EUA,
15. Direção de Jaume Collet Serra. Roteiro de Brad Ingelsby. Com Liam
Neeson, Ed Harris, Joel Kinnamann, Bruce McGill, Boyd Holbrook,Vincent
D´Onofrio, Lois Smith, Genesis Rodrigues e Common.

Já me perguntaram: é outro daqueles filmes de Liam Neeson na linha da trilogia
Busca Implacável?
Sim, não há a menor dúvida disso, ainda que a produção não seja do
mesmo Luc Besson que foi quem teve a ideia de chamá-lo para esses
thrillers de ação, cujo êxito acabou transformando-o em astro do gênero.
Este foi realizado por um diretor espanhol muito competente, Jaume (com
quem Liam fez
Sem Escalas (
Non-Stop, 14),
Desconhecido
(11). Curiosamente não funcionou nos Estados Unidos, onde rendeu bem
menos do que a média do ator (apenas 26 milhões de dólares! Mais 28
milhões no exterior. Isso parece ser prova de que o público do ator não o
aprovou). Uma curiosidade: Nick Nolte tinha um papel mais importante no
filme mas na versão final acabou sendo reduzido a uma única aparição,
sem crédito.
Apesar disso, o filme me pareceu competente, dirigido
com tensão e suspense, apesar de um roteiro que não consegue fugir dos
clichês, os rivais diante a lei, os problemas com os filhos marginais e
bandidos e a figura tradicional do pistoleiro decadente no caso chamado
Jimmy Conlon, que tem apenas uma noite para se reabilitar e resolver
seus problemas e escolher que lado tomar. Seu filho Mike (o mal encarado
sueco Joel Kinnaman, que francamente não guardei mas era o
Robocop de Padilha. E astro da série deTV
The Killing)
com quem não se dá, está com a vida em perigo, o melhor amigo o chefe
de quadrilha Shawn (o sempre bom Eddie Harris) quer que ele agora pague
pela morte de seu próprio filho. Passado em Nova York (com destaque para
o Madison Square Garden), assinala o perigo da carreira de Neeson como
astro se perder e a necessidade de encontrar novos papéis e desafios.
Apesar desses reparos, assisti o filme com atenção e interesse.
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