França,
16. 97 min. Direção e roteiro de Xavier Dolan baseado em peça de Jean
Luc Lagarce.Com Nathalie Baye, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Lea
Seydoux, Gaspard Ulliel.
Esta é nova confirmação do jovem diretor Dolan, que fez a obra-prima Mommy
(Idem) que vocês realmente precisam assistir. Ele é canadense de
Montreal, nasceu em 1989 e é totalmente autodidata e assumidamente gay.
Não é influenciado por nenhum outro cineasta, escreve seus roteiros,
escolhe a trilha de musicas de seus filmes (sempre fortes e marcantes), é
também bom ator e já foi varias vezes premiado em Cannes, sendo que por
este filme mais recente ganhou o Premio do Júri (ainda que tenha sido
bastante contestado porque muitos acham que já foi excessivamente
premiado). De qualquer forma, ele é o maior talento que surgiu no cinema
nos últimos anos, confirmado com este novo filme, que está sendo muito
mal lançado sem preparação devida e já na época natalina (e ainda por
cima com um titulo ruim, que parece comédia). Mas não tem graça nenhuma.
Ele adaptou uma peça teatro indicada por uma atriz amiga, escrita por
Jean Luc Lagarce (que morreu de Aids e aqui retoma um dos temas mais
velhos do teatro, a Volta ao Lar).
Na primeira cena ele já se
explica, dizendo que esta morrendo de Aids e vai visitá-la no interior
depois de cerca de 12 anos de ausência. Quem faz o personagem e resulta
numa inesperada surpresa é o Gaspard Ulliel, que ficou mais conhecida
porque viveu bem a biografado figurinista em Saint Laurent, 14, e também Hannibal a Origem, Eterno Amor, Anjo da Guerra.
Na verdade é impressionante como progrediu e apesar do seu tipo
estranho segura um filme e um papel muito pesado, cercado de atores
excelentes. E Dolan usa seu estilo de planos fechados, emoção a flor da
pele envolvendo o espectador mesmo que ele esteja relutante. Ele criou
um tipo de mãe para a estrela veterana Nathalie Baye que muda
completamente de imagem, mas no duelo ninguém fica atrás. O já quase
brasileiro Vincent Cassel vai crescendo e acaba tendo dois ou três
poderosos monólogos de assustar (afinal o dialogo diz o filme é muitas
vezes impossível se entender com a família). Marion Cotillard faz a
esposa dele, completamente por fora de tudo, incapaz de se expressar,
mas plena de ternura, confirmando-se como a grande figura do cinema
francês e internacional. E também como a Irmã mais nova Lea Seydoux, em
pleno desenvolvimento. A questão da homossexualidade deixa de ser tão
importante e o conflito familiar se universaliza. Um filme poderoso que
recomendo nem que seja para descobrir este jovem diretor de talento.
"é totalmente autodidata e assumidamente gay"
ResponderExcluir???
Não haverá uma crítica ao Animais Fantásticos e Onde Habitam não???
ResponderExcluirD+++!
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