sábado, 13 de abril de 2013

A Cidade dos Desiludidos


Lançamento de filme inédito no Brasil em DVD


A Cidade dos Desiludidos /Two Weeks in another Town. Versátil (originalmente MGM). 14 anos. Audio:Ingl. Leg: Port. Widescreen.EUA, 1962. 107 min. Direção de Vincente Minelli . Roteiro de Charles Schnee  baseado em romance de Irwin Shaw. Com Kirk Douglas, Edward G.Robinson, Cyd Charisse, Claire Trevor, Rossana Schiaffino, Daliah  Lavi, George Hamilton, James Gregory, estréia de Leslie Uggams.  

Sinopse: O ator Jack Andrus sai de um sanatório depois de 3 anos (onde entrou por alcoolismo e por ser bi polar) para aceitar convite de seu amigo/inimigo diretor de cinema Kruger que esta rodando um filme em Roma. A proposta é cuidar da dublagem do filme mas quando Kruger fica doente, Jack assume a direção. 

     Comentários: Esta foi de certa forma a resposta que Hollywood deu ao La Dolce Vita de Fellini feito dois anos antes (há duas  sequencias influenciadas por Fellini, uma passeada pela avenida Via Veneto e a festa onde Leslie Uggams canta, com figurantes com cara de depressão!). Não é na verdade uma continuação do clássico e excelente Assim Estava Escrito (The Bad and the Beautiful, 52) que foi feito pelo mesmo produtor (John Houseman), diretor (Minnelli 1903-86, pai de Liza), ator (Kirk, ainda vivo). E até mostram aqui algumas sequencias daquele filme (estão numa cabine admirando-o). Mas procuram retratar outro momento na Historia de Hollywood, nos anos 60, quando atores e diretores em decadência foram para Roma trabalhar no cinema italiano (um período chamado de Hollywood no Tibre, ou seja, o rio que corta a cidade de Roma). Embora tivesse sido defendido por críticos franceses (como Godard), o filme não é dos melhores do diretor. Minnelli tem uma grande qualidade, é impecável em construir enquadramentos e compor imagens, em particular com o uso do colorido e sempre que possível movimentos de câmera. Por outro lado, não dirigia atores (dizem que por timidez) e o resultado é altamente irregular. Algumas caem na chanchada (a bela italiana Rossana Schiaffino tem o papel mais ingrato, como a atriz italiana que vira caricatura). Outros no exagero (a premiada com o Oscar Claire Trevor esta super representando como a mulher do diretor), e mesmo a ainda belíssima Cyd Charisse, que nunca foi grande atriz e se compromete aqui. Tem apenas três ou quatro cenas, mas se perde inteiramente numa crise histérica quando Kirk dirige o carro bêbado (emulando algo semelhante com Lana Turner no Assim Estava Escrito). De qualquer forma, Hollywood adora falar mal de si própria (a crueldade do diretor, a vingança do agente, o ator sendo vitima da perseguição do diretor, as dificuldades da dublagem). E Kirk, com sua inegável energia consegue sobreviver as dificuldades. Traz trailer.      

Ref Fim

Um comentário:

  1. Rubens que bom que achei o seu novo blog, sucesso nessa nova empreitada!!!!
    Te acompanha desde a época da globo na década de 80.
    Gosto muito de suas críticas, até hoje tenho um dicionário de filmes com pequenas críticas suas, todo amarelado.

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