EUA,14. Direção de Evan Goldberg e Seth Rogen. Com James Franco, Seth Rogen, Randall Park , Lizzy
Caplan, Diana Bang, Timothy Simmons, Eminem,
Rob Lowe, Joseph Gordon Levitt.
Sinto-me tolo repetindo o que todo mundo leu no jornal e se
a presidenta da Columbia Sony não for mandada embora, aí que não existe mesmo
no que acreditar. O medo é que a briga entre um ditador de farsa seja louco o
suficiente para legar este filme estúpido a sério. E coisas piores aconteçam...
Sim, estão certos os que dizem que já houve precedentes e saiu há um pouco um
livro no Brasil , alias excelente – a Colaboração - O Pacto entre Hollywood e o
Nazismo, de Ben Urwan, onde mostra como
Hitler interferia até 1942, quando rolava totalmente a guerra ainda controlava
os filmes que a MGM e outras iriam fazer! Mexendo mesmo no roteiro! Porque na
década anterior fez isso aprovando ou não filmes que iriam passar na Alemanha
(aonde faziam grande sucesso e Hollywood não queria perder o lucro). Quando
Chaplin percebeu que na verdade Hitler era uma caricatura dele e ninguém falava
isso, escreveu e dirigiu O Grande
Ditador e por causa disso anos depois foi expulso dos Estados Unidos!
Acusado de comunista! Imaginem por falar mal do pior líder da História moderna
(na verdade satirizar, o riso podem ser a coisa mais cruel do mundo).
Imagino que a dupla Seth Rogen e James Franco não queira se
comparar com Chaplin (e sinto muito mas eu gostei do filme anterior deles,
desta mesma equipe que foi o muito caótico e engraçado, É o Fim, uma brincadeira com o apocalipse mundial). A ideia deste
filme foi inspirada pelo jogador de basquete Denis Rodman, que visitou a Coréia
do Norte e se tornou amigo do ditador. Assim inventaram agora o apresentador de
TV ( Franco um ator detestável que deveria ter sido banido desde aquele festa
do Oscar que apresentou!) e o produtor (Rogen, mais inteligente e com melhor
carreira).
Franco é o Dave
Skylark que apresenta um programa de entrevistas, com o Eminem dizendo que é
gay, o Rob Lowe mostrando que é careca e o Levitt brincando com cachorros. Motivado
pela concorrência eles vão ate a Coréia do Norte (o ditador teria dito que
gostava deles) só que orientados pela CIA com armas para matá-lo! Daí em diante é pura chanchada interrompida
por piadas de sexo ou banheiro (locações no Canadá), que talvez fossem mais
engraçadas caso o filme não tivesse pisado tão forte e causado tanto mal.
De qualquer formar zombar de um inimigo da America não é
exatamente um atrevimento já que mal e mal, ela se esforça em ser uma
Democracia. Queria ver fazerem um filme desses em outros países e com tantos
outros ditadores do mundo, sugiro mesmo uma série... Assim já bota para quebrar
logo e resolvem seu desejo de morte.
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