quinta-feira, 11 de abril de 2013

Oblivion

  

Oblivion (Idem) Universal. EUA, 13.Direção de Joseph Kosinski. Com Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Melissa Leo, Nikolaj Coster-Waldau. 

      Não sei se ainda existe um publico que aprecia finais confusos daqueles que a gente sai discutindo:  o que foi que sucedeu mesmo? Será que é tal coisa? Ou alguém tem uma explicação melhor. É um ficção não tão cientifica mas tampouco muito original. É um daqueles filmes post-apocalípticos  que se passam na Terra depois de uma guerra esquisita, quando teríamos sido invadidos por alienígenas. E embora tenhamos ganho a Guerra e eles terem sido expulsos, o planeta foi danificado e transformado em grande deserto. No fundo, é uma daquelas historias de um único sobrevivente e quase o ultimo humano na face da Terra, voando naves ultra modernas e as hoje famosas naves não pilotadas, os drones. O filme é no estilo do clássico “Corrida Silenciosa” ou “Robinson Crusoe em Marte” e numa situação dessas não ha muitas alternativas dramáticas, certamente haverá alguma forma humana solta pelo deserto, algum vilão a culpar e assim por diante. 

     O maior prazer do filme é assisti-lo numa tela Imax (ate porque foi rodado com novo sistema digital câmera CineAlta F65!). Tudo melhora com a nitidez e o excelente sistema de som e projeção. Mas para suportar o filme é preciso ainda gostar de Tom Cruise (Aos 50 anos, esta muito bem conservado só piorou como ator. Tem uma única expressão o filme todo e quando tem que passar medo ou surpresa, raiva ou paixão, é sempre a mesma cara. De uma constrangedora falta de versatilidade!). Não gosto de não batizarem o filme no Brasil (veja a falta de lógica: cada vez mais os filmes são dublados para o português mas ainda assim insistem em por um nome incompreensível para noventa por cento da platéia. Alias este é daqueles que devia vir com  um folheto explicativo inclusive falando que Oblivion seria Esquecimento). 

     Parece que a origem do projeto esta numa sinopse que Kosinski escreveu em 2007  para virar “graphic novel” (que foi guardada só para sair agora junto com o filme que por sinal estréia simultaneamente com os EUA). Jessica Chastain foi escalada para o papel central de Julia mas estava com outros projetos e em seu lugar entrou a Bond Girl Olga Kurylenko (que esta por demais parecida com Catherine Zeta Jones!). Como a companheira do herói chamaram uma inglesa, Andrea Riseborough que estrelou W.E. O Romance do Século, dirigido por Madonna.       

      Enfim, Cruise faz Jack, que é um piloto que faz parte dos últimos humanos ainda na Terra e que trabalha para uma grande companhia mineradora (ah, curioso é o fato de que a Lua terrestre foi destruída, ao que parece por ETs e em conseqüência disso o planeta foi destruído por tsunamis e terremotos. Ele vive numa  modernosa e luxuosa casa suspensa no céu (o filme acaba lembrando bastante o Wall-E e a casa um pouco até um pouco “Up”). E ajudado por drones, monitorado por sua companheira e parceira Victoria (Andrea) ele viaja resolvendo problemas, enfrentando saqueadores e de vez em quando descobrindo livros! Ele também é o narrador da historia e desde o começo tem um sonho com outra mulher em Nova York, no alto do Empire State.Então espere por mudanças, ainda que elas sejam clichês e eu não possa ficar comentando muito sob pena de estragar qualquer possível surpresa. 

      Basta dizer que eu achei tudo meio óbvio, com alguma (mas podia ter mais) ação e truques do gênero (clones e traições) e um final confuso. Como as pessoas tem medo e preguiça de pensar, acho que o titulo do filme é profético :é muito capaz que caia mesmo no “oblivion”.

Ref fim        
     
Este é segundo filme do diretor Kosinski que havia sido escolhido para dirigir o Segundo Tron, o Legado. Apesar de não ter ido bem, ainda lhe deram esta nova chance que pode ser a ultima (embora como imagem seja bonito, ja que a culpa maior é do roteiro por demais confuso). Ainda assim ele co-escreveu o roteiro (que é baseado em graphic novel de Arvid Nelson).  

4 comentários:

  1. Olá, Rubens. Há algum tempo, acompanho seus comentários em blogs. Vi que você criou outro blog e isso me deixou um pouco surpreso. Mas, mais surpreso ainda fiquei com a adoção de um novo critério de avaliação. Você está utilizando a cotação de duas estrelas e meia. O que quer dizer isso? O filme é quase bom. Para mim este novo sistema de cotação é um pouco confuso. Afinal, acho difícil classificar um filme dessa forma. Na minha avaliação não tem meio termo: ou filme é bom, ou é regular, mesmo para gente poder saber se vale a pena ver, ou é melhor assistir a outro. Boa sorte com o novo blog e não deixe de postar seus comentários que geralmente são interessantes.

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  2. assisti e dou 3 estrelas, tranquilamente. Faz tempo que nao tenho prazer de ir ao cinema pra ver um filme que tenha açao e uma historia que tenha final surpreendente. Bons efeitos, cenas de ação, mas muito mais, um enredo pra se pensar e racionar o tempo todo ate os creditos finais, o que vc estava pénsando no inicio pode nao parecer o que era na verdade. E pra quem nao gosta de tom cruise num filme de ficçao cientifica, entao assista arnold scharzenegger nos 3 exterminadores do futuro e me diga algo sobre expressao facial.

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  3. Vou esperar sair em dvd, assim posso tirar minhas própria conclusão.

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  4. Concordo plenamente com Rubens. Ao terminar de assistir fiquei pensando a que veio este filme? As imagens iniciais são muito interessantes, mas a cara do Cruise é a mesma do início ao fim. Não recomendo. Duas estrelas.

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