Não há nada errado com o cinema brasileiro que um público
mais atento e interessado não pudesse resolver. Por alguma razão o espectador
normal ou costumeiro só vai assistir as comédias, em geral cariocas, com a
mesma meia dúzia de atores, rendendo mais ou menos, dependendo de serem
melhores ou piores. Sim, há um critério. Desde a época da chanchada dos anos 50
passando pela pornô chanchada dos 70, o espectador quer ir ao cinema para se
divertir, distrair-se. E a imprensa é
violentamente contra, no que esta também errada. Há comedias horrendas e outras
nem tanto e até ocasionalmente algumas ousadas e politicamente fortes, como é o
caso de O Candidato Honesto, não por acaso feito pelo diretor
do gênero mais bem sucedido (Roberto Santucci) e o astro mais popular (Leandro
Hassum). Talvez tenham sido francos
demais porque assustaram a Esquerda política e mais uma vez não tiveram sua
ousadia reconhecida! Leandro também anda fazendo filmes demais e já esta
fazendo operação para perder peso (e no caso dele, tamanho é documento. Não é
Faustão!),
Enfim, eu tenho procurado ver as comédias com o público e
gosto de algumas: as da Ingrid Guimarães são divertidas, Fabio Porchat é um
original e o pessoal da Turma da porta dos Fundos, criaram um estilo
inteligente e especial. Posso dar um palpite. Eles funcionam melhor no You Tube
simplesmente porque deixam um intervalo de respiração entre os sketchs, na TV
embola tudo sem pausa de riso ou respiração. Sem ser exatamente cinema (hoje em
diaporém é difícil separar o joio do
trigo), são de qualquer forma uma maneira nova e sofisticada de fazer rir. Que
outros como eles continuem a surgir.
Eu confesso que tenho dificuldade de entender porque o público
não foi ver, por exemplo, a vida do escritor Paulo Coelho, Não
Pare na Pista, a Melhor Historia de Paulo Coelho, que era muito bem realizado,
tinha uma história envolvente, bons atores. Enfim, era Classe A e deveria
interessar seu público alvo! Gostei
muito de Boa Sorte, de Carolina
Jabor, onde todo o elenco também brilho com especial destaque para Débora
Secco. No caso, o filme realmente tem trama pesada envolvendo drogas e doenças
terminais, e da para entender porque nem todos enfrentam o assunto. Não assisti
até hoje certos filmes porque não consegui ir aos cinemas porque as assessorias
de imprensa cariocas me ignoraram e não chamaram para nada. Mas ainda vou
tentar ver Trinta, nem que seja para
entender que teve a ideia de jerico de inventar esse nome para a biografia de
Joãozinho Trinta (Trinta o que? Anos, quilos, êta titulo ruim) de Machline. E a
Irmã Dulce então? Foi tão mal que
sumiu antes de eu conseguir a folga.
Vamos tentar fazer um balanço do que teve de positivo: o
documentário Esse Viver Ninguém Me Tira
de Caco Ciocler, o bom e ignorado Mão na Luva, Os Amigos, de Lina
Chamie (colegas o viram com tal mau humor que me escapa), Tim Maia era razoável mas perdeu para o show musical que era só
alegria e errou feio em insistir em transformar em filme de drogado! O desenho
animação gaúcho Até que a Sbornia nos
Separe era muito legal e merecia mais do que passar em branco. Achei
encantador Rio eu te Amo! Completamente
ignorado por todos (credo, nem o Rio agora se pode amar?), Isolados
era ao menos uma tentativa valida de fazer terror, Mercado de Noticias era outra prova do notável talento do gaúcho Jorge
Furtado numa mistura inusitada de documentário, teatro, comédia, denuncias etc.
Houve filmes juvenis adequados, mas o melhor mesmo foi O Segredo dos Diamantes de Helvécio Ratton.
Infelizmente a maior parte dos filmes ficou num meio termo, não eram comerciais, nem atraentes, nem divertidos, mas tampouco eram ruins. Esse meio termo é o que há de pior para a sorte nas bilheterias. E muitos estão nesse caso, como Entre Vales, Entre Nós, até mesmo o grande diretor inglês Stephen Daldry não soube o que fazer direito com Trash A Esperança Vem Do Lixo, um filme de favela até inferior aos nossos (o elenco ao menos se defendeu bem com Wagner Moura sempre inventivo). Quando o diretor de Billy Elliott e As Horas não acerta, dá para valorizar os diretores brasileiros que escalaram o mesmo terreno e situações. E em certos casos até se deram melhor.
Infelizmente a maior parte dos filmes ficou num meio termo, não eram comerciais, nem atraentes, nem divertidos, mas tampouco eram ruins. Esse meio termo é o que há de pior para a sorte nas bilheterias. E muitos estão nesse caso, como Entre Vales, Entre Nós, até mesmo o grande diretor inglês Stephen Daldry não soube o que fazer direito com Trash A Esperança Vem Do Lixo, um filme de favela até inferior aos nossos (o elenco ao menos se defendeu bem com Wagner Moura sempre inventivo). Quando o diretor de Billy Elliott e As Horas não acerta, dá para valorizar os diretores brasileiros que escalaram o mesmo terreno e situações. E em certos casos até se deram melhor.
Tivemos Confissões de
Adolescente, infelizmente mais fraca do que a serie original de TV, infelizmente eu perdi Quando Eu Era Vivo, mas claro que gostei de Eu Não Quero Voltar Sozinho, expansão de um certa de Daniel
Ribeiro, que era ainda melhor. Mas é um filme encantador e que ao menos teve
uma aceitação positiva. Pena não ter agradado a Academia talvez porque existam
similares americanos em cada canto de lá. E na confusão de títulos não
conseguiram ter paciência de o descobrirem.
O público nacional ficou meio chocado com Praia do Futuro, ou dizendo a verdade.
Bastante, ainda mais ao ver o Capitão Nascimento virando gay e como disse um
conhecido, assim na cara dura, sem um romancinho ao menos! Apesar disso, foi um
filme melancólico e sério, uma evolução na obra do diretor. Lembro agora de Alemão, que foi até bem e ao menos era
filme de favela com uma trama de suspense e algumas surpresas. Achei uma
evolução no gênero.
Grande Rubens! Mestre! Ótimo Post, Ótimo desabafo! O que dizer de GETÚLIO? Acho que foi o maior sucesso do ano não é mesmo? Fiquei sabendo de uma lei que irá obrigar as grandes salas darem mais atenção as obras nacionais e menos foco somente nos blockbusters. Será que cola? Grande Abraço!
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