quinta-feira, 22 de março de 2018

A Melhor Escolha (Last Flag Flying)


A Melhor Escolha (Last Flag Flying)
EUA, 17. 125min. Direção de Richard Linklater. Com Bryan Cranston, Steve Carell, Laurence Fishburne, Cicely Tyson, Deeana Reed-Foster, Yul Vasquez, Dontez James. Roteiro de Linklater Baseado em Livro de Darryl Ponicsan.

Até agora esquecido pelas premiações, esta produção da Amazon Studios traz um trio de grandes atores em grande forma e o prestígio do diretor Linklater (que ganhou o Oscar duvidoso de Boyhood, da Infância a Juventude, 14. Vá entender porque. Embora um pouco alongado e lento, é uma historia humana sobre homens de meia idade (e por isso vai interessar basicamente aos mais velhos) bem estruturada e dirigida. Diz o diretor que ele se inspirou num outro filme-livro do autor Ponicsan (famoso por Cinderella Liberty) especialista em temas sobre os Fuzileiros Navais-Soldados, e principalmente no filme The Last Detail (A Áltima Missão, 73, do falecido Hal Ashby). Uma pequena que o filme esteja completamente esquecido porque é potente e divertido, mostrando como dois fuzileiros acabam ajudando um soldado (Randy Quaid) que está para ser preso. Claro que ajudava muito a presença carismática de Jack Nicholson. O diretor diz ser uma continuação “espiritual” daquele filme (foi rodado em Pittsburgh, Pensilvânia).

A semelhança com o filme atual é mais simbólica do que realista. Carell (cada vez melhor) faz o pai de um rapaz muito jovem fuzileiro que morreu na luta armada no Iraque a serviço de sua pátria. Viúvo, meio perdido, ele vai procurar a ajuda de dois antigos parceiros de guerra anterior, a do Vietnã: o dono de um bar (Cranston, exuberante) e um pregador religioso (Fishburne, muito eficiente). Depois de certa relutância, eles vão ajudar e acabam se chocando com os ritos e burocracias do governo para liberar o corpo. Não chega a ser um filme muito popular e não rendeu nem um milhão de dólares. Além de trazer uma aparição do maior atriz viva negra de Hollywood, Cicely Tyson, dá para sentir que é um projeto pessoal do realizador.

Os filmes mais recentes sobre a Guerra no Iraque tinham mais ação e outra perspectiva. Aqui é basicamente sobre três amigos (e um soldado que entra depois) que discutem, relembram, quase que brigam, mais um show dos atores, do que propriamente do texto ou dramaturgia. O diretor fica devendo uma maior emoção, maior impacto do que a mera contemplação de três grandes atores em plena forma. Mas não será o bastante?

2 comentários:

  1. Boyhood, ganhou um Oscar duvidoso em 2014?Acho o filme teve varias indicação, inclusive p filme porém, apenas a coadjuvante Patricia Arquette, saiu vencedora.O vencedor ate q prove ao contrário saiu p Birdman.

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  2. Não gostar de boyhood eu entendo, mas basta uma pesquisa na web pra ver que nem o filme nem.o diretor levaram o Oscar daquele ano. Que preguiça

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