Inglaterra, França, EUA, 14. 96 min. Direção de Hossein Amini. Com Viggo Mortensen, Kirsten Dunst, Oscar Isaac, Daisy Bevan, David Warshofky, Prometeus Aleifer.
De qualquer forma, o responsável aqui é o Hossein Amini, nascido no Iran, mas que emigrou cedo para a Inglaterra, tendo escrito roteiros de filmes famosos tais como Paixão Proibida (Jude, 96), com Kate Winslet, de Michael Winterbottom, Asas do Amor (The Wings of the Dove, 97), de Iain Softley, que lhe deu indicação ao Oscar®, Honra e Coragem, As Quatro Plumas, de Shekar Kapur (02), e os mais recentes, Drive (11), Conspiração Xangai (10), Branca de Neve e o Caçador (12), 47 Ronins (13) e o ainda inédito Our Kind of Traitor. Ou seja, tem um curriculum super respeitável que nos fazia esperar um filme mais forte e interessante do que este. Onde não sabe nem aproveitar direito o elenco, todos em momentos fracos, inclusive o há pouco revelado Oscar Isaac (do filme dos Irmãos Coen, Inside Lewellyn Davis, enquanto a encantadora Kirsten Dunst além de fazer pouco tem uma saída de cena muito infeliz.
Apesar das locações curiosas na Grécia, não dá para se envolver com a história. Em 1962, um casal americano rico, Chester MacFarland (Viggo) e sua mulher mais jovem Colette (Dunst) chegam de barco em Atenas (mais tarde a ação transcorre também em Istambul e Creta). Ao visitar Acrópolis, encontra um americano que fala grego, Rydal que se oferece com guia. Naturalmente é um vigarista mas não tem o que se surpreender quando descobre que o casal esconde segredos perigosos. E tem que ajudar a se livrar do corpo de um sujeito que teria tentado matar Chester. Logo se forma também um triângulo amoroso citando as duas faces de Janus, mito da dualidade, a face interna e a externa. Não achei o suficiente, porém, para salvar um thriller menor e desfocado.
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