sábado, 10 de março de 2018

15h17 - Trem para Paris (The 15:17 to Paris)


15h17 - Trem para Paris (The 15:17 to Paris)
EUA, 18, 1h34min. Renda: 35 milhões de dólares. Orçamento:34 milhões de dólares. Direção de Clint Eastwood. Roteiro de Dorothy Blyskal, baseado em livro de Anthony Sadler. Com Ray Corasani, Alek Skarlatos Anthony Sadler, Spencer Stone (todos eles também são créditados alem de atores como co-autores do roteiro do filme). E mais Judy Greer, Jenna Fischer, Irene White, William Jennings, Bryce Gheisar, Tony Hale,Thomas Lennon, Jaleel White.

Este é mais um filme do astro Clint Eastwood como diretor, o trigésimo sexto (apesar de ter nascido em 1930) que resolveu partir para um processo novo em sua carreira. Depois de que outros dois projetos seus demoraram a dar certo, ele se entusiasmou pela história real de três norte-americanos, amigos desde a infância, e que estão na França e descobrem que a bordo do trem estão um grupo de terroristas. Decidem assim agir por conta própria. Há um detalhe curioso: Houve um outro herói a bordo do trem, um francês, que depois também recebeu a Legion d´honneur, mas o governo pediu para ele ficar escondido, sem revelar sua identidade. Com medo dele ser perseguido e morto pelos islamitas. Curiosamente é o filme mais curto que Clint já dirigiu!

Todos os três americanos são ao contrario do que diz o filme 3 U.S. Airmen, apenas Spencer é da Força Aerea, Skarlatos da National Guard e Sadler é um civil. Spencer tem uma história trágica, seis semanas depois do ataque, ele foi atacado nas costas varias vezes num night club de Sacramento, que lhe custou caro (inclusive operação de coração aberto e outros ferimentos).Em 2017 o atacante foi condenado a 9 anos.

Nada disso porém impediu que a imprensa americana fosse extremamente agressiva com o resultado do filme. A maior reclamação é contra o fato de que o roteiro guarda o mais importante para os vinte minutos finais. Reclamaram muito da viagem dos amigos, que não tem maior força ou graça, apesar do fotógrafo tentar conseguir imagens turísticas para distrair um pouco. Na verdade é interessante lembrar que o cinema com frequência chamou as figuras reais para estrelar seus filmes, como foi o caso dentre outros de Muhhamed Ali, Jackie Robinson, até Pancho Villa. Mais carismáticos do que os 3 herois daqui! Houve também casos em que heróis verdadeiros que eram também atores famosos estrelaram suas biografias como Audie Murphy e James Cagney. Mas não atores representando a si mesmos é raro em Hollywood, e herança do neo-realismo.

Na verdade, os críticos pouparam os atores que tem aquela vontade de dar certo e serem muito heróis norte- americanos por excelência. A culpa maior é do roteiro mal desenvolvido cheio de clichês, mas houve os que elogiaram o minimalismo, não há quase suspense, nem muitos impactos dramáticos. Como ele não gosta de ensaios também não exige muitos dos seus comparsas. Por outro lado , não descansa em ser patriota ate o fim quando há discurso do então presidente francês, François Hollande e a mensagem: “Nós escolhemos lutar e tivemos a sorte de não morrer”.

Agradeço a ajuda na critica de dois amigos que moram nos EUA e participaram da critica, mas que preferem ficar escondidos só com seu primeiro nome: Susan e Tobias.

Um comentário:

  1. Grande Rubens, desta vez minha forma de ver filmes foi ótima: aqueles que previamente defino por assistir onde nem o trailer vejo para não tirar o impacto. Esse então eu nem tinha ideia da historia. e só fui entender que se tratavam dos próprios personagens no finalzinho do filme, ainda maio que achando algo de sobreposição de imagens à lá Forrest Gump.

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