EUA, 15. 95 min. Direção de Sean Anders. Com Will Ferrell, Mark
Whalberg, Linda Cardellini, Bobby Cannavale, Thomas Haden Church.
No
Brasil até hoje ainda não fez sucesso o comediante Will Ferrell, apesar
de boa vontade da crítica brasileira ele tem um estilo de humor
esquisito e cara de pau que nosso espectador ainda não consome. Em
compensação ele tem trabalhado sempre como o mesmo roteirista e diretor
que é Adam McKay, só que este acabou de dar um passo mais alto e acabou
de ganhar o prêmio dos Críticos pelo ótimo filme que fez satirizando os
bancos americanos que é A Grande Aposta (também ouvi
dizer que houve rejeição deste trabalho aqui por que não é de fácil
compreensão entender os dados bancários e que tais, que naturalmente já
foram feito assim para que o leigo não entenda e seja enganado por
eles). Enfim, McKay se consagra e demonstra que é um bom diretor e aqui
tiveram que chamar um substituto que é o nada talentoso Sean Anders que
tem no curriculum coisas como Esse é Meu Garoto, Quero Matar Meu Chefe 2, Sex Drive. Nenhum deles digno de nota.
Só
está estreando nas salas esta comedia 1) porque o coastro é Mark
Whalberg que tem uma boa audiência no Brasil, apesar de ter sempre a
mesma cara, nenhuma versatilidade e se esforçar em ser forte e durão.
Coisas que certo público gosta; 2) a comédia pretende ter um apelo mais
forte para crianças porque em outros tempos poderia ter sido estrelada
por Arnold Schwarrzernegger ou mesmo Dwayne Johnson. Mas nenhum deles
teria o jeito patético no bom sentido de Ferrell, um cara grandão, meio
bobão mas sempre bom sujeito como aqui quando faz um locutor de rádio
musical dirigida por amigo (Haden) e quer dar tudo para seus enteados um
casal já que não poderia ter filhos (esse é um segundo tema da trama).
Então tudo que trama é para agradar as crianças, chegando a exageros que
pretendem ser engraçados. O problema é quando aparece o verdadeiro pai,
um simpaticão motoqueiro, que é irresponsável, mas tem uma enorme sorte
com tudo e mesmo desinteressado nas crianças, passa a ser um perigoso
rival. O pior é que é simpatico e todo mundo gosta dele. O que vai
levando o herói ao exagero e absurdo.
A comédia é isso, engraçado
que mesmo sendo curta eu sofri muito para passar o tempo, a história não
corria, ia aos tropeços. Mas o problema é esse mesmo, tem que gostar de
Ferrell para curtir a trama e as situações.
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