons
como demonstrou em Amor a Toda Prova, com Steve Carrell e a animação Enrolados)
é vagamente inspirado em fatos reais, devidamente exagerados: existe
mesmo um cantor folk chamado Danny Collins que estava começando uma
carreira promissora mas acabou cedendo as pressões das gravadoras que
lhe forçaram a gravar canções mais comerciais. Isso o sustentou numa
carreira de sucesso mas também de total mediocridade, ou seja, ele
vendeu a alma ao diabo. E tem um choque quando recebe um presente de seu
empresário (deliciosa presença do veterano Christopher Plummer), que
consiste numa carta que o lendário John Lennon lhe teria escrito na
época de sua revelação, se dispondo inclusive a conversar com ele. Agora
40 anos depois isso é a prova de que ele tomou as decisões incorretas,
que sua vida foi toda errada.
Aqui já vira ficção. Danny decide
então expulsar sua companheira infiel para fora de casa, pegar seu
jatinho (porque ainda esta muito bem de vida graças ao shows horrendos
que faz) e tentar corrigir os maiores erros, tais como recomeçar a
escrever canções mais pessoais e de melhor qualidade. E principalmente
procurar encontrar seu único filho nascido de uma noite passageira de
uma mulher já falecida que nunca o deixou vê-lo. O rapaz (feito pelo
excelente Bobby Cannavale) tem uma filha hiperativa, uma esposa grávida
(Jennifer Garner) e algo ainda mais grave, uma variante de câncer que
pode ser mortal. Enquanto isso, Danny continua bebendo, tentando
conquistar a gerente do hotel (outra esplendida presença de Annette
Bening).
Ah, não sei se deixei claro que é comédia, bem divertida,
com diálogos inteligentes (o único defeito que consegui sacar é ter
vários finais, que vão se sucedendo). E Pacino esta feliz, muito a
vontade, trazendo até um pouco de ternura as suas falas. Quem é fã dele,
não pode perder. Mesmo que não gosta muito deveria encarar.
Falou tudo. Essa é a crítica que traduziu perfeitamente o que vi na tela. Al Pacino como sempre está perfeito. E que história agradável e envolvente. Cinema é isso, sempre nos surpreende com alguma pérola...
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