quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A Chegada (The Arrival)


EUA, 16. 116 min. Direção de Dennis Villenueve. Roteiro de Eric Eisserer baseado na história de The Story of Your Life, de Ted Chiang. Com Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Sangita Patel, Mark O´Brien.

A Chegada filme cartaz poster
Prepare-se para algo diferente em termos de ficção científica e não de super-heróis da Marvel. Exibido no Festival de Veneza, é o novo trabalho de um diretor que já é Cult, o franco canadense Dennis Villeneuve, que tem surpreendido com filmes como Incêndios, Os Suspeitos, Sicário. E o próximo Blade Runner 2049. Intenso e de poucas palavras, conta uma história que tem semelhanças com outras viagens espaciais misteriosas, em especial Interestelar de Christopher Nolan, já que é preciso prestar atenção na história, em particular na meia hora final quando ela toma um caminho que pode confundir e provocar debates ao final da projeção.

O ponto alto do elenco é sem dúvida a sempre adorável Amy Adams que tem finalmente um papel a altura de seu talento, a Dr Louise Bank, especialista em diferentes linguajares que é chamada para uma estranha missão, naves especiais de formato diferente que aparecem em diversos lugares do Globo (o Brasil não, preferiram a Venezuela, certamente porque esta a beira da calamidade total, o Brasil tem apenas outra rápida citação). Louise faz parte desse grupo de elite que tenta impedir um confronto total, ou seja, uma guerra, entre aqueles estranhos ETS que chegam mas não conseguem se fazer entender. Ainda mais quando todos os países querem ter mais envolvimento no que pode ser um holocausto total. Louise que está inundada de memórias do passado (quando perdeu uma adorável criança) é a única que esta determinada a resolver o problema, se bem que outro americano Ian (Jeremy Renner) também pareça bem intencionado.

Muito bem realizado com um tom de fotografia nebuloso (o diretor chamou de Dirty Sci-fi), o filme prende a atenção até o final, mas aconselho que assistam o filme acompanhados - e quando mais inteligente a pessoa melhor! Assim é preciso nos deixar envolver em tramas complexas que aos poucos vão ganhar forma e intensidade. Tive a sorte de sentar com duas produtoras de TV com quem fiquei discutindo o mistério (na verdade, na cabine – um cinema bem grande - formaram-se grupos de diversos jornalistas também discutindo o conteúdo da trama). Talvez seja mesmo recomendável assisti-lo duas vezes.

Villeneuve se esforçou para que toda a tecnologia do filme fosse verdadeira sob as ordens de Stephan e Christopher Wolfran. A trilha musical do filme foi composta por um islandês que começou a trabalhar nela antes de começar o filme e a foram desenvolvendo durante a rodagem (que foi em Montreal). Também houve a preocupação de criar uma linguagem para os alienígenas que fosse também até certo ponto compreensível (usando logogramas).

O filme rendeu ate agora 35 milhões de dólares para um orçamento de 47. Mais 14 no exterior. O que não é nada promissor. Quem sabe no resto da Europa vá melhor.

10 comentários:

  1. Sério que o Brasil com um governo sujo que o presidente faz tráfico de influência você diz que a Venezuela está a beira da calamidade total? Pelo amor de deus Rubens. No início achava que era analfabetismo político, agora creio que é voluntário, birra pessoal, sei lá. Ou então é falta de compaixão com pessoas pobres. Essas não vão ao cinema né? Certamente na sua visão porque não gostam e não porque não lhes foi dada a oportunidade. Eu cansei. Última vez aqui. Boa sorte em falar pras moscas.

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    1. O Rubens não captou que as naves pousaram justamente nos países com maiores problemas de conflitos gerados por falta de comunicação e tolerância. Ele é do tipo que fala mal do Trump, por seu discurso racista, homofóbico e xenofobo, mas no Brasil está alinhado a gente como Bolsonaro, Malafaia e que tais, os "Trumps" dos pobres... Triste, não cai a ficha.

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    2. Patético vcs misturarem política com crítica de cinema. Rubens merece respeito e deve ser analisado por suas críticas de cinema. A Venezuela está muito pior que o Brasil, sim, e quem nã concorda deve ser analfabeto de notícias. Por pouco escapamos de nos tornar uma. Mas isso não vem ao caso, estão desviando o assunto e sendo muito grosseiros.

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  2. Cada comentário ridículo. O Japão agora tem conflito gerado pela falta de comunicação? A Austrália também? E os Estados Unidos? Que absurdo.

    E, sim, a Venezuela vive uma calamidade.

    Rubens, seu texto está ótimo. Parabéns.

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  3. A diversidade de países escolhidos pelos Aliens (digo roteirista) deveu-se à diversidade cultural e linguìstica do planeta. A protagonista dá a dica qdo diz q existe uma teoria que diz que a língua afeta a cultura e forma de pensar de um povo. Ou seja, a ideia dos Aliens seria utilizar as diversas interpretações de culturas diferentes de uma mesma mensagem para se somarem para uma compreensão e bem comum, e forneceram uma forma nova de linguagem (os círculos enfumaçados) que permitiria unificar todas as línguas e mentalidades divergentes para um bem comum.

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    1. Tb há elementos místicos e esotéricos que remetem ao Tarot nesta linguagem dos Aliens, pois ela une passado, presente e futuro juntos, sem início meio e fim, através de símbolos que se modificam quando somados, com um significado diferente de cada vez. Ele tb usou elementos da escrita chinesa, que usa símbolos. Me parece q o autor do conto é americano de descendência chinesa.

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  4. Interessante o tema da aula que a dra. Banks não chega a dar. Eu adoraria assistir a uma palestra sobre a dificuldade que os outros povos enfrentam para entender e pronunciar o português, "...a mais complicada pronúncia entre as línguas românicas...", como inicia a aula a doutora. De fato, acho que só mesmo quem nasce no Brasil consegue pronunciar nosso idioma à perfeição. No mais, um filme muito bom. Nem tanto para "Interestelar", mais para "Contato".

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  5. A minha torcida vai justamente para esse filme. Torço para que ganhe o Oscar, mas sei que não vai.... E de fato, assisti duas vezes. Achei um filme sensacional, inteligente e so vai melhorando a medida que se desenvolve. Discordo que enfim Amy Adams teve um papel a sua altura, ela merece ainda muito mais. Nesse papel ela esteve muito bem ,mas não a ponto de uma indicação ao Oscar. Mas independente do papel que ela faça, ela sempre faz muito bem feito.

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  6. A Chegada, não funcionou na primeira vez,mas na segunda não houve grandes melhorias.Villeneuve me deixou muito impressionado em Os Suspeitos,acho q deu p sacar o estilo do diretor.Acho q o filme é mesmo um tour de Interestelar,Contatos Imediatos,O Sexto Sentido,mas espero q ele tenha mais respeito por 2001,Uma Odisseia no Espaço,um clássico acima de tudo.Amy Adams está no filme todo,mas nada q a eleve alguma indicação ao Oscar,e se não fora indicada eu não considero o seu trabalho tão extraordinário qto a indicada Isabelle Huppert.

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